Resumo gestão contemporânea

Resumo gestão contemporânea

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SUMÁRIO

  1. Capítulo 13 – Fundamentos da Direção....................................... 2

  2. Capítulo 14 – Comunicação e Negociação na Organização..... 6

  3. Capítulo 15 – Liderança nas Organizações................................. 9

  4. Capítulo 16 – Motivação nas Organizações................................ 11

  5. Capítulo 17 – Fundamentos do Controle.................................... 14

CAPÍTULO 13: FUNDAMENTOS DA DIREÇÃO

Para que o planejamento e organização possam ser eficazes, eles precisam ser complementados pela orientação e apoio às pessoas, através de uma adequada comunicação, liderança e motivação e o administrador precisa estar apto para realizar essas três funções.

Conceito de Direção

A direção é uma das mais complexas funções da administração, pois envolve diretamente a atuação sobre as pessoas da organização. A direção se distribui por todos os níveis hierárquicos da organização, sendo assim, chamada no nível institucional de “direção”, no nível intermediário de “gerência” e no operacional de “supervisão de primeira linha”. O papel da direção é dar foco e conduzir da melhor forma as pessoas à realização dos objetivos.

Os Estilos de Direção

Teoria X – É um tipo de direção usada pelo administrador que pretende dirigir e controlar os subordinados de forma rígida e intensiva. Sempre fiscalizando o trabalho dos subordinados, pois, o administrador se considera o único ativo, tendo seus empregados como passivos, pois considera que eles não tem ambição e evitam a responsabilidade.

Com isso, esse tipo de ambiente se torna autocrático de trabalho, com atitude de desconfiança, de vigilância e controle coercitivo que não estimula ninguém a trabalhar. A ação constrangedora do administrador provoca reação acomodativa das pessoas. Quanto mais o administrador coage, mais elas tendem a se alienar em relação ao trabalho.

Teoria Y – Nesse estilo o administrador cria um ambiente de trabalho democrático e oportunidades para que os subordinados possam satisfazer suas necessidades pessoais mais elevadas através do alcance dos objetivos organizacionais. O administrador confia mais nas pessoas, assim delega mais funções e responsabilidades, alcançando uma descentralização das decisões na base.

Os Sistemas Administrativos

A Teoria X e a Teoria Y formam os dois extremos de um continuum de alternativas para se lidar com as pessoas dentro de um organização. Em função dessa continuidade, concluiu-se que existem quatro tipo de sistemas-administrativos.

Sistemas 1: autoritário-coercitivo– É o sistema mais fechado, duro e arbitrário de administrar uma organização. Tem o processo decisorial centralizado. Seu sistema de comunicação é precário e confidencial. O relacionamento interpessoal é cerceado e o sistema de punições/recompensas é baseado em punições e regras.

Sistema 2: autoritário-benevolente – Menos coercitivo que o primeiro, pois permite alguma delegação das decisões em níveis mais baixos, desde que sejam repetitivas e operacionais. Também utiliza punições e castigos, mas se preocupa com recompensas, apesar de serem apenas materiais e salariais.

Sistema 3: consultivo – Mais aberto que os anteriores, deixa de ser autocrático e passa a dar margem de contribuição para algumas pessoas. Possibilita a descentralização e delegação de decisões. Possui fluxo de informação vertical – ascendente e descendente. Devido a confiança atribuída as pessoas permite o trabalho em grupo ou equipe. Dá ênfase as recompensas salariais, tornando rara as punições.

Sistema 4: participativo – Como o nome já propõe, é o sistema mais democrático e aberto de todos. As decisões são delegadas aos níveis mais baixos da organização, exigindo apenas um controle de resultados por parte da cúpula, dessa forma, as decisões são tomadas pelos executores das tarefas. A comunicação e intensa, tendo a troca de sugestões e ideias sempre presente. Esse sistema adota principalmente a forma de recompensa salarial como parte do seu esquema de remuneração variável pelo alcance de metas. Assim, as punições se fazem raras e são decididas pelas equipes ou grupos de trabalho.

O Papel da Direção

Para a Teoria Comportamental, o papel do administrador é promover a integração e articulação entre as variáveis organizacionais e as variáveis humanas, focalizando o ambiente e, mais especificamente, o cliente. Para que essa articulação seja adequada, o administrador deve utilizar os vários mecanismos, como as variáveis comportamentais: o processo decisório, os sistemas de comunicação, o relacionamento interpessoal dos membros e o sistema de punições e recompensas.

O Sistema 4 tem se revelado como o melhor meio de incrementar e impulsionar as habilidades, atitudes e necessidades das pessoas em direção aos objetivos organizacionais.

A Direção e as Pessoas

São as pessoas que fazem a diferença nas organizações. No mundo atual aonde a informação é compartilhada velozmente, destacam-se as pessoas que são capazes de transformá-las o mais rápido possível em oportunidades em termos de novos produtos e serviços antes que a concorrência os faça.

