Dobras e Obras de Engenharia (1)

Dobras e Obras de Engenharia (1)

DOBRAS E OBRAS DE ENGENHARIA

Sumário

  • 1. Introdução

  • 2. Dobras e seus elementos

  • 3. Causa dos dobramentos

  • 4. Tipos de dobras

  • 5. Dobras e Obras de Engenharia

  • 6. Conclusão

1. Introdução

  • As obras implantadas pelos engenheiros civis são, na sua maioria sustentadas por rochas e, essas rochas estão sujeitas à acção de forças que as deformam, colocando em risco todas as obras implantadas sobre elas.

2. Dobras

São estruturas deformacionais que resultam da acção

de forças compressivas (em condições de elevada

temperatura e pressão) sobre rochas com

comportamento dúctil, sofrendo deformação sem se

quebrarem.

Sua morfologia depende: da intensidade, duração

e ângulo de incidência da direcção do esforço em

relação ao plano que sofreu o dobramento.

Figura 1: Dobras.

2.1 Elementos geométricos principais em dobras

  • Limbos (flancos)- segmentos laterais que definem uma dobra.

  • Eixo- culminação (fechamento) dos flancos da dobra.

  • Plano axial (PA)- superfície (por vezes imaginaria) que divide a dobra em dois segmentos (flancos) simetricamente disposto e que passa pelo eixo da dobra.

3. Causa dos dobramentos

  • Dobras de origem tectónica: resultam da acção de forças que actuam no interior da crusta terrestre.

  • Dobras de origem atectónica: resultam de movimentos (deslizamentos, avanço do gelo sobre sedimentos não consolidados, etc.) influenciados pela acção da força de gravidade na superfície terrestre.

4. Tipos de Dobras

Tipos de Dobras (continuação)

5. Dobras e Obras de Engenharia

A engenharia civil serve-se dos conhecimentos da

Geologia não só para a aquisição de materiais de

construção, como também para a identificação de

zonas propícias para implantar suas obras

(barragens, túneis, estradas, etc.).

5.1 Condicionantes geológicos (construção de Barragens)

  • Resistência de fundação;

  • Percolação de água pela fundação;

  • Estabilidade das paredes das escavações.

A inobservância desses condicionantes

pode gerar situações desfavoráveis para a

estabilidade da construção.

5.2 Construção de Barragens

  • Dobras no sentido transversal da barragem: anticlinais são boas para a estabilidade, porém, podem comprometer a obra pelas fugas.

  • Dobras no sentido longitudinal da barragem: anticlinais são boas para a estabilidade e para evitar fugas.

  • Barragens posicionadas sobre sinclinais devem ser evitadas, pois, para além de proporcionarem instabilidade, verifica-se o excesso de fugas.

Figura 2: Barragem de Hoover.

5.3 Construção de Túneis

  • As anticlinais costumam aliviar tensões nas paredes e no tecto, porém, se o ângulo do túnel for diferente do ângulo do dobramento, poderá ocorrer falhamentos no eixo da dobra e consequente queda do tecto.

  • Uma vez que as sinclinais convergem as águas de drenagem e direccionam pressões, poderá haver queda das paredes por gravidade e pressão das rochas sobrepostas.

  • No flanco da dobra, poderá também se verificar a queda das paredes por gravidade e pressão de rochas sobrepostas.

Figura 3: Túnel “Rota do Sol”.

5.4 Construção de estradas e fundações

  • As dobras podem gerar instabilidade de paredes em cortes de estradas.

  • A instabilidade deve-se ao facto de se tratar de estruturas que sofrem alterações constantemente.

Fundações:

  • Variação do comprimento (profundidade das estacas na fundação de uma estrutura).

6. Conclusão

  • Embora as deformações ocorridas em rochas provoquem danos às obras de engenharia implantadas sobre elas, pode-se minimizar os seus impactos negativos fazendo um estudo exaustivo sobre a zona de implantação.

  • Verifica-se que as dobras anticlinais são favoráveis à construção de túneis e que se deve evitar posicionar barragens sobre sinclinais, pois, permitem a passagem da água, colocando em risco à estrutura.

GRATOS PELA ATENÇÃO!!!

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