Como Falar Bem em Publico (dicas Reinaldo Polito, treinamento, RH)

Como Falar Bem em Publico (dicas Reinaldo Polito, treinamento, RH)

(Parte 1 de 2)

Comunicação é o instrumento pelo qual nos relacionamos, ou seja, é o instrumento de expressão de nosso interior, do que pensamos, do que acreditamos.

EMISSORMENSAGEM... RECEPTOR

Pontos importantes a serem lembrados pelo EMISSOR para evitar problemas na comunicação:

Preparar sua fala;

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Utilizar “feed – back”, Confirmar a recepção da mensagem; Falar com a linguagem verbal e não verbal.

Auto – imagem; Saber ouvir; Clareza de expressão; Capacidade de lidar com a contrariedade; Auto abertura.

“De nada vale nosso conhecimento senão soubermos expressá-lo no mundo”.

(Autor Desconhecido).

Espacial; Musical; Corporal; Matemática.

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• Palavra; • Tom de voz;

• Fisiologia.

A capacitadade de transmitir nossas mensagens, nossos pensamentos e sentimentos está:

• 7% - PALAVRA (capacitade de influência entre as pessoas); • 38% - TOM DE VOZ (postura corporal);

• 5%- FISIOLOGIA (estudo das funções orgânicas dos seres vivos).

OBS.: Quanto mais a educação se faz através das palavras, menos comunicativas as pessoas ficam.

• Palavras; • Gestos;

• Contexto;

• Mensagem.

• Quando o medo aparecer, encare-o normalmente, controle o nervosismo;

• Tenha uma atitude correta;

• Antes de pensar como, saiba o que falar;

• Evite fazer pressupostos;

• Evite adquirir vícios;

• Chame a sua voz pela respiração;

• A prática irá proporcionar-lhe o sucesso.

A emoção do orador tem influência determinante no processo de conquista dos ouvintes.

“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”.

(Ayrton Senna)

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1-Administrar as inibições;
2-Estruturar-se mentalmente;
3-Motivar-se;
4-Analisar cuidadosamente o tema;
5-Fixar objetivos;
6-Organizar as etapas da exposição;
7-Adequar a linguagem ao público alvo;
8-Utilizar a empatia;
9-Criar zona de confiança;

10- Estabelecer sintonia; 1- Estar atualizado; 12- Cuidar da expressão vocal; 13- Movimentar-se harmoniosamente; 14- Comunicar-se com o olhar; 15- Acelerar o mecanismo de compreensão; 16- Criar um estilo pessoal; 17- Treinar, treinar e treinar.

• Medo é indesejável, mas é normal aos oradores. Use os aspectos positivos dele;

• Admita seu medo. Procure compreender as suas origens;

• Você não precisa e não deve demostrar seu medo. Mantenha sua privacidade;

• Utilize a adrenalina produzida pelo medo em seu benefício. Carisma e adrenalina são coisas muito ligadas;

• Encare o público como seu aliado. Transmita sempre o sentimento de: “Sinto-me feliz por estar na companhia de vocês”;

• Prepare-se. Pense de forma positiva sobre si. Repita sempre consigo mesmo qualquer frase que contenha forte apelo positivo, como por exemplo: “Estou preparado e equilibrado. Sou convincente, positivo e forte. Também estou tranqüilo e confiante”;

• Falar em público é uma arte que só melhora com o tempo. Aplique-se a ela;

• medo é vencido pela determinação e pelo treinamento.

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9) Use recursos audiovisuais

Esse estudo é impressionante - se apresentar a mensagem apenas verbalmente, depois de três dias os ouvintes irão se lembrar de 10% do que falou. Se, entretanto, expuser o assunto verbalmente, mas com auxílio de um recurso visual, depois do mesmo período, as pessoas se lembrarão de 65% do que foi transmitido. Mais uma vez, tome cuidado com os excessos. Nada de Power Point acompanhado de brecadinhas de carro, barulhinhos de máquina de escrever, e outros ruídos que deixaram de ser novidade há muito tempo e por isso podem vulgarizar a apresentação.

