LOTEAMENTO BIOCLIMÁTICO VERDE PARA MATO GROSSO (LOBIVE-MT):

LOTEAMENTO BIOCLIMÁTICO VERDE PARA MATO GROSSO (LOBIVE-MT):

(Parte 1 de 5)

Monografia apresentada à Universidade do Estado de Mato Grosso como parte dos requisitos do Trabalho de Conclusão de Curso do Curso de Arquitetura e Urbanismo.

Orientador: Wesley Afonso da Silva Dias

desprezando do esforço dos meus pais” é o que acredito

Primeiramente agradeço aos meus pais, tanto pela minha existência, quanto por eu ter o privilégio de ser um universitário que fez e faz o curso que queria e quer, sem precisar de trabalhar. “Se eu for mal na faculdade ou relaxar, estarei

Não poderia deixar de agradecer ao meu grande colega e inquilino provisório,

pelo Wesley Dias, o orientador deste trabalho

Vicente. Este trabalho de conclusão de curso foi inspirado num projeto feito no segundo semestre do ano anterior ao qual foi escrita essa monografia (2015) onde Vicente era meu parceiro de dupla na matéria, que não por acaso, era lecionada

Agradeço a Deus pelas coisas desagradáveis que me aconteceram, afinal tudo de bom ou ruim, fracassos ou vitórias, ajudaram-me a chegar até aqui, e, se tivessem ocorrido diferente, eu não seria hoje, melhor ou pior, o que sou. "O que rejeita a instrução menospreza a própria alma, mas o que escuta a repreensão adquire entendimento. ” Provérbios 15:32.

Conforme será demonstrado, o clima é um aspecto funcional entre os condicionantes de projeto, e, sua amenização pode contribuir e contribuirá para a melhoria da ambiência, não apenas ambiental natural-física, mas psicológica. As novas cidades precisam ser feitas levando isso em conta. Portanto, se faz essa proposta de pesquisa acerca de uma configuração urbana que priorize a ambiência Bioclimática e agradável no âmbito psicológico e social. Palavras-chave: Desenho Urbano, ambiência, Bioclimática, urbanismo, clima.

As will be shown, the weather is a functional aspect of the design constraints, its mitigation can contribute and contributes to improving the ambience, not only natural and physical environment, but the psychological ambience, the new cities need to be made taking this into account. Therefore, it is this research proposal about an urban setting that prioritizes Bioclimatic and pleasant ambience in the psychological and social context.

Keywords: Urban design, ambience, Bioclimatic, urbanism, weather.

Figura 1: Cadeia de Associações modernista x Cadeia de Associações ideal32
Figura 2 Exemplos de Justaposição38
Figura 3: Postes de iluminação relacionados a escala41
Figura 4: unidade cinética e quebra de unidade42
Figura 5: Rua-jardim47
Figura 6: Cruzamento perpendicular regular e cruzamento deslocado48
Figura 7: Cruzamento de cinco ruas e trecho49
Figura 8: Estacionamentos recuados em relação a rua50
Figura 9: Distribuição de áreas verdes utilizando o índice de 12m² de área verde53
Figura 10: Efeitos distintos com arborização em via que leva a um edifício chave57
Figura 1: Árvores e suas impressões espaciais nas vias58
Figura 12: Outras impressões do emprego de árvores nas vias59
Figura 13: Formas de calçamento62
Figura 14: Restrições verticais da vegetação em relação às vias62
as redes63
Figura 16: Zonas Climáticas que abrangem Mato Grosso65
Figura 17: Temperaturas anuais de Mato Grosso6
Figura 18: Movimento do ar sobre a cidade6
Figura 19: Mapa geral de Tangará da Serra - MT73

Figura 15: Esquema de arborização a respeitar distancia, entre os equipamentos e

R. Antônio da Silva e a R. Sebastião Barreto74

Figura 20: Sombreamento estimado do trecho do cruzamento da Av. Mato Grosso, a

Sebastião Barreto76

Figura 21: Sombreamento estimado do trecho do cruzamento da Av. Brasil e a R.

