Curso Montagem e Manuten o de Computadores

Curso Montagem e Manuten o de Computadores

(Parte 1 de 7)

Seja Bem Vindo!

Curso

Montagem e Manutenção de Computadores Carga horária: 55hs

Dicas importantes

• Nunca se esqueça de que o objetivo central é aprender o conteúdo, e não apenas terminar o curso. Qualquer um termina, só os determinados aprendem!

• Leia cada trecho do conteúdo com atenção redobrada, não se deixando dominar pela pressa.

• Explore profundamente as ilustrações explicativas disponíveis, pois saiba que elas têm uma função bem mais importante que embelezar o texto, são fundamentais para exemplificar e melhorar o entendimento sobre o conteúdo.

• Saiba que quanto mais aprofundaste seus conhecimentos mais se diferenciará dos demais alunos dos cursos.

Todos têm acesso aos mesmos cursos, mas o aproveitamento que cada aluno faz do seu momento de aprendizagem diferencia os “alunos certificados” dos “alunos capacitados”.

• Busque complementar sua formação fora do ambiente virtual onde faz o curso, buscando novas informações e leituras extras, e quando necessário procurando executar atividades práticas que não são possíveis de serem feitas durante o curso.

• Entenda que a aprendizagem não se faz apenas no momento em que está realizando o curso, mas sim durante todo o dia-a-dia. Ficar atento às coisas que estão à sua volta permite encontrar elementos para reforçar aquilo que foi aprendido.

• Critique o que está aprendendo, verificando sempre a aplicação do conteúdo no dia-a-dia. O aprendizado só tem sentido quando pode efetivamente ser colocado em prática.

COMO MONTAR UM PC6
O que existe dentro do seu PC6
Placa de CPU6
Microprocessador6
Memória cache7
Slots7
Conector para o teclado8
Conector para a fonte de alimentação8
Jumpers8
ROM BIOS9
Interfaces presentes na placa de CPU9

Conteúdo

Module)9
Soquete para o processador1
Memória cache1
Barramentos (ISA, EISA, VLB, PCI, AGP, USB, Firewire, IrDA)12
Memórias15
Tempo de acesso das RAM’s15
SRAM e CACHE16
Interface de vídeo16
Memória de vídeo17
Drivers de disquete17
Disco rígido18
Interfaces19
Gabinete e fonte de alimentação20
A conexão das partes2
Algumas conexões elétricas23
Ligação da fonte de alimentação na placa de CPU23
Ligação da fonte de alimentação nos drivers e no disco rígido24
Ligação de cabos flat24
Instalação de módulos de memória SIMM25
Instalação de módulos DIMM/16825
Instalação de módulos COAST26
Ligação do alto-falante26
Ligação do botão RESET26
Ligação do Hard Disk LED26
Ligação do Power LED e do Keylock27
Ligando o microventilador na fonte de alimentação27
As conexões mecânicas28
Espaçadores plásticos28
Parafusos de fixação da placa de CPU28
Fixação das placas de expansão29
Aparafusando os drivers30
Programando a voltagem do processador31
3.2 V Core / 3.3 V I/O31
Pentium (P54C)31
Pentium MMX (P55C)32
AMD K532
Processadores Cyrix 6x8632
Jumpers para programação de voltagem32
Programando o clock externo32
Programando o clock interno34
Outros jumpers de placas de CPU34
Jumper para descarga do CMOS34
Flash BIOS34
Voltagem e clock da SDRAM35
Jumpers de dispositivos IDE36
1) One Driver Only36
2) Slave36
3) Driver is Master, Slave Present36
Saiba montar novamente38
A montagem passo-a-passo40
Main Processor / CPU Type47
Math Processor / Coprocesso47
Floppy Driver A/B47
BIOS Date47
Primary Master / Primary Slave Disk47
Secondary Master / Secondary Slave Disk47
Processor clock / CPU clock47
Base memory48
Extended Memory48
Display Type48
Serial Ports48
Parallel Ports48
Cache Memory / External Cache / L2 cache48
External Cache Type / L2 Cache Type48
EDO Memory48
SDRAM Memory48
Power Management48
PCI Devices48
CMOS Setup e instalação do disco rígido48
Fazendo o Setup49
Criando um disquete para inicializar o disco rígido53
Especificação de unidade inválida53
Usando o programa FDISK com partição única53
Dividindo um disco rígido em dois ou mais drivers lógicos5
Formatação lógica58
MANUAL DO BOM USUÁRIO DO TELECENTRO (Alexandre Magalhães Rangel)59
Capacitação:59
Mudanças de lay-out:59
Dicas para criação e manutenção dos arquivos de trabalho:59
Segurança:60
Outros:60

O que existe dentro do seu PC

Nem sempre uma expansão de hardware consiste em encaixar uma placa em um slot livre e instalar um driver. Poderá ser preciso retirar algumas placas, desfazer algumas conexões, fazer a instalação e colocar tudo novamente no lugar. Para fazer as expansões com segurança, é altamente recomendável que o usuário entenda a anatomia de um PC. Este é o objetivo.

