Flutuações pluviais décadal na bacia hidrográfica do alto rio parnaiba – brasil

Flutuações pluviais décadal na bacia hidrográfica do alto rio parnaiba – brasil

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Figura 2. Chuvas decadais do município de Barra de São Miguel. Fonte: Estudo Agrometeorológico do Estado da Paraíba (2015).

As variabilidades pluviométricas decadais ocorridas nas últimas cinco décadas em Cabaceiras estão representadas na Figura 3. Destaca a década de 1992-2001 com menor incidência pluviométrica, as décadas de 1962-1971 e 1972-1981 no mês de abril ocorreram precipitação superior aos 110 m. A década 2002-2011 registrou chuva com 80 no mês junho, nas demais décadas entre os meses de janeiro a julho registrou-se índices pluviométricos entre 0 a 97 m. Entre julho a dezembro observa-se a variabilidade nas flutuações pluviométricas com oscilações 0 a 30 m, estas variabilidades registradas estão relacionadas aos sistemas sinóticos transientes que atuaram na área de estudo.

Figura 3. Chuvas decadais do município de Cabaceiras. Fonte: Estudo Agrometeorológico do Estado da Paraíba (2015).

As variabilidades pluviométricas decadais do município de Camalaú estão representadas na

Figura 4 mostrando a variabilidade da irregularidade entre décadas destacando as décadas 1962-1971, 1972-1981 e a década de 1982-1991 onde nos meses de março a maio os índices pluviais oscilaram entre 118 a 158,7 m, já as décadas de 1992-2001 e 2002-2011 ocorreram índices pluviométricos reduzidos com variabilidade oscilando 60 a 100 m. Nos meses de junho a dezembro as flutuações foram de irregularidades e com variabilidade aleatórias demonstrando que os referidos meses citados tiveram contribuições dos efeitos local, regional de ocorrências adversas.

Figura 4. Chuvas decadais do município de Camalaú. Fonte: Estudo Agrometeorológico do Estado da Paraíba (2015).

Figura 5 tem-se as flutuabilidades das precipitações decadais para o município de Caraúbas.

As chuvas ocorridas entre os meses de fevereiro a maio fluíram entre 30 a 158 m. As décadas de 1982-1991 e 1972-1981 nos meses de março e abril oscilaram entre 105 a 145 m, ainda nos mesmos meses para as décadas 1962-1971, 1992-2001 e 2002-2011 os índices pluviométricos fluíram entre 30 e 90 m. Nos meses de julho a dezembro os índices pluviométricos oscilaram entre 38 a 0 m.

Figura 5. Chuvas decadais do município de Caraúbas. Fonte: Estudo Agrometeorológico do Estado da Paraíba (2015).

As chuvas decadais do município de Coxixola esta representada na Figura 6. Destacam-se flutuações pluviométricas com oscilações entre 30 a 145 m compreendido nos meses de dezembro a julho. Os maiores índices pluviométricos decadais registrou-se nos meses de março e abril para as décadas de1972-1981e 1982-1991. Nos meses de agosto a novembro as flutuações pluviométricas fluíram entre 0 a 19 m. Estas variabilidades decadais da área de estudo esta relacionadas aos efeitos locais e as contribuições de meso e microescala, aumentado o transporte de vapor e causando chuvas de moderada a forte na área municipal de Coxixola.

Figura 6. Chuvas decadais do município de Coxixola. Fonte: Estudo Agrometeorológico do Estado da Paraíba (2015).

Na Figura 7 têm-se os registros das flutuações pluviométricas decadais para o município do

Congo que faz parte do entorno da bacia do alto rio Parnaíba. Observa as irregularidades pluviométricas ocorridas entre as décadas 1962 a 2011 com destaque para a década de1991-2001 que ocorreu redução nos índices pluviométricos comparando-se com as demais décadas. Entre os meses de março a maio a precipitação ocorrida oscilou entre 75 a 142 m. Entre os meses de setembro a novembro registrou-se variabilidade pluviométricas de baixíssima intensidade.