Uma tecnologia inovadora pode ser encontrada e comprada a qualquer momento no mercado, porém um bom funcionário requer investimento a longo prazo, pois assim desenvolve cada vez mais suas habilidades e conhecimentos, e também adquire mais confiança e comprometimento pessoal.

  • Conceito de grupo social:

Um grupo pode ser definido como um conjunto de dois ou mis indivíduos que estabelecem contatos pessoais e propositais, uns com os outros, continuamente, para alcançar os objetivos comuns. Essa relação dependência que distingue o grupo de um simples conjunto de pessoas.

Existem grupos formais e informais. Um grupo formal é um grupo designado para atender a um específico propósito dentro de uma organização. Alguns grupos são permanentes e até podem aparecer no organograma de uma empresa na forma de departamentos ou divisões. Já os grupos temporários são criados para determinado propósito e se dissolvem quando tal propósito é alcançado ou cumprido. Comitês e forças-tarefa são exemplos de tipo de grupo.

Alguns benefícios que o grupo pode trazer para a organização são a realização de necessidades sociais e estima das pessoas, estimular a criatividade e a inovação que dos seus membros e o poder de acelerar a implementação e a coordenação de decisões. Porém, o grupo traz uma desvantagem que é a sinergia neutra que por muitas vezes se torna negativa.

  • Conceito de equipe:

A equipe é um grupo de pessoas com habilidades complementares e que trabalham em conjunto para alcançar um propósito comum pelo qual são coletivamente responsáveis. O administrador é o responsável pela criação e desenvolvimento das equipes dentro da empresa.

A eficácia de uma equipe de trabalho depende de algumas condições, por exemplo, da lealdade e confiança dos membros entre si e em relação ao líder.

O objetivo da equipe é realizado através do desempenho coletivo e coordenado, assim, a sinergia de uma equipe é positiva. Nas equipes as habilidades são complementares, gerando interdependência dos membros. Por isso, é fundamental que os membros envolvidos sintam satisfação com suas tarefas, objetivos e com o alcance dos objetivos, pois, só assim é alcançarão um nível alto de produtividade e qualidade.

Programas de Envolvimento das Pessoas

O envolvimento do pessoal é um processo de participação que utiliza a capacidade total de um funcionário e é feito no sentido de encorajar a sua responsabilidade no sucesso organizacional. A lógica implícita nesse processo é que através do envolvimento das pessoas nas decisões que as afetam e o autocontrole sobre suas vidas no trabalho, as pessoas se tornam mais confiantes e motivadas em relação as suas atividades.

Existem cinco formas de envolvimento das pessoas:

Administração participativa – A principal característica da administração participativa é o uso da tomada de decisão conjunta, subordinado e superior trabalham unidos as idéias. Para ser eficaz necessita tempo adequado para aperfeiçoamento. É um tipo de envolvimento com cultura organizacional democrática.

Participação representativa – É a participação dos empregados nas decisões formais da organização, na qual são representados por um pequeno grupo de funcionários eleito democrática e periodicamente. Tem como objetivo redistribuir o poder dentro da organização, estabelecendo igualdade nos interesses da administração e dos acionistas. As formas mais comuns são os conselhos de trabalhadores e a comissão de representantes.

Força-Tarefa – Ação direcionada para a realização de algo definido, ou seja, uma tarefa específica. São temporárias, portanto, é formada por um conjunto de especialistas, com ações efetivas de curto prazo. As forças-tarefas são indicadas em casa de crises ou ameças, empreendimentos especiais e empreendimentos conjuntos.

CAPÍTULO 14: COMUNICAÇÃO E NEGOCIAÇÃO NAS ORGANIZAÇÕES

A direção focaliza pessoas e requer profundo conhecimento sobre comunicação e negociação. Ler relatórios, e-mails e trabalhos em equipe são formas de comunicação que o administrador utiliza no seu dia a dia. E a negociação se faz presente através da realização de acordos ou para se obter um consenso, por exemplo.

Todo administrador que consegue elevar seu nível de comunicação e negociação tem excelentes ferramentas para alcançar sucesso em suas atividades.

Conceito de Comunicação

A comunicação é uma ponte que transporta a informação de uma pessoa para outra ou de uma organização para outra. A informação não é tangível nem mensurável, mas é um produto valioso no mundo contemporâneo porque proporciona poder.

Com isso, a comunicação não significa apenas enviar uma informação, mas torná-la comum entre as pessoas envolvidas. Ou seja, ela faz com que todos envolvidos entendam as mesmas coisas.