CISC78

Figura 2: Sombreamento estimado do trecho da Av. Brasil em frente o Correios e o Figura 23: Trecho Vila Goiânia, Jardim Acapulco e Residencial Paris. ..................... 80

Figura 25: Arvores de Grande Porte em calçadas81
Figura 26: Mapa geral do núcleo urbano de Barra do Bugres - MT83

Figura 24: Arvores podadas e alocadas incorretamente abaixo de redes ................. 81

ao Pelachim84

Figura 27: Sombreamento do trecho da Av. Joaquim Mariano de Miranda em frente

Mariano de Miranda e a R. José Antônio de Faria86
Figura 29: Sombreamento estimado da Rua José Antônio de Faria8
Figura 30:Iluminação noturna da Rua José Antônio de Faria89

Figura 28: : Sombreamento estimado do trecho do cruzamento da Av. Joaquim

90
Figura 32: Vista de árvores em continuidade de copas no canteiro central90
Figura 3: Mapa geral do núcleo urbano de Chapada dos Guimarães - MT91

Figura 31: Planta e mapa de árvores em continuidade de copas no canteiro central

92
Figura 35: vistas a partir da Rua Cipriano Curvo92

Figura 34: Trecho destacando a Quadra da igreja de Santana e rua Cipriano Curvo

linhas de força93
Figura 37: Localização do sitio de intervenção em Barra do Bugres - MT98
Figura 38: Visão de satélite e de rua da Gleba9
Figura 39: Quadra padrão, destacando os jardins de chuva e as asas deltas101
Figura 40: Trecho Vila Goiânia, destacando o Cinturão Verde101
Figura 41: Trecho do projeto destacando as praçasde convenivencia102
Figura 42: Perspectiva da via arterial, com mobiliários na calçada103

Figura 36: Tangara da serra, Barra do Bugres e Chapada dos Guimarães e suas

104
Figura 4: Trecho mostrando a Hierarquia das vias105
Figura 45: Perspectiva da Via Arterial106
Figura 46:Planta mostrando os sentidos das vias na praça de convivência106

Figura 43: Traçado Geral destacando a resultante de desnível e as linhas de nível Figura 47: Perspectiva da praça de convivência e via local .................................... 107

Figura 49: Trecho da projeto mostrando o esquema de arborização:108
Figura 50: Planta mostrando a arborização da praça de convivência108
Figura 51: faixas de serviço e arborização109
Figura 52: Pomar, distâncias110
Figura 53: perspectiva e esquerda do jardim de chuva e o estacionamento112
Figura 54: Trechos da planta de infraestrutura113
Figura 5: trecho da Setorização115
Figura 56: Volumetria padrão115

Figura 48: Perspectiva da via coletora .................................................................... 107 Figura 57: Afastamentos dos tipos lotes e área construível .................................... 116

Tabela 1: Equipamentos Urbanos e Suas Abrangências35
Tabela 2: Especificação De Tipos De Áreas E Sugestões De Implantação36
Tabela 3: Arborização Em Diferentes Ruas51
Tabela 4: Comparação de Agrupamentos Arbóreos60
Antônio Da Silva75

Tabela 5: sombreamento da Avenida Mato Grosso no cruzamento com a Rua

Sebastião Barreto7
Tabela 7: Sombreamento da Avenida Brasil em frente do Correios e do CISC79

Tabela 6: Sombreamento da Avenida Brasil no cruzamento da av. Brasil e rua

Pelachim85

Tabela 8: Sombreamento da Avenida Joaquim Mariano de Miranda em frente ao

da Avenida Joaquim Mariano de Miranda com a Rua José Antônio Faria87

Tabela 9: Sombreamento da Avenida Joaquim Mariano de Miranda no cruzamento

Avenida Santa Catarina89

Tabela 10: Sombreamento da Rua José Antônio de Faria no encontro com a

latitude de 15º 04' 21 S100
Tabela 12: Portes Arbóreos e Espécies Selecionadas1
Tabela 13:Características e Tipos de Quadras Loteadas114

Tabela 1: Estudo De Insolação De Fachadas E Coberturas de acordo com a Tabela 14: Caraterísticas e Tipos de Lotes ............................................................. 115