Figura 7. Chuvas decadais do município de Congo. Fonte: Estudo Agrometeorológico do Estado da Paraíba (2015).

As variabilidades decadais da precipitação do município de Monteiro estão representadas na

Figura 8. Observam-se as irregularidades pluviométricas decadais, a oscilação do pico de máxima precipitação sendo deslocado do mês de maior incidência pluviométrica. Entre os meses de julho a novembro as flutuações oscilaram entre 0,2 a 25 m, nos meses de fevereiro a junho os índices pluviais decadais flutuam entre 5 a 170 m, estas flutuações irregulares estão relacionadas às ocorrências dos fenômenos de larga escala, escala regional e local assim como as atividades antrópicas.

Figura 8. Chuvas decadais do município de Monteiro. Fonte: Estudo Agrometeorológico do Estado da Paraíba (2015).

Na Figura 9 têm-se as flutuações pluviométricas decadais do município da Prata. Nos meses de agosto a novembro os índices pluviais não ultrapassaram os 20 m. Destaca-se as décadas de 1962-1971, 1982-1991 nos meses de março e abril com índices pluviométricos acima de 180 m, as décadas de 1972-1981, 1992-2001 e 2002-2011 com flutuações pluviais inferiores aos 160 m compreendido entre os meses de março e abril.

Figura 9. Chuvas decadais do município de Prata. Fonte: Estudo Agrometeorológico do Estado da Paraíba (2015).

As flutuações pluviais decadais do município de São João do Tigre esta demonstrada na

Figura 10. A década 2002-2011 entre os meses de março e abril ocorreram índices pluvial acima de 180 m nos meses de março e abril, na década de 1982-1991 registrou-se chuvas inferior a 160 m e nas demais décadas as flutuações decadais foram inferiores ao 120 m. Nos meses de agosto a novembro os índices fluíram abaixo dos 30 m.

Figura 10. Chuvas decadais do município de São João do Tigre. Fonte: Estudo Agrometeorológico do Estado da Paraíba (2015).

As variabilidades decadais da precipitação para o município de São José do Cordeiro tem sua representatividade na Figura 1. As irregularidades pluviométricas registradas entre as décadas estudadas foram provocadas pelos sistemas sinóticos transientes, auxiliados pelos fatores de micro e meso escala e as contribuições locais e regionais. As décadas em destaque para os meses de abril e maio são: 1962-1971; 1972-1981 com maiores índices pluviométricos. As décadas de 1992-2001 e 2002-2011 com os menores índices pluviométricos registrados. A variabilidade dos registros pluviométricos entre os meses de agosto a novembro não ultrapassam os dois m exceto a década de 2002-2011 no mês de novembro.

Figura 1. Chuvas decadais do município de São José Cordeiro. Fonte: Estudo Agrometeorológico do Estado da Paraíba (2015).

No município do Umbuzeiro entre o período de 1962 a 2011 visualizou-se a distribuição da precipitação por décadas conforme Figura 12. Destacam-se as décadas de 1962-1971 e a década de 1982-1991 compreendido entre os meses de março e abril com os máximos índices pluviométricos registrados. Nas décadas de 1972-1981, 1992-2001 e 2002-2011 entre os meses de março a maio os índices pluviométricos fluíram 42 a 125 m. Nos meses de agosto a outubro as oscilações pluviométricas fluíram entre 0 a 9 m. Os meses de novembro a janeiro ocorreram anomalias e registraram-se índices pluviométricos fluindo de 0,7 a 80 m. Estas flutuações anômalas decorreram dos fatores locais e sinóticos transientes.

Figura 12. Chuvas decadais do município de São Sebastião do Umbuzeiro. Fonte: Estudo Agrometeorológico do Estado da Paraíba (2015).

