Estudos ecológicos pdf

Estudos ecológicos pdf

DICENTES: DênissonSilva Nascimento DOCENTE:

São Cristóvão/SE, 2017

•É um estudo observacional, com ainformação obtida e analisada no nível agregado;

•A unidade de análise do estudo não é oindivíduo, mas simgruposde indivíduos;

•Não é de interesse as particularidades de um sujeito, e sim conhecer as informações globais da população da qual aquele indivíduo faz parte.

•Utiliza características já existentes sobre grupos de indivíduos e as comparam, visando verificar associações.

•Um estudo envolvendo diversas cidades brasileiras em que se procurasse correlacionar dados sobre mortalidade infantil a nível de cada município com a renda per capita e índice de analfabetismo do local no sentido de encontrar evidências de que o nível sócio econômico é um dos determinantes de mortalidadeinfantil.

Aamostra(umrecortedeumapopulação)podeser:

Amostra aleatória: por exemplo, o sorteio de alguns bairros deAracajuqueserão incluídosnoestudo.

Amostra conveniente: por exemplo, o estudo de algumas pessoasqueestãoemumdeterminadolugar(saladeaula).

•Os estudos ecológicos têm como sinônimos: estudo de grupos, estudo de agregados, estudo de

conglomerados, estudo estatístico ou estudo comunitário.

•A primeira pesquisa que aplicou de modo articulado o estudo de agregadosfoirealizadaporÉmileDurkheim, noséculoXIX

•Vários pesquisadores da escola de Chicago, na década de 1930, foram os pioneiros nos estudos agregados incluindo as questões desaúde.

• Uma abordagem comum é procurar relacionar a incidência

da doença ou mortalidade e a prevalência de fatoresde risco.

•Um dos principais problemas é a falácia ecológica.

• Um exemplo clássico de estudo ecológico e de possibilidade de falácia ecológica: Emile Durkheim, no século XIX, descreveu uma associação ecológica positiva entre a proporção de indivíduos de religião protestante e as taxas de suicídio, tendopor base o estudo de várias províncias daPrússia.

• Apesar da conclusão ser factível, a inferência causal não é, do ponto de vista lógico, correta.

•Os estudos em series temporais, em que uma mesma população (N) É investigada em momentos distintos do tempo (T1,T2,T3,...,T8).

•Muitas doenças mostram flutuações notáveis na incidência ao longo do tempo.

•Se acreditamos que tendências seculares na incidência da doença se correlacionam com mudanças no ambiente de uma comunidade ou no modo de vida, então, por causa disso, as tendências podem fornecer pistasimportantesparaaetiologiadasdoenças.

•As outras populações para as quais as estatísticas sobre incidências de doença e sobre

mortalidade estão prontamente disponíveis são grupos profissionais e socioeconômicos.

•Exploratório/descritivo: apenas descreve. Formulação de hipóteses.

•Analítico: correlaciona dados, testa hipóteses, avalia fatores de risco.

Comparar indicadores e prever tendências futurasatravés dotempo.

• Exploratório: efeito de idade (

mudança da taxa de condição por causa daidade);

• Analítico: avaliar os resultados das intervenções.

✓Permitiroestudodegrandespopulações; ✓Capacidadedegerarhipóteses;

✓Baixocustofacilidadedeexecução;

✓Disponibilidade de grandes bases de dados;

✓Trabalhem com informação menos específica edepurada;

✓ Diferença na acurácia das medidas nos diferentes níveis, baixo poderanalítico;

✓ Ausência de informação sobre os fatores deconfusão;

✓ Não se leva em conta a variabilidade da característicaestudadadentrodogrupo;

✓ Limitaçãonainferência causal;

✓ Suscetibilidadeavieses;

“ O viés pode ocorrer porque uma associação observada entre variáveis relativas a agregados populacionais, não expressa necessariamenteaassociaçãoexistentenoníveldoindivíduo.”

•Inferir para o indivíduos a partir de dados agregados (falácia ecológica).

Mortalidade materna por 10.0 nascimentos Mortalidade neonatal por 10.0 nascimentos

A mortalidade neonatal e materna está associada à falta de atendimento qualificado durante o parto

Boing, A. F. ; Boing, A. C. Mortalidade infantil por causas evitáveis no BrasilC. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 24(2):447-455, fev, 2008.

SCHWARTZ, S. The fallacy of the ecological fallacy: the potencial misuse of a concept and the consequences. American Journal of Public Health, v. 84, p. 819-824, 1994.

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