1. INTRODUÇÃO1
1.1. Tema1
1.2. Justificativa12
1.3. Metodologia de Desenvolvimento do Projeto e Estrutura de Pesquisa14
2. ASPECTOS RELATIVOS AO DESENHO URBANO15
2.1. Técnicas e Conceitos do Desenho Urbano15
2.2. Forma Urbana e o Processo Desenho Urbano21
2.3. Traçado e Malha Urbana29
3. ASPECTOS RELATIVOS AOS ESPAÇOS LIVRES DE EDIFICAÇÃO37
3.1. Espaços livres e Paisagem Urbana37
3.2. Ruas e Vias Urbanas de Trânsito42
3.3. Áreas Verdes52
4. ASPECTOS RELATIVOS AO CLIMA E AMBIENTE65
4.1. Clima Urbano65
4.2. Conforto Ambiental69
4.3. Critérios Ambientais Na Escolha Do Sítio70
CHAPADA DOS GUIMARÃES73
5.1. Tangará da Serra73
5.2. Barra do Bugres83
5.3. Chapada dos Guimarães91
5.4. As três Cidades93
6. PROPOSTA97
6.1. Sitio e Localização97
6.2. Traçado100
6.3. Distribuição das Vias105
6.4. Arborização108
6.5. Infraestrutura112
6.6. Setorização e Volumetria114
6.7. Pranchas de Apresentação116
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS123

SUMÁRIO 5. ANALISES DE CASO EM TANGARÁ DA SERRA, BARRA DO BUGRES E REFERÊNCIAS ....................................................................................................... 124

1. INTRODUÇÃO

a necessidade de conforto artificial gerado por consumo energético

O presente trabalho tratará da pesquisa para proposta de um Loteamento bioclimático verde para Mato Grosso (LOBIVE-MT). Segundo Gouvêa (2002) e Romero (2000) o desenho urbano bioclimático trata-se de um desenho urbano que use de sustentabilidade e soluções ambientalmente favoráveis, bem como vegetação, para gerar conforto ao contexto urbano, diminuindo, o máximo possível,

Esses efeitos também podem ser confirmados por Mascaró e Mascaró (2010) sobre as vegetações:

Caracterizam os espaços da cidade por suas formas, cores e modo de agrupamento; são elementos de composição e de desenho urbano ao contribuir para organizar, definir e até delimitar esses espaços. Desempenham funções importantes para o recinto urbano e para seus habitantes, ajudam no controle do clima e da poluição, na conservação da agua, na redução da erosão e na economia de energia. Além disso, promovem a biodiversidade e o bem-estar dos habitantes, valorizam áreas, servem como complementação alimentícia e fonte de remédios para as populações carentes, embelezando seus deteriorados espaços de moradia. (MASCARÓ & MASCARÓ, 2010, p.13)

Não é implícito no tema, mas também é buscado pela pesquisa propor um

urbana, não necessariamente pela vegetação, apesar dela contribuir nisso

desenho urbano que reforce “o bem-estar dos habitantes”, por meio da própria forma

Uma arquitetura verdadeiramente expressiva e viril só poderá florescer com a satisfação pessoal, com o prazer suscitado pelo próprio processo criativo, para além da consideração do objeto em vista. (CULLEN, 1971, p. 94).

Será mostrado autores que deixam a entender, em especial Cullen (1971),

Lynch (1999) e Sitte (1992), que o próprio arranjo das vias, das imagens da cidade ou das paisagens urbanas podem ser causadores de sensações prazerosas ou desagradáveis. E, portanto, se faz necessário, através dessa pesquisa, aprofundarse nessa abordagem e de um desenho urbano agradável. “Uma imagem clara do meio ambiente é, assim, uma base útil para o crescimento do indivíduo. ” (LYNCH, 1999, p. 14).

1.2. Justificativa

observações do autor

Visto a severidade do clima mato-grossense e de modo geral até do clima em nível de nacional, uma vez que o Brasil está inserido na sua maior parte na zona tropical, há cidades no estado de Mato Grosso, como Tangará da Serra e Campo Novo, que já incluem nas leis urbanísticas a obrigatoriedade de plantio de arvores a cada projeto a ser aceito. A cidade de Barra do Bugres é uma cidade de clima tropical de savana de altas temperaturas, segundo o mapa de climático apresentado por ALVARES, Clayton Alcarde; GONÇALVES, e outros (2014). A cidade é escassa em arborização; segundo observações, mesmo num dos cartões postais da cidade, como “A Lagoa Azul”, uma lagoa rodeada por uma pista de caminhada que apesar de apresentar vegetação entorno, não possui uma sombra apreciável no seu decorrer, acabando por fazer com que as pessoas só se disponham a usá-la em períodos em que o sol está para se pôr, ou acabando de nascer, segundo

insolação causar problemas de mofo. (GOUVÊA, 2002)