As variabilidades decadais ocorridas no município de Serra Branca (Figura 13) nos demonstram irregularidades pluviométricas acentuadas entre os meses de janeiro a maio com flutuações entre 20 a 150 m, destaca a década de 1982-1991 com maiores flutuabilidade nos índices pluviométricos entre os meses de janeiro a maio, a década de 1992-2001 com menores oscilações pluviométricas nos referidos meses. Entre os meses de julho a dezembro para as cincos décadas observa-se baixas amplitudes pluviométricas demonstrado que as possibilidades de chuvas isoladas e de baixa magnitude ocorrem quase que ciclicamente.

Figura 13. Chuvas decadais do município de Serra Branca. Fonte: Estudo Agrometeorológico do Estado da Paraíba (2015).

A Figura 14 demonstra a flutuabilidade das chuvas decadais anuais dos municípios que entorna a Bacia Hidrográfica do rio Alto Paraíba. Observam-se as irregularidades ocorridas entre os 12 municípios em estudo. Destacam-se os municípios onde os índices pluviais anuais foram abaixo da média Barra de São Miguel (407,6 m); Cabaceiras (336,4 m); Caraúbas (380,7 m) e São João do Tigre com 462,7 m. Os municípios de Congo e Coxixola com chuvas próximas a normal histórica e com respectivos índices pluviais anuais de 478,8 m e 481 m respectivamente e o município de Serra Branca com 499,2 m. Camalaú, Monteiro, Prata, São José dos Cordeiros e São Sebastião do Umbuzeiro tiveram médias anuais superiores à precipitação histórica.

Figura 14. Chuvas decadais anuais dos municípios que entorna a Bacia Hidrográfica do rio Alto Paraíba. Fonte: Estudo Agrometeorológico do Estado da Paraíba (2015).

As influencias e atuações dos fenômenos de larga e meso escala El Niño(a) para as décadas em estudos na forma de fenômenos adversos tiveram suas contribuições em décadas isoladas para as áreas em estudo.

As informações pluviométricas municipais, ao homem no campo, podem ser utilizadas pelas ações governamentais no planejamento de distribuição das sementes e melhoramento da produção, sendo de relevante importância para amenizar as eventuais perdas do plantio. Consequentemente, o zoneamento agroclimático determinará a melhor época de plantio, de acordo com a mesorregião e a cultura especifica.

As contribuições locais conjuntamente com as formações dos vórtices ciclones de altos níveis e a atuação da Zona de Convergência Intertropical e suas flutuações acima da norma contribuíram para ocorrências da intensidade pluviométrica intermunicipal e provocaram chuva acima da normalidade nos meses de março e abril em todas as décadas.

Irregularidade entre Niño(a) atuantes no mundo e especial no estado da Paraíba entre décadas e anos tem suas variações locais e regionais provocada com desastres ambientais, regionais e locais tais como seca prolongadas, chuvas extremas em curto intervalos de tempo causando alagamento, inundações de ruas, bairros e munícipios, enchentes, desmoronamento de encosta, assoreamento de riachos, córregos, rios, lagos e lagoas estouro e secamanto de barragens de médio a grande porte, afetando os lençóis de água dos lagos e lagoas, perdas e excesso de cultivos, alterando o conforto térmico humano e animal, causando transtorno nos agronegócio, agropecuária, pastagem e na arborização urbana e rural, redução ou seca total dos riachos, rios, córregos, lagoas e lagos e a falta de água e sua escasseies para sobrevivência.

As chuvas registradas entre as décadas em estudos mantiveram-se entre as regularidades, demostrando que o armazenamento de água e a produção das culturas, pecuária bovina, e o desenvolvimento da agricultura de sequeiro e/ou familiar exceto para alguns meses isolados onde o período de veranico atuou.

Os resultados obtidos mostraram algumas tendências negativas de diminuição das chuvas, mesmo com a alta variabilidade das precipitações ao longo da série amostral decadal.

A influência dos fenômenos El Niño e La Niña sobre a ocorrência de secas ou enchentes na

BHARP tem sua atuação direta sobre os índices pluviométricos no tocante ao represamento, armazenamento, abastecimento e no setor agropecuário.

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