Fichamento de Introdução ao Serviço Social

Fichamento de Introdução ao Serviço Social

CAJAZEIRAS – PB 2016

Fichamento apresentado à Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Cajazeiras – FAFIC, como requisito parcial para a obtenção de créditos do Componente Curricular Introdução ao Serviço Social, período 2016.1.

Profa. Esp. Maria Lúcia Linhares de Azevedo

CAJAZEIRAS – PB 2016

Texto: O Escravismo REFERÊNCIA

LESSA, Sérgio; TONET, Ivo. O Escravismo. In: LESSA, Sérgio; TONET, Ivo. Introdução à Filosofia de Marx. 2. ed. São Paulo: Expressão Popular Ltda., 2011. Cap. 8. p. 59-62

“[...] se caracterizam pela existência de duas classes sociais antagônicas: os senhores e os escravo.” (p.59)

Após a leitura do parágrafo, é nítido como era o funcionamento do sistema de produção da época.

“O aumento do número de escravos terminou por trazer problemas à sociedade. [...]. Para se protegerem dessa ameaça [da revolta dos escravos], os senhores contratavam soldados para defendê-los e, também, para conquistar mais terras e trazer mais escravos. [...]. Essa contribuição anual é o ‘imposto’ e essas pessoas contratadas, os funcionários públicos. E, para regular as relações entre os senhores e ordenar a sociedade permeada pelas contradições os senhores e os escravos, surgiu o Direito. O conjunto de funcionários públicos, somado aos instrumentos de repressão dos escravos (exército, polícia, prisões etc.) e ao Direito, é o Estado.” (p. 59-60)

O fato é a como se dá a formação do Estado às relações que são estabelecidas entre as pessoas que o formam. E é por meio dessas relações, senhores e escravos que surgiu o Direito.

A crise do escravismo e a origem do feudalismo

“[...] os impostos se tornaram tão caros que os senhores já não tinham como pagá-los. Soldados e funcionários públicos começaram a receber cada vez menos.” (p. 60-61)

Fica claro como se dá o declínio do sistema de produção da época e isso se dá por meio do encarecimento dos impostos.

“A consequência foi o aumento tanto das invasões do império pelos povos vizinhos que viviam nas suas fronteiras, quanto das revoltas dos escravos. A desorganização do comércio, [...] diminuiu ainda mais o lucro dos senhores, de modo que eles tinham ainda menos dinheiro para pagar os soldados e os funcionários públicos. [...]. Esse círculo vicioso levou ao final do escravismo”. (p.61)

Momento em que o sistema escravista tem o seu fim; devido ao enfraquecimento do império, que por sua vez, foi causado pelas múltiplas invasões e as revoltas dos escravos.

“Sem a presença de uma classe revolucionária, a transição do escravismo ao feudalismo ocorreu de forma lenta e caótica demorando mais de três séculos para se completar.” (p. 61- 62)

A troca do modo de produção não aconteceu de forma rápida e sim lenta, sendo sucedida pelo sistema feudal.

Texto: O feudalismo e a origem da sociedade capitalista REFERÊNCIA

LESSA, Sérgio; TONET, Ivo. O feudalismo e a origem da sociedade capitalista. In: LESSA, Sérgio; TONET, Ivo. Introdução à Filosofia de Marx. 2. ed. São Paulo: Expressão Popular Ltda., 2011. Cap. 9. p. 63-71

CITAÇÕES E COMENTÁRIOS: O feudalismo

“A auto-suficiência (sic) passou a ser uma necessidade. [...]. Por isso, a principal característica do feudalismo foi a organização da produção em unidades auto-suficientes (sic), essencialmente agrários e que serviam também de fortificações militares para a defesa: os feudos. O trabalho no campo era realizado pelos servos. Estes, diferentes dos escravos, eram proprietários das suas ferramentas e de uma parte da produção. A maior parte dela ficava com o senhor feudal, proprietário da terra, e também líder militar, a quem cabia a responsabilidade da defesa do feudo. Ele não poderia vender a terra ou expulsar o servo; este, em contrapartida, não poderia abandonar o feudo.” (p.63-64)

Diferente do sistema escravista, o servo passa a possuir uma possessão de terra ( por menor que fosse) e a trabalhar para ganhar o seu sustento (embora, a grande parte fosse encaminhada para os seus senhores.

“Como todo mundo estava produzindo mais do que necessitava, todos tinham o que trocar e voltou a florescer o comércio. [...] as rotas comerciais e as cidades renasceram e se desenvolveram [...].” (p.65)

É notório como se deu o ressurgimento do comércio: por meio do roubo do excedente produzido nos feudos que eram trocado por outro produto.

“Com o comércio e as cidades, surgiram duas novas classes sociais: os artesãos e os comerciantes, também chamados de burgueses.” (p.65)

O surgimento destas duas novas classes muda-se a ordem social do feudalismo.

