1 Resposta

  • Diego Vitor Diegorow

    Não irei te afirmar certamente, mas possivelmente, acho que não!
    Veja: silicose é causada por aspiração de pó de sílica. As repercussões da silicose são pulmonares e algumas vezes cardíacas. Não vejo qualquer comprometimento ósseo.
    Mas vamos pensar radicalmente: Os pulmões perdem tecido alveolar (macrófagos pulmonares fagocitam a sílica, são destruídos por isto, há liberação de suas enzimas proteolíticas e destruição dos alvéolos adjacentes). Desta forma, a compensação é pelo coração, que aumenta o esforço compensatório para fazer com que a fração oxigenada do sangue atinja os órgãos-alvo (já que uma parte do pulmão está lesada e não funcional). Isso é o normal de acontecer (alguns pacientes com silicose desenvolvem insuficiência cardíaca). Agora, radicalizando: outro mecanismo compensatório para melhor distribuição de oxigênio é a medula óssea aumentar sua produção de eritrócitos em resposta à eritropoetina que os rins lançaram no sangue em resposta à hipóxia tecidual. Pronto: chegamos aos ossos! Mas será que a hiperplasia medular seria tão aparente de modo a conseguir detectar qualquer alteração macroscópica do seu funcionamento? E, se isso fosse possível, não acha que algo tão extremo seria bem difícil de acontecer, já que o indivíduo pode morrer antes por outros fatores (ICC, fibrose pulmonar, hipóxia cerebral, etc.)?
    É bem provável que, macroscopicamente, seja impossível detectar qualquer padrão ósseo relacionado à silicose (e como detectar algum padrão e relacioná-lo à silicose?). Portanto, eis o meu ponto de vista acerca disto!

    That is it!