Um bom visual deverá atender a três grandes objetivos: destacar as informações importantes, facilitar o acompanhamento do raciocínio e fazer com que os ouvintes se lembrem das informações por tempo mais prolongado. Portanto, não use o visual como "colinha", só porque é bonito, para impressionar, ou porque todo mundo usa. Observe sempre se o seu uso é mesmo necessário.

Faça visuais com letras de um tamanho que todos possam ler.

Projete apenas a essência da mensagem em poucas palavras. Apresente números em forma de gráficos.

Use cores contrastantes, mas sem excesso.
Posicione o aparelho de projeção e a tela em local que

possibilite a visualização da platéia e facilite sua movimentação.

Evite excesso de aparelhos. Quanto mais aparelhos e mais botões maiores as chances de aparecerem problemas.

10) Fale com emoção

Fale sempre com energia, entusiasmo, emoção. Se nós não demonstrarmos interesse e envolvimento pelo assunto que estamos abordando, como é que poderemos pretender que os ouvintes se interessem pela mensagem?

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Somos uma sociedade visual, as pessoas começam a fazer julgamentos baseadas em sua linguagem corporal no momento em que o vêem. Dificilmente a lógica do seu discurso poderá desfazer uma primeira má impressão quanto à sua apresentação ou gestos desleixados; ao passo que boa apresentação, gestos seguros e um estilo confiante já o deixa com metade da batalha ganha. Oradores sabem quedevem não apenas dominar sua apresentação verbal, mas também faze r com que a comunicação não verbal trabalhe para eles de uma forma positiva. A comunicação não verbal envolve nossa expressão facial, expressão corporal, movimentos, gestos e roupas.

Ser um modelo de apresentação pessoal, não quer dize

“estar na moda”, nem mesmo atrativamente vestido ou “despido”. O orador trata com todo tipo de pessoa e, assim, deve compreender que como existe o gosto pelo livre, moderno, atrativo, existe também, o gosto pelo tradicional e conservador.

Considerando que em uma platéia temos vários tipos de

pessoas a atender, com gostos muito variados, é recomendável para a adequada apresentação pessoal do orador:

Corretamente ajustada ao corpo (nem muito colada, nem larga demais);

Corretamente ajustada ao tamanho (nem muito curta, nem comprida demais);

A mais sóbria possível, a roupa não deve chamar mais a atenção do que a pessoa;

Evitar alças, decotes e excesso de transparência. SAPATOS

De preferência baixos, para um conforto maior;

Limpos e em perfeito estado de conservação, o que inclui graxa e solado em boas condições.

O semblante é um dos aspectos mais importantes da

expressão corporal, por isso dê atenção especial a ele. Verifique se ele está expressivo e coerente com o sentimento transmitido pelas palavras. Por exemplo, não demonstre tristeza quando falar de alegria.

Evite falar com as mãos nos bolsos, com os braços cruzados ou nas costas. Também não é recomendável ficar esfregando as mãos, principalmente no início, para não passar a idéia de que está inseguro ou hesitante.

7) Seja bem-humorado

Nenhum estudo comprovou que o bom-humor consegue convencer ou persuadir os ouvintes. Se isso ocorresse os humoristas seriam sempre irresistíveis. Entretanto, é óbvio que um orador bem-humorado consegue manter a atenção dos ouvintes com mais facilidade.

Se o assunto permitir e o ambiente for favorável, use sua

presença de espírito para tornar a apresentação mais leve, descontraída e interessante.

Cuidado, entretanto, para não exagerar, pois o orador que fica o tempo todo fazendo gracinhas pode perder a credibilidade.

8) Prepare-se para falar

Saiba o máximo que puder sobre a matéria que irá expor, isto é, se tiver de falar 15 minutos, saiba o suficiente para discorrer pelo menos 30 minutos.

Não se contente apenas em se preparar sobre o conteúdo, treine também a forma de exposição. Faça exercícios falando sozinho na frente do espelho, ou se tiver condições, diante de uma câmera de vídeo. Atenção para essa dica -embora esse treinamento sugerido dê fluência e ritmo à apresentação, de maneira geral, não dá naturalidade. Para que a fala atinja bom nível de espontaneidade fale com pessoas. Reúna um grupo de amigos, familiares ou colegas de trabalho, ou de classe, e converse bastante sobre o assunto que irá expor.