Algumas características da sociedade burguesa

“Alguns séculos depois, com base nisso e no constante desenvolvimento das forças produtivas que ele possibilitou, a classe burguesa realizou a Revolução Industrial (1776-1830). Após a Revolução Industrial, a sociedade burguesa atingiu sua maturidade e amadureceram as suas classes fundamentais: a burguesia e o proletariado.” (p.65)

A expansão comercial, e principalmente as marítimas, possibilita o marco na história que a revolução industrial; com um novo modo de produção dividido a sociedade em duas classes os ricos (burgueses) e o proletariado (os assalariados, ou seja, os que trabalhavam para os burgueses).

“O modo de produção capitalista tem em sua essência uma nova forma de exploração do homem pelo homem: do trabalhador, a burguesia compra apenas a sua força de trabalho. [...] tem, ao final do mês, um valor maior do que aquele que paga ao trabalhador sob a forma de salário. Esse valor maior é a mais – valia (sic).” (p. 65-6)

O trecho citado mostra a relação estabelecida entre a burguesia e o proletariado e o que o burguês esperava ao final do processo obter um valor maior do que aquele que havia investido.

“Refeição é, portanto, o desenvolvimento de relações sociais que apenas contemplam aquilo que, no individuo pode ser comprado e vendido: sua força de trabalho. [...].” (p.69)

Fruto da lei do mercado capitalista e torna-se o alicerce das alienações capitalistas, pois o operário e sua força de trabalho passam a ter um valor como um objeto.

Texto: Emergência do Serviço Social: Condições Históricas e Estímulos REFERÊNCIA

CASTRO, Manuel Manrique. Emergência do Serviço Social: Condições históricas e Estímulos. In: CASTRO, Manuel Manrique. História do serviço Social na América Latina. 1. ed. São Paulo: Cortez, 2010. Cap. 1. p. 27-43. Tradução de: José Paulo Netto e Balkys Villalobos.

“[...] são só através de uma forte e decisiva influencia externa, mas como mero reflexo, sucessivamente, do Serviço Social belga, francês e alemão e, depois, norte-americano, sendo assim seu tributário nesses períodos distintos.” (p.30)

O trecho acima mostra detalhadamente de quais fontes o Serviço Social se originou e por isso se baseou.

“[...] na América Latina, o Serviço Social surge como subprofissão, subordinada à profissão médica, porque os médicos – especificamente Alejandro Del Río – procuravam elevar sua eficiência e rendimento, integrando-a a série de outras subprofissões já existentes. Logo, o mesmo ocorrerá com os advogados e, em seguida, não só os profissionais, mas as próprias instituições de beneficência etc., passarão a estimular o desenvolvimento do Serviço Social.” (p.31)

O Serviço Social surge sob uma perspectiva de subprofissão só sendo estimulado e tornandose profissão tempos depois.

“[...] que o surgimento e o desenvolvimento da profissão se explicam a nível superestrutural e pela intercorrência de forças derivadas deste âmbito [...] seja que sejam apreendidas, nuclearmente, a partir da estrutura material de base [...] esta última, quando invocada, não integra a essência mesmo do discurso;” (p. 31)

O Serviço Social só irá surgir como profissão por meio dos modelos provindos do exterior, da influência de profissionais como médicos e advogados e com o material para trabalhar as diferenças encontradas entre as classes sociais.

“O surgimento de que o conhecimento do que se passou na Europa- mais ou menos aproximadamente – basta para compreender o processo latino – americano foi transposto também para o caso das chamadas formas de ação social. Ainda que, acreditou-se que a extrapolação era legitima” (p.34)

Ainda no surgimento do Serviço Social na América Latina é ligada, até, as mesmas causas sociais que aconteciam na Europa, por isso que o surgimento da ação social no continente Latino é tipo apenas como reflexo.

“A fundação, no Chile, em 1925, de uma escola de Serviço Social inaugura uma etapa nova dentro da profissão, tal como vinha sendo exercido, e representa um novo patamar de institucionalização que se produz com a incorporação do Serviço Social ao aspecto das profissões de nível superior. [...]. No entanto, quando se pretende recorrer à análise histórica para compreender o caráter de uma profissão, seus limites, suas possibilidades e para implementar melhor suas contradições internas – neste caso, uma tal perspectiva só confunde.” (p. 34-35)

A fundação da primeira escola de Serviço Social, no Chile, aponta uma ruptura porque agora, como tal passa a ser um curso institucional de nível superior. Porém, apenas a perspectiva histórica não se faz útil é preciso analisar outras variáveis.

Dinâmica de classes e profissionalização do Serviço Social

“Miséria, crescimento urbano caótico, migração de camponeses expulsos de suas terras etc., instauraram o solo fértil e propício para a emergência e a proliferação de agentes encarregados de trabalhar estes fenômenos – agentes entre os quais, naturalmente, contam-se os assistentes sociais.” (p. 37)

No Chile, da década de vinte, o processo de industrialização estava começando a alterar as condições sociais e com este fato surgem os trabalhadores que forneceram ajuda aos menos favorecidos pelo capital. Texto: A Igreja, o Tomismo e o Serviço Social.