Além desses problemas gerais acerca do excesso de insolação ou de temperatura, temos no verão, uma época chuvosa onde as paredes sul recebem pouquíssimo sol. O verão é a única época onde as fachadas sul são atingidas em localidades de cota de latitude sul, sendo comum a vedação dessa fachada à

O trânsito de pedestres é insustentável em cidades tropicais, se há poucas sombras para proteger da insolação. Cidades modernistas, como Brasília, são falhas messe aspecto; além dos problemas com a setorização como: distâncias absurdas aos pedestres, temos o problema da desertificação temporária de uns setores em detrimento da saturação de outros. (DEL RIO, 1990 & GOUVÊA, 2002). Outra coisa para ser observada acerca das vias, é a sua divisão: as vias de trânsito são divididas segundo o Código de Trânsito Brasileiro: em vias locais, coletora, arterial e de trânsito rápido. O problema é quando há um uso incorreto, seja em velocidade ou em frequência. Ainda acerca das vias, há uma tendência contemporânea que é a urbanização voltada aos pedestres e ciclistas, tanto por uma tendência à prática de exercícios quanto por uma substituição gradativa, ou, maior possível do transporte motorizado individual. Gouvêa (2002) defende que o ideal é que o cidadão consiga resolver suas atividades sem necessitar do uso do transporte motorizado, e, sugere desenvolver espaços sombreados e arborizados para auxiliar neste objetivo.

Um problema também ligado à distribuição urbanística é o isolamento de áreas verdes “Relação entre árvores e temperaturas vira tema de estudo em universidade [...] Pesquisa realizada em Goiás mostra que em uma mesma cidade há climas diferentes em bairros que possuem mais verdes ou mais asfalto. ”, esse foi o título e subtítulo de uma notícia da Edição do dia 19/10/2015 do “Jornal Hoje” da rede Globo de televisão, na notícia é dito que em “bairro de comércio, onde não há árvores, tudo é asfaltado e o trânsito é ruim o dia todo” no meio da tarde fazia aproximadamente 40º graus, “A equipe do Jornal Nacional foi pra uma área verde de Goiânia, em um dos maiores parques que tem na cidade. [...] o termômetro marcava 32.2 [ º Celsius]. ”, estava apresentando também drásticas mudanças de umidade relativa do ar, segundo o jornal: “A umidade relativa do ar também melhorou. Subiu de 14 para 40%”. Gouvêa (2002), Mascaró e Mascaró (2009 & 2010), também fizeram estudos nesse sentido, sendo que escolheu expor apenas o estudo de VASCONCELOS & ZAMPARONI (2011) por ter sido feito na capital de Mato Grosso.

Será exposta aqui a opinião de autores sobre a distribuição de praças que, como será mostrado, são consideradas intrinsecamente áreas verdes. Segundo Macedo (1995, p.16) as Áreas Verdes são definidas por “Toda área urbana ou porção do território ocupada por qualquer tipo de vegetação e que tenham um valor social. Neles estão contidos bosques, campos, matas, jardins alguns tipos de praças e parques etc.”

Assim sendo, o objetivo da pesquisa é fundamentar, para enfim, propor um arquétipo de loteamento para o clima tropical do cerrado, em especifico o tropical de savana, segundo ALVARES, Clayton Alcarde; GONÇALVES, e outros (2014), que focará no clima mato-grossense, usando Barra do Bugres para implantação a fim de exemplo para o arquétipo. E como dito antes, também se faz necessário que através dessa pesquisa se aprofunde no objetivo de um desenho urbano agradável em quesito de imagem.

Barra do Bugres foi escolhida para implantação desse loteamento por uma questão de acessibilidade de informações para elaboração do projeto, uma vez que é onde está estabelecido o campus de Barra do Bugres da Universidade do Estado de Mato Grosso e que todos os problemas abordados são gerais do clima, latitude e contemporaneidades acerca do trânsito e o urbanismo, não é tão importante o local enquanto cidade.