Placa de CPU

É a placa mais importante do computador, também chamada de Placa mãe, Placa de sistema ou Motherboard. Nela estão localizadas o processador, a memória e diversas interfaces. Nessa placa há disponíveis também slots de ex- pansão, que são conectores para o encaixa de placas periféricas, contendo funções indisponíveis.

A figura 1.1 mostra uma placa de CPU produzida entre 1996 e 1997. As placas de fabricação mais recente são quase idênticas, e mais adiante iremos apresentá-las. Em geral as placas de CPU são classificadas de acordo com os processadores que suportam.

Uma placa de CPU Pentium I permite instalar processadores Pentium I, Pentium I e Celeron. Uma placa de CPU

Pentium permite instalar, a princípio, processadores Pentium, Pentium MMX, AMD K5, AMD K6, AMD K6-2, AMD K6-3, Cyrix 6x86, Cyrix 6x86MX, Cyrix M I, IDT C6 e Rise mP6. Uma placa de CPU K7 permite instalar o processador AMD K7.

Note que quanto mais recente é uma placa de CPU, maior é o número de processadores que podem ser instalados. Por exemplo, uma placa de CPU Pentium produzida em 1996 permite instalar apenas o processador Pentium.

Modelos produzidos em 1997 em geral permitem instalar também o Pentium MMX, o AMD K5 e o Cyrix 6x86.

Modelos produzidos a partir de 1998 permitem instalar também os processadores AMD K6, K6-2, K6-3, o M-I e outros modelos da Cyrix.

Figura 1.1 Uma placa de CPU Pentium (1996/1997) Vejamos alguns elementos encontrados na placa de CPU da figura 1.1:

Microprocessador

Os microprocessadores – por vezes chamados de processadores ou simplesmente CPU (Central Processing Unit) ou UCP (Unidade Central de Processamento) – são circuitos integrados passíveis de ser programados para

executar uma tarefa predefinida, basicamente manipulando e processando dados. Os processadores mais novos são acoplados a um microventilador para evitar o aquecimento excessivo, o que pode danificá-lo. A figura 1.2 mostra o acoplamento do microventilador. Quando você comprar a sua placa de CPU, deve comprar também este microventilador (ou CPU cooler).

O sistema de fixação do ventilador ao processador pode variar. Ventiladores como o mostrado na figura 1.2 são presos por garras nas partes laterais do Pentium. Ventiladores de fabricação mais recente são presos por duas alças metálicas no próprio soquete, como vemos na figura 1.3.

Memória cache A partir do 80386, a memória RAM do micro começa a ficar lenta demais em relação ao processador. Ele não conseguirá, por exemplo, enviar dois dados seguidos diretamente à memória. Por ser mais lenta que o processador, quando o segundo dado for enviado, ela ainda estará armazenada o primeiro dado, portanto ainda não estará pronta para recebê-lo.

Essa espera chama-se wait state (estado de espera) e ordena que o processador espere n pulos de clock depois do envio (ou recebimento) de dados à memória. A solução para o acesso à lenta memória RAM é a utilização de um recurso chamado cache de memória.

A maioria das placas de CPU possui memória cache. A diferença está no encapsulamento utilizado por essas memórias. Placas produzidas até 1997 usavam um módulo de memória cache chamado COAST (Cache on a Stick). Existem módulos COAST com 256 KB e com 512 KB. As placas de CPU de fabricação mais recente em geral possuem 512 KB ou 1 MB de memória cache. As placas de fabricação mais recente possuem uma cache formada por chips de encapsulamento TQFP. São soldados na placa de CPU.

O controlador de cache lê o conteúdo da RAM e copia uma pequena porção para a memória cache. Quando o processador precisar ler algum dado da memória, provavelmente lerá a cópia existente na memória cache, e não mais o dado presente na memória RAM, não necessitando utilizar wait states para a leitura. Com esse recurso o micro ganha velocidade e fica muito mais rápido.

Slots Atualmente você poderá encontrar três tipos de slot na placa-mãe:

ISA – (Industry Standard Architecture): Utilizando por periféricos lentos, como a placa de som e a placa fax modem (16 bits, baixa velocidade).

PCI – (Peripheral Component Interconnect) : Utilizado por periféricos que demandem velocidade, como a interfase de vídeo (32 bits, alta velocidade).