AGUIAR, Antônio Geraldo de. A Igreja, o Tomismo e o Serviço Social. In: AGUIAR, Antônio Geraldo de. Serviço Social e Filosofia: das origens a Araxá. 6. ed. São Paulo: Cortez, 2011. Cap. 1. p. 27-42

“Para entendermos o surgimento das escolas do Serviço Social no Brasil – que está ligado à ação da Igreja Católica – parece-nos importante uma colocação rápida sobre as posições da Igreja em nosso século, e, em particular, nas primeiras décadas.” (p. 27)

O começo do Serviço Social no Brasil e das escolas do Serviço Social está ligado a Igreja Católica e suas ações sociais.

“De início, tem-se a promulgação da Encíclica Rerum Novarum, que vai chamar a atenção da Igreja Universal e do mundo sobre a situação operária e mostrar sua tarefa e contribuição.” (p. 28)

A encíclica citada acima foi redigida com o foco na Igreja Universal, mas com respostas a problemática que a Europa sofria na época.

“E preconiza a intervenção do Estado como solução para o problema operário.” (p. 28)

Na mesma encíclica o papa Leão XIII, cobrar do Estado, a sua, intervenção para solucionar o problema social pelo qual o proletariado estava passando.

“Contrapondo ao socialismo, o Papa afirma que o que deve existir é a concordância das classes e não a luta entre elas.” (p. 28)

A igreja, na figura do Papa, vai contra as ideias de igualdade de classes (principio do socialismo) e prega que as classes deveriam andar juntas reconhecendo e aceitando as suas diferenças que há entre si.

“[...] organizam-se para uma luta contra a situação operária, provocando através de sua ação reconstruir a sociedade.” (p. 29)

Neste trecho, fica claro que em respeito às encíclicas, em especial a do Papa Pio XI, aos diversos grupos sociais começaram a se mobilizar para lutar contra aquilo que a Igreja, sendo assim o Papa, condena na encíclica e tenta reconstruir a sociedade sob os moldes ditos cristãos.

A Ação Católica

“A ação Católica tem como missão a divulgação tem como missão a divulgação da doutrina da igreja em vista à reforma social.” (p. 30)

A ação católica era um movimento fundamental feito por pessoas que não tinham um grande conhecimento na área e que tinha como função a divulgação das doutrinas da Igreja para a reforma social.

A Igreja no Brasil

“Constatamos nos documentos papais [...] que a preocupação fundamental da igreja concentra-se na reforma social, na restauração da sociedade cristã, e essa será a preocupação do episcopado brasileiro.” (p. 32)

Não diferente da Europa a Igreja no Brasil passará a se preocupar com a reconstrução social e a restauração dos costumes cristãos.

“Dentro da preocupação da recristianização da sociedade, D. Lema se preocupará com a formação do laicato, à conquista dos intelectuais, a criação da Universidade Católica do Rio de Janeiro e aproximação com o governo. Essa aproximação merecerá toda uma estratégia, pois desde a proclamação da República há separação entre a Igreja e Estado.” (p. 32)

D. Leme, principal figura da Igreja no Brasil, terá papel fundamental, pois irá formar o laicato, buscará apoio dos intelectuais, mas o principal fato foi a aproximação entre Igreja e o Estado que não tinham uma boa relação desde a proclamação da República.

A Formação do Laicato

“De inicio essa formação se dará pela Confederação Católica.” (p.3)

O inicio da articulação do laicato.

“Mademoiselle Hemptine terá papel marcante no inicio de nosso serviço social” (p.34)

Ministrante do curso a juventude feminina católica em que constavam assuntos da doutrina social da igreja e sobre a ação católica.

“Seu objetivo imediato é formar o laicato católico para colaborar na missão sublime da Igreja. [...]. Na medida em que estas estiverem preparadas, serão capazes de influenciar na vida social.” (p. 35)

A finalidade da Igreja pela qual lutava para formação do laicato. Era que quando este formado influenciasse nas demais camadas sociais.

Ação Junto aos intelectuais e universitários. Fundação das faculdades católicas.

“Um outro trabalho realizado por D. Leme e que terá repercussão nacional é o desenvolvimento junto aos intelectuais e universitários.” (p. 37)

D. Leme em sua busca pelos intelectuais encontrará pessoas que lhe ajudaram em seus objetivos, contando com lançamento de revistas que tentaram combater toda forma de rebelião e formar religiosamente e política. Fundará também o centro D. Vital que será um meio de chamar mais intelectuais para causa.

As relações entre Igreja-Estado. A liga eleitoral católica

“Nessa perspectiva de recrestianização da sociedade, o episcopado se utilizará de grandes concentrações, que terão também a finalidade de buscar uma aproximação com o governo.”(p. 39)

Essas grandes concentrações, mencionadas na citação acima, buscará pressionar o Governo – época do Governo Provisório – para atender as reivindicações católicas.

“Propõe a criação da Liga Eleitoral Católica – LEC, que apoiaria os candidatos de qualquer partido que se comprometessem a lutar pelos postulados defendidos pela Igreja.” (p. 41)

A LEC proporá a criação de postulados com interesses católicos para que sejam inclusos na nova Constituição, mas esses postulados atenderá a demanda da classe das elites mas não aos demais do povo.

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