O Processo de Comunicação

A comunicação é um processo complexo, e as possibilidades de enviar ou receber a mensagens de maneira errada ou distorcida são grandes. Os elementos básicos desse processo se encontram nas duas pontas: a fonte e o destinatário. Porém, o processo consiste em seis elementos fundamentais:

  1. Fonte – É a pessoa que transmite a idéia ou informação.

  2. Transmissor – É o encarregado de codificar a mensagem através de meios verbais, escritos ou não-verbais.

  3. Canal – É o meio escolhido para transmitir a mensagem entre a fonte e o destino.

  4. Receptor – É o meio ou aparelho que decodifica a informação.

  5. Destinatário – É a pessoa ou organização que recebe a mensagem e compartilha seu significado. Para confirmar a comunicação, o destino deve proporcionar retroinformação.

  6. Ruído – É o termo que indica qualquer distúrbio indesejável durante o processo de comunicação.

Consonância

Consonância significa que a mensagem enviada e a mensagem percebida são perfeitamente iguais, ou seja, quando o significado da mensagem enviada pela fonte é semelhante ao significado da mensagem percebida pelo destinatário.

A comunicação dentro da organização busca construir consonância – e reduzir a dissonância, quando a cognição implica o oposto da outra – entre as pessoas em relação à missão, visão e objetivos organizacionais.

Comunicações entre Pessoas

A comunicação interpessoal é um processo de enviar e receber símbolos aos quais são agregados significados de uma pessoa a outra. O processo de comunicação é contingencial pelo fato de que cada pessoa tem características de personalidade próprias. Por isso, o processo de comunicação depende, na maioria dos casos, do grau de homogeneidade de significados entre fonte e destinatário, o que nem sempre ocorre.

Quanto mais homogeneidade entre os padrões de referencia da fonte e destinatário, maior é a chance de se obter uma comunicação bem-sucedida.

Barreiras à Comunicação

Essas barreiras são definidas como restrições ou limitações que ocorrem dentro ou entre as etapas do processo de comunicação.

As barreias são as fontes dos ruídos e podem ser geradas através de interpretações pessoais, conflitos internos, negligência no envio da mensagem. Essas atitudes geram falta de entendimento, pois a mensagem fica fragmentada e chega por partes ao destino.

A remoção das barreiras e dos ruídos é o ponto de partida para se conseguir um ambiente de comunicação aberta e franca entre as pessoas.

  • Percepção Seletiva

Percepção Seletiva é a categorização de um objeto ou estímulo de acordo com os padrões de referência de cada pessoa. As necessidades, a influência cultural e atitude interagem para determinar quais os estímulos importantes a serem percebidos.

A forma mais comum de organização perceptiva é a estereotipação. O esteriótipo ocorre quando alguém é identificado com um grupo ou categoria e seus atributos são simplificados para poder ser relacionado com outro grupo ou categoria familiar.

Outra forma de organização perceptiva é a generalização. Ocorre quando um atributo é usado para desenvolver uma impressão geral de uma pessoa ou situação.

Canais de Comunicação

O canal de comunicação é o meio escolhido para fluir a mensagem do emissor ao destino. A capacidade de um canal de informação é influenciada por três características:

  • Capacidade de manipular vários assuntos simultaneamente;

  • Capacidade de facilitar retroação de mão dupla rápida;

  • Capacidade de estabelecer foco pessoal para a comunicação;

A seleção de canais de comunicação depende do tipo da mensagem, se ela é rotineira ou não. As mensagens não-rotineiras são caracterizadas por pressão de tempo e pela surpresa, por isso, devem ser transmitidas através de canais mais amplos e ricos, como: presença física(conversa face-a-face) e canais interativos (telefones, internet, mídias sociais). Já as mensagens rotineiras são simples e claras podem ser comunicadas através de canais impessoais estáticos (boletins e relatórios) e canais pessoais estáticos (cartas e memorandos).

CAPÍTULO 15: LIDERANÇA NAS ORGANIZAÇÕES

A liderança é um processo-chave em toda organização. O administrador deveria ser um líder, para lidar adequadamente com as pessoas que com ele trabalham. O líder nem sempre é um administrador, pois pode atuar em grupos formais ou informais.

O administrador pode adotar um estilo mais autocrático e impositivo ou democrático e participativo com os seus subordinados.

As Bases do Poder

O poder significa o potencial de influencia de uma pessoa sobre as outras, que pode ou não ser exercido. O poder em uma organização é a capacidade de afetar e controlar as ações e decisões das outras pessoas. A autoridade é o poder legítimo, que é concedido em virtude do cargo ou papel que a pessoa exerce dentro da estrutura organizacional.

Existem diferentes tipos de poder que um líder pode possuir:

  1. Poder Coercitivo: É o poder baseado no temor e na coerção.

  2. Poder de Recompensa: É o poder que se apoia na esperança de uma recompensa ou reconhecimento que o liderado possa receber do líder.

  3. Poder de Competência: O líder é reconhecido por suas especialidades e conhecimentos.

  4. Poder Legitimado: O poder está no espaço em que a pessoa ocupa.

  5. Poder de Referência: O líder é admirado pela sua personalidade.

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