AGP – (Accelerated Graphics Port): Utilizado exclusivamente por interface de vídeos 3D, é o tipo de slot mais rápido do micro. A maioria das placas-mãe não tem este tipo de slot (32 bits, altíssima velocidade).

Conector para o teclado

O teclado é conectado na placa de CPU, pois nela está a sua interface. As placas de CPU tradicionalmente possuem um conector para teclado do tipo DIN de 5 pinos. Mais recentemente as placas de CPU passaram a utilizar um conector de teclado padrão PS/2.

Ambos estão mostrados na figura 1.4.

Conectores para o painel do gabinete Todas as placas de CPU possuem conexões para o painel frontal do gabinete: POWER LED (normalmente verde);

TURBO LED (normalmente laranja); HDD LED (normalmente vermelho); Display; Chave Turbo; Chave Reset; Chave Keylock.

Em placas mãe antigas que não têm interfase IDE plus “on board” o LED de atividade do disco rígido (HDD LED) será conectado à interface IDE plus e não à placa mãe.

Conector para a fonte de alimentação

As placas de CPU possuem um conector, normalmente localizado na parte superior direita, próprio para a conexão com a fonte de alimentação. Tradicionalmente as placas utilizam um conector de 12 vias, padrão AT. Placas de CPU mais modernas passaram a utilizar o padrão ATX, e possuem um conector para fonte deste tipo. Existem ainda as placas universais, que possuem dois conectores de fonte, sendo um do tipo AT e outro ATX.

A fonte de alimentação tem dois conectores a serem ligados na placa-mãe, que deverão ser ligados lado a lado. Repare que os fios pretos ficam posicionados ao centro do conector.

Jumpers

São pequenos contatos elétricos, envolvidos por um encapsulamento plástico, que servem para programar opções de funcionamento das placas, no que diz respeito ao hardware. Algumas placas mãe, além de jumpers, apresentam terminadores resitivos que devem ser alterados de posição de acordo com a configuração pretendida. Como nos dois caso, devemos prestar muita atenção às instruções fornecidas no manual da placa mãe.

Chipsets

Ao lado do processador e das memórias, os chipsets são muito importantes. Eles são os responsáveis por um grande número de funções, como controlar o acesso à memória cache e à memória DRAM, aos slots e ao BIOS, e ainda contém em seu interior diversas interfaces e circuitos de apoio. Graças a esses chips os fabricantes podem produzir placas bem compactas. Entre os chips VLSI (Very Large Scale of Integration, ou integração em escala muito alta) encontramos um grupo normalmente chamado de chipset. Placas de CPU modernas necessitam de chipsets também modernos e avançados. Outro chip VLSI encontrado nas placas de CPU é conhecido informalmente como Super I/O. Nele estão localizadas diversas interfaces, como as seriais, a paralela e a interface para drivers.

Nas placas de CPU encontramos um chip de memória ROM no qual está armazenado um programa conhecido como BIOS (Basic Input/Output System, ou Sistema Básico de Entrada e Saída). Nesta mesma memória ROM encontramos o programa CMOS Setup, que é uma espécie de programa de configuração para o funcionamento do BIOS. O BIOS é responsável por executar um teste de hardware quando o PC é ligado (POST, ou Power on Self Test), inicializar os circuitos da placa de CPU e dar início ao processo de boot. O BIOS também executa funções de acesso ao hardware mediante comandos solicitados pelos programas e pelo sistema operacional.

Interfaces presentes na placa de CPU

Atualmente a placa-mãe tem alguns periféricos integrados (ou seja, “on board”). Toda placa-mãe hoje em dia possui pelo menos os seguintes periféricos integrados:

Controladora de unidade de disquete, para a conexão de unidades de disquete ao micro.

Duas portas IDE, para a conexão de discos rígidos IDE e outras unidades IDE, com CD-ROM, Zip Driver interno IDE, Super Disk LS-120 interno, etc.

Duas portas seriais, para a conexão de dispositivos seriais especialmente o mouse.

Portas paralelas, para a conexão do micro com a impressora ou outros dispositivos de porta paralela, como o Zip driver externo para porta paralela.

Conector USB (Universal Serial Bus), para conexão de periféricos USB.

Placas de CPU antigas (286, 386, 486) não possuíam essas interfaces (exceto em alguns modelos mais recentes de placas de CPU 486), e precisavam portanto operar em conjunto com uma placa de expansão chamada IDEPLUS.

Com as duas interfaces IDE, podemos instalar até 4 dispositivos IDE, como discos rígidos, unidades de fita IDE e drivers de CD-ROM IDE. Na interface para drivers podemos instalar até dois drivers de disquetes. As interfaces seriais permitem a conexão de qualquer tipo de dispositivo serial. Na maioria dos casos, o mouse é ligado em uma delas, ficando a segunda livre. A interface paralela em geral é usada para a conexão da impressora.

