Índice de Consciência Ambiental dos Cursos de Graduação da UFRA

Índice de Consciência Ambiental dos Cursos de Graduação da UFRA

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No Grupo I – Produção Animal (Fig. 3), o desenvolvimento dos dois índices é similar, mas apesar disto as suas variáveis interferentes não são exatamente as mesmas. No índice de Zootecnia em relação ao 2º e 4º semestres, a variável Atitudes Ambientais (A) interfere em maior grau, o que indica pouco comprometimento dos discentes no cuidado com o patrimônio da universidade, logo depois vem o Comprometimento (C) e Extensão (E), ou seja, pouco incentivo a participação em eventos que envolvam EA. Já em Medicina Veterinária o decréscimo do 2º para o 4º é explicada pela variável (C), em virtude do pouco envolvimento da turma e, na opinião do discente, pouquíssimo comprometimento do professor com a questão de EA. O acréscimo do 6º semestre e o decréscimo do 8º semestre em Medicina Veterinária é evidenciado pelas variáveis Contexto Familiar (CF) e Extensão (E), respectivamente; já para Zootecnia as variáveis Interesse (IN) e

(CF) influenciam para o crescimento, mostrando que os alunos do 6º semestre interessam-se por EA e aplicam de alguma forma em casa, no caso do 8º semestre as variáveis (E), (C) e (IN) são as menores, levando a conclusão que falta incentivo e comprometimento dos alunos e, no olhar do discente, pouco envolvimento do corpo docente com a EA como ferramenta interdisciplinar.

2º Semestre4º Semestre6º Semestre

Grupo I -Tecnológicos

Info. Agrária

Lic. em Computação

VII Simpósio Brasileiro de Engenharia Ambiental

Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC

Associação Brasileira de Engenharia Ambiental – ASBEA Criciúma(SC) / 29 de abril à 01 de maio de 2012

Figura 3 – Gráfico mostrando os I.C.A. dos cursos classificados no grupo de produção animal. Fonte: Os autores

Análise do I.C.A. da UFRA

O gráfico (Fig. 4) mostra o I.C.A. geral da UFRA, obtido através da média aritmética dos resultados dos cursos e mostra a situação atual do nível de consciência ambiental desta instituição. Analisando de maneira criteriosa os dados obtidos, verificou-se que no período entre o 2º e o 4º semestre há um decréscimo elevado no índice, este mesmo comportamento é observado para a maioria dos cursos (com exceção de Informática Agrária que apresentou um crescimento nesse período). Esse comportamento é explicado devido a maior inclusão da EA no ensino, frente às problemáticas envolvendo o meio ambiente em escala mundial, evidenciado pelos meios de comunicação, o que acarreta discursões em sala de aula sobre a temática.

Figura 4 – I.C.A. da UFRA em geral, determinado a partir dos I.C.A. dos cursos de graduação. Fonte: Os autores

2º Semestre4º Semestre6º Semestre8º Semestre

Grupo I -Produção Animal

Med. Veterinária

Zootecnia

V a l o r es do

I.C.A. da UFRA

VII Simpósio Brasileiro de Engenharia Ambiental

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Associação Brasileira de Engenharia Ambiental – ASBEA Criciúma(SC) / 29 de abril à 01 de maio de 2012

Fazendo um balanço do I.C.A. de todos os cursos, constatamos que todos estão no intervalo entre 4 e 6, correspondendo a uma Consciência Ambiental Mediana.

O objetivo desta pesquisa foi determinar e analisar o I.C.A. dos graduandos da UFRA e compará-lo com os índices dos cursos de graduação desta IES e assim, mostrar quais são os pontos deficientes em cada curso; possibilitando, através da análise das variáveis que influenciam para o decréscimo ouacréscimo do índice, a reformulação e correção dos erros metodológicos que possam estar ocorrendo.

Um ponto importante na relação EA nos cursos é o histórico da implantação da Educação Ambiental (HIEA) na UFRA de forma interdisciplinar, que ainda é muito recente dentro da instituição, ou seja, essa variável explica o porquê dos cursos ainda terem pouco desenvolvimento na formação dos discentes na questão EA, ou em alguns casos até decrescimento do índice. Além disso, a questão do envolvimento dos docentes na temática transversal da educação ambiental, interpretada pelos alunos, ainda mostra-se pouco difundida na instituição como um todo.

Contudo, ressaltamos que as variáveis analisadas por este estudo não são as únicas que contribuem para formação da consciência ambiental dos discentes. Através da análise dos gráficos ficou evidenciado que na maioria dos cursos de graduação há um decréscimo no período correspondente entre o 2º a 4º semestres, isto ocorre devido à interferência de uma variável externa (extrínseca), pois como tratam-sede alunos que adentraram a poucotempo na universidade, estes já vem com certa consciência ambiental, obtida através do atual modelo de ensino proposto pelo MEC, o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), este aborda de forma ampla as questões socioambientais e econômicas e como a média obtida no ENEM é parte integrante do processo seletivo para ingresso na UFRA, esta variável mostrouseinterferente na obtenção do I.C.A. para o período estudado.

Já para o período do 4º a 8º semestre os resultados mostraram-se satisfatórios com a hipótese levantada pela pesquisa em relação ao desenvolvimento da consciência dos discentes, a análise dos gráficos mostrou que aumentou a consciência dos discentes com o passar dos anos a Universidade o que comprova a importância da interdisciplinaridade no ensino superior.

BORJA, P. C. Avaliação da qualidade ambiental urbana: uma contribuição metodológica. 1997. 254 f. Dissertação (Mestrado em Urbanismo) – Faculdade de

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VII Simpósio Brasileiro de Engenharia Ambiental

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Associação Brasileira de Engenharia Ambiental – ASBEA Criciúma(SC) / 29 de abril à 01 de maio de 2012

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REIGOTA, Marcos. O que é educação ambiental. 3 reimpr. da 1. ed. São Paulo: Brasiliense. 2009. 63 p. (Coleção primeiros passos).

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SINDICATO DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO CIVIL NO ESTADO DE MINAS GERAIS. Número-Índice: uma visão geral. 2. ed. Belo Horizonte: SINDUSCON-MG,

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