1.3. Metodologia de Desenvolvimento do Projeto e Estrutura de Pesquisa

O desenvolvimento do projeto foi compreendido por: a) Pesquisa bibliográfica segmentada em três capítulos de três subtítulos: O capítulo dos aspectos relativos ao desenho urbano, abarcando suas técnicas e conceitos, a forma urbana e processo do desenho urbano, a prática como traçado e malha urbana; O capitulo tratando dos espaços livres, relacionando-os com a paisagem urbana, das vias urbanas que também se tratam de espaços livres e formam o “sistema circulatório” do organismo cidade e sobre as áreas verdes que são enfoque do trabalho; O capitulo tratando sobre o clima e ambiente, complementar ao tema das áreas verdes e justificar mais ainda sua importância.

Analises de caso, também dividas em três subtítulos, feitas nas cidades de

comparado

Tangará da Serra e de Barra do Bugres; Tangará da Serra essa que já foi distrito de Barra do Bugres e hoje segundo o IBGE tem cerca de três vezes a população dessa, que mesmo assim no tocante às fundamentações são bem distintas, conforme será b) A proposta e estudo preliminar inclui analise dos levantamentos acerca da área de intervenção, aplicação da fundamentação e da pesquisa bibliográfica, com pesquisas adicionais para elencar o programa de necessidades e para elaboração do partido urbanístico-arquitetônico, o trabalho inclui criar croquis, concepção conceitual de projeto, e outros artifícios, a fim de possuir uma materialização volumétrica do projeto. c) Anteprojeto e detalhamento, contará com aprimoramento da etapa anterior com soluções descritas por completo através dos elementos: Pranchas no formato A1 em estilo Opera Prima apresentando além das informações necessárias a cada planta, pranchas: com a localização em relação à cidade, mostrando o traçado, a distribuição das vias, a distribuição da arborização, as cotas e esquema das linhas de infraestrutura, a setorização, volumétrica física e computadorizada, bem como renderizações que facilitem e valorizem o entendimento do projeto.

O texto foi decorrido no gênero expositivo-argumentativo, sem conclusões parciais ao longo dos capítulos, apresentando aspectos do tema, os descrevendo e enumerando de forma a permitir a identificação clara do tema central do texto. Com conclusão constituída por uma síntese da demonstração feita no desenvolvimento.

2. ASPECTOS RELATIVOS AO DESENHO URBANO

2.1. Técnicas e Conceitos do Desenho Urbano

Segundo Hepner (2010) apesar de importantes contribuições teóricas no período do final do século X à dimensão físico-espacial (Mencionados com ênfase por ele: SANTOS & VOGEL, 1981; TURKIENICZ, 1984; BATISTA, 1984; HOLANDA, 1984; KRAFTA, 1986; e principalmente, DEL RIO, 1990) essa que segundo o autor estava praticamente abandonada na prática do planejamento no Brasil, que ele diz ser falho devido a poucos reflexos na maneira que continuou sendo praticado no período seguinte, com pequena penetração na academia e quase ausente nos órgãos públicos ligados ao planejamento.

Hepner (2010) diz que o porquê disso é atribuído também à barreira que a distância linguística impõe sobre a transmissão das ideias, e até mesmo na própria dificuldade que encontramos ao transpor o conceito de “urban design” para o português.

Ainda que a expressão urban design traduza-se usualmente como “desenho urbano”, a ideia contida no ato do design perde-se enormemente ao tomarmos o termo “desenho”, que possui uma conotação muito mais limitada, atrelada a uma atividade de cunho exclusivamente artístico e livre da maioria das complexidades inerentes ao assunto que discutiremos. Tampouco podemos traduzi-la alternativamente para “projeto urbano”, enfatizando assim o aspecto técnico-propositivo da atividade, pois daí obtém-se outro sentido completamente diferente e que, como demonstraremos mais adiante, é nocivo para a manutenção de seu significado original. Esta dificuldade de se encontrar um sinônimo à altura é real e já foi enfrentada na tradução de alguns importantes textos da literatura urbanística para a língua portuguesa, em detrimento dos leitores, os quais sequer tomam conhecimento de tais incongruências. Apenas para citar três exemplos dos mais relevantes, percebemos que a expressão urban design é traduzida por “desenho urbano” em Morte e vida das grandes cidades; por “projeto urbano” em Condição Pós-moderna; e permanece como “designurbano” em A imagem da cidade. (HEPNER, 2010, p. 16).

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