As interfaces USB servem para conectar teclado, mouse, joystick, scanner, impressora, câmera digital e outros dispositivos, todos no padrão USB. Note que o uso do USB ainda não foi popularizado, por isso é mais comum o uso desses dispositivos ligados em interfaces tradicionais, como a serial e a paralela. Muitas placas de CPU não possuem interfaces USB, ou então possuem os circuitos embutidos no chipset mas não utilizam os conectores que lhe dão acesso.

A maioria das placas de CPU modernas possuem ainda uma interface para mouse padrão PS/2. Usando este tipo de mouse, deixamos ambas as interfaces seriais (COM1 e COM2) livres para outras conexões.

Módulos SIMM-72 (Single In Line Memory Module) e DIMM-168 (Double In-line Memory Module)

A memória é acondicionada em módulos, pequenas placas contendo os circuitos de memória RAM. Atualmente existem dois tipos de módulo: SIMM de 72 terminais fornecem ao microprocessador 32 bits de cada vez. Dois desses módulos são necessários para formar os 64 bits que o Pentium e os demais processadores modernos exigem. As placas de CPU Pentium possuem em geral 4 soquetes para a instalação de módulos SIMM de 72 terminais.

Placas de CPU mais modernas podem operar com módulos de memória maiores, chamados DIMM. Possuem 168 terminais e fornecem ao processador, 64 bits simultâneos. Um único módulo DIMM é capaz de formar um banco de memória.

Os circuitos de memória RAM podem ser construídos utilizando diversas tecnologias. As mais comuns são FPM

(Fast Page Mode), EDO (Externded Data Out) e SDRAM (Synchronous Dynamic RAM). Para o usuário final, a diferença entre essas tecnologias é a velocidade do acesso à memória.

Enquanto os termos “SIMM-72” e “DIMM” dizem respeito ao aspecto físico do módulo de memória, “FPM”, “EDO” e “SDRAM” dizem respeito à tecnologia que os circuitos do módulo utilizam.

Normalmente não há como identificar visualmente se um circuito de memória é FPM ou EDO, por exemplo. Como os circuitos SDRAM em geral são utilizando em módulos DIMM, a identificação é mais fácil. Uma maneira fácil de se identificar qual a tecnologia da memória RAM é através de programas de identificação de hardware, como o PC – Config (download – http://www.holin.com/indexe.htm

A figura 1.7 mostra uma outra placa de CPU Pentium, porém de fabricação mais recente. Uma das principais diferenças é a presença de soquetes para módulos de memória DIMM de 168 vias. Outra alteração notável é a extinção dos módulos COAST para a formação da cache externa. A cache passou a ser formada por chips de encapsulamento TQFP, soldados diretamente na placa de CPU.

Os reguladores de voltagem já estavam presentes nas primeiras placas de CPU Pentium, mas agora merecem atenção especial. Nas primeiras dessas placas, esses reguladores entregavam ao Pentium, apenas as tensões de 3,3 e 3,5 volts. Nas placas modernas, existe um regulador para 3,3 volts (tensão externa do processador) e outro que é variável, podendo gerar diversos valores de voltagem (tensão interna do processador). Este segundo regulador deve ser ajustado, através de jumpers, para gerar a voltagem interna que o processador exige.

Na figura 1.8 temos uma placa de CPU Pentium I. Alguns de seus componentes são iguais aos encontrados nas placas mais antigas, mas outros são bastante diferentes. Os componentes iguais são:

Slots ISA e PCI BIOS Chips VLSI Conectores das interfaces IDE e interface para drivers Jumpers Conexões para o painel frontal do gabinete Bateria do CMOS Soquetes para memórias

Encontramos ainda algumas características que são próprias do Pentium I, Pentium II e Celeron:

Soquete para o processador

Os Processadores Pentium I, Pentium II e Celeron são construídos dentro de um cartucho denominado SEC (Single Edge Contact). Esse cartucho é encaixado na placa-mãe através de um soque chamado slot 1. Note que apesar disso existem processadores que utilizam um encapsulamento diferente que utilizam portanto um soquete ZIF (Zero Insertion Force) e dispõe de uma pequena alavanca sem um dos seus lados. Levantando-se a alavanca em 90º, podemos encaixar o processador no soquete livremente. Devemos encaixar o processador fazendo coincidir a marcação de “pino 1” dele com marcação de “pino 1” do soquete. Após o correto encaixe do microprocessador, abaixamos a alavanca para sua posição original.

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