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Use toda argumentação disponível: pesquisas, estatísticas,

- 21 - exemplos, comparações, estudos técnicos e científicos, etc.

Se, eventualmente, perceber que os ouvintes apresentam

algum tipo de resistência, defenda os argumentos refutando essas objeções.

Finalmente, depois de expor os argumentos e defendê-los das resistências dos ouvintes, diga qual foi o assunto abordado, para que a platéia possa guardar melhor a mensagem principal.

6) Tenha uma postura correta

Evite os excessos, inclusive das regras que orientam sobre postura.

Alguns, com o intuito de corrigir erros, partem para os extremos e condenam até atitudes que, em determinadas circunstâncias, são naturais e corretas.

Assim, cuidado com o "não faça", "não pode", "está errado" e

outras afirmações semelhantes. Prefira seguir sugestões que dizem "evite", "desaconselhável", "não é recomendável", e outras que se pareçam com essas.

Portanto, evite apoiar-se apenas sobre uma das pernas e procure não deixá-las muito abertas ou fechadas. É importante que se movimente diante dos ouvintes para que realimentem a atenção, mas esteja certo de que o movimento tem algum objetivo, como por exemplo, destacar uma informação, reconquistar parcela do auditório que está desatenta, etc, caso contrário, é preferível que fique parado.

Cuidado com a falta de gestos, mas seja mais cauteloso ainda com o excesso de gesticulação. Procure falar olhando para todas as pessoas da platéia, girando o tronco e a cabeça com calma, ora para a esquerda, ora para a direita, para valorizar e prestigiar a presença dos ouvintes, saber como se comportam diante da exposição e dar maleabilidade ao corpo, proporcionando, assim, uma postura mais natural.

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Bem cortados; De preferência presos; Limpos.

Bem aparada. UNHAS

Devidamente tratadas, limpas; Não se admite esmalte danificado; Dê preferência a cores rosadas.

Sóbria; Florais, coloniais; Desodorante seco.

O orador deve através dos gestos e movimentos demostrar entusiasmo e vivacidade, embora com moderação.

Gesticulação e movimentos bem naturais dão grande variedade e vitalidade a conversação; não os empregando, o orador poderá parecer constrangido e se, ao contrário, empregá-los em excesso ou de maneira forçada chamará a atenção para eles e não para o assunto.

c) MANEIRISMO

Evitar os maneirismos, dentre os quais o mais comum é brincar com qualquer objeto que esteja por perto.

Portanto, o orador deve agir com a maior naturalidade, levando em consideração a comunicação de idéias que é mais importante que muitos detalhes.

Alguns erros comuns são cometidos até por aqueles que ocupam posições hierárquicas importantes e que as platéias que os ouvem duvidam da formação e da competência de quem os comete.

Os mais graves são: "fazem tantos anos", "menas", "a nível de", "somos em seis", "meia tola", entre outros.

Mesmo que você tenha uma boa formação intelectual, sempre valerá a pena fazer uma revisão gramatical, principalmente quanto à conjugação verbal e às concordâncias.

4) Saiba quem são os ouvintes

Se você fizer a mesma apresentação diante de platéias diferentes talvez até possa ter sucesso, mas por acaso. A previsão, entretanto, é que não atinja os objetivos pretendidos.

Cada público possui características e expectativas próprias,

e que precisam ser consideradas em uma apresentação.

Procure saber qual é o nível intelectual das pessoas, até que

ponto conhecem o assunto e a faixa etária predominante dos ouvintes. Assim, poderá se preparar de maneira mais conveniente e com maiores chances de se apresentar bem.

Guarde essa regrinha simples e muito útil para organizar

5) Tenha começo meio e fim uma apresentação. Anuncie o que vai falar, fale e conte sobre o que falou. Depois de cumprimentar os ouvintes e conquistá-los com elogios sinceros,ou mostrando os benefícios da mensagem, conte qual o tema que irá abordar.

Ao anunciar qual o assunto que irá desenvolver, a platéia acompanhará seu raciocínio com mais facilidade, porque saberá aonde deseja chegar.

Em seguida, transmita a mensagem, sempre facilitando o entendimento dos ouvintes. Se, por exemplo, deseja apresenta r a solução para um problema, diga antes qual é o problema. Se pretende falar de uma informação atual, esclareça inicialmente como tudo ocorreu até que a informação nova surja.

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Um erro gramatical, dependendo de sua gravidade, poderá atrapalhar a sua fala em seu conteúdo e destruir a imagem que deseja demonstrar.

Toda gramática precisa ser correta, mas principalmente, faça uma revisão de concordância e conjugação de verbos.

Lembre-se de que a leitura é uma excelente fonte de aprendizado.

b) TENHA INÍCIO, MEIO E FIM

Toda fala precisa ter início, meio e fim.

No início, procure conquistar o ouvinte desarmando suas resistências e conquistando seu interesse e atenção com cortesia.

No meio, prepare o que vai ser abordado.

No final, faça uma breve recapitulação em apenas uma ou duas frases, faça o resumo e verifique se foi entendido.

O tamanho e a intensidade dos gestos devem atende r ao tipo de auditório que você enfrenta.

Quanto maior o auditório ou mais inculto, maiores e mais largos deverão ser os gestos; quanto menor o auditório ou mais bem preparado, menores e mais moderados deverão ser os gestos.

Os gestos devem ser indicados, representados em parte, quase nunca completados.

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2) Não confie na memória - leve um roteiro como apoio

Algumas pessoas memorizam suas apresentações palavra por palavra imaginando que assim se sentirão mais confiantes. A experiência demonstra que, de maneira geral, o resultado acaba sendo muito diferente. Se você se esquecer de uma palavra importante na ligação de duas idéias, talvez se sinta desestabilizado e inseguro para continuar. O pior é que ao decorar uma apresentação você poderá não se prepara r psicologicamente para falar de improviso e ao não encontrar a informação de que necessita, ficará sem saber como contorna r o problema.

Use um roteiro com as principais etapas da exposição e frases que contenham idéias completas. Assim, diante da platéia, leia a frase e a seguir comente a informação, ampliando, criticando, comparando, discutindo, até que essa parte da mensagem se esgote. Depois, leia a próxima frase e faça outros comentários apropriados à nova informação, estabeleça outras comparações, introduza observações diferentes até conclui r essa etapa do raciocínio aja assim até encerrar a apresentação.

Uma grande vantagem desse recurso é que você se sentirá seguro por ter um roteiro com toda a seqüência da apresentação, ao mesmo tempo que terá a liberdade para desenvolver o raciocínio diante do público.

Se a sua apresentação for mais simples poderá recorrer a um cartão de notas, uma cartolina mais ou menos do tamanho da palma da mão, que deverá conter as palavras-chave, números, datas, cifras, e todas as informações que possam mostrar a seqüência das idéias.

Com esse recurso você bate os olhos nas palavras que estão no cartão e vai se certificando que a seqüência planejada está sendo seguida.

Uma escorregadinha na gramática aqui, outra ali, talvez

3) Use uma linguagem correta não chegue a prejudicar sua apresentação. Entretanto, alguns erros grosseiros poderão prejudicar a sua imagem e a da instituição que estiver representando.

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As pernas devem ficar paradas; apoio deve ficar nas duas pernas ao mesmo tempo, ligeiramente abertas uma um pouco mais a frente que a outra;

Sem que o auditório perceba, jogue o peso das pernas ora numa perna, ora na outra;

Movimento das pernas (mais rápido) deve seguir o que se fala;

A aproximação deverá ser em direção a todos os sentidos; A maior parte das vezes, as pernas deverão ficar paradas; Deve-se movimentar pela platéia de forma moderna.

Os dois pés devem permanecer no chão ou uma perna próxima a outra, deixando as coxas encostadas e o pé da perna que fica por cima sem apoio;

As pernas cruzadas podem ser trocadas;

Quando tiver que argumentar ou defender um ponto de vista faça com os pés no chão, pois terá maior liberdade de movimento, possibilitando melhor inclinação do corpo para frente, o que demostra convicção no comportamento;

As mulheres podem colocar as pernas juntas, puxadas para trás com um dos pés sobreposto ao outro ou em “X”, sem que isso constitua um erro.

Braços em uma postura que facilite a respiração do corpo;

Postura: próxima a mesa, pode-se soltar as mãos, de forma ereta (transmite segurança);

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