CONCEPÇÕES DE ESTUDANTES, CONSTANTE DE EQUILÍBRIO

CONCEPÇÕES DE ESTUDANTES, CONSTANTE DE EQUILÍBRIO

Edson Brelaz1

Maria Madalena Ramos Ferreira2

Marlucia Cardoso Bentes3 Raimundo Ribeiro Passos4

1 REFERÊNCIA

MACHADO, Andréa Horta; ARAGÃO, Rosália Maria Ribeiro de. Equilíbrio Químico: Uma breve reflexão. Revista Química Nova na Escola. São Paulo. N° 4, NOVEMBRO 1996. <w.qnesc.sbq.org.br/online/qnesc25/ccd02.pdf> Acessado em 03 de jul. de 2011.

2 CREDENCIAIS DOS AUTORES

Andréa Horta Machado é Bacharel e Licenciada em Química pela Universidade Federal de Minas Gerais, mestre e doutoranda em educação pela Universidade Estadual de Campinas, professora do Colégio Técnico da UFMG, Belo Horizonte - MG.

Rosália Maria Ribeiro de Aragão é Licenciada em Letras, livre-docente em educação e docente do Departamento de Metodologia de Ensino, Faculdade de Educação, Unicamp, Campinas - SP.

3 DADOS CATALOGRÁFICOS Autores: Andréia Horta Machado, Rosália Maria Ribeiro de Aragão. Chamada: O Aluno em foco. Palavra chave: equilíbrio químico, concepções dos estudantes. Revista: Química Nova na Escola

Volume: 04 Mês: novembro.

Ano: 1996. Página Inicial: 18 Página Final: 20.

1 Estudante de Licenciatura Plena em Química na Universidade Federal do Amazonas. É atualmente, Licenciado

em Biologia, Professor de Ciências - SEMD no município de Manaus, e-mail: edsonbrelaz@yahoo.com.br

2 Estudante de Licenciatura Plena em Química na Universidade Federal do Amazonas. É atualmente, Pedagoga com Especialização em Gestão Escolar, Bacharel em Filosofia com Especialização em Metodologia do Ensino, Coordenadora Pedagógica da Escola Estadual Prof. Samuel Benchimol – SEDUC no Município de Manaus, email: ramosferreira.madalena@gmail.com

3 Estudante de Licenciatura Plena em Química na Universidade Federal do Amazonas. É atualmente, Licenciada em Matemática e Especialista no Ensino de Matemática, Professora de Química na Escola Estadual Rio Preto da Eva - SEDUC no Município do Rio Preto da Eva, e-mail: marluciabentes3000@hotmail.com

4 Prof. Dr. do Curso de Físico Química da Universidade Federal do Amazonas – UFAM.

Pró-Reitoria de Ensino de Graduação

Plano Nacional de Formação dos Professores da Educação Básica - PARFOR Coordenação do Curso Especial de Segunda Licenciatura em Química

4 RESUMO DA OBRA

Este artigo discute concepções de alunos do nível médio sobre equilíbrio químico, com base em dados obtidos numa investigação realizada no contexto de sala de aula. Na análise, são destacadas as idéias que relacionam o estado de equilíbrio químico, à ausência de alterações nos sistemas e as que consideram reagentes e produtos em recipientes separados. Também é analisada a dificuldade em se diferenciar o que é igual do que é constante no estado de equilíbrio químico e são discutidas concepções relacionadas à constante de equilíbrio.

4.1 Concepções de estudantes, constante de equilíbrio

O estudo foi realizado com 37 alunos da 2ª Série do Ensino Médio com finalidade de saberem até que ponto os estudantes compreendem, a nível atômicomolecular o que ocorre em um sistema em estado de equilíbrio químico.

Segundo as autoras “em geral, as abordagens encontradas nos livros didáticos, bem como as observadas em salas de aula do ensino médio, tendem a enfatizar aspectos quantitativos (matemáticos) relacionados ao conceito, em detrimento de uma abordagem qualitativa”, uma vez que a temática da constante de equilíbrio está relacionada a muitos outros temas, tais como reação química, reversibilidade das reações, cinética, dentre outros.

Ao final do estudo realizado, as autoras perceberam que os alunos foram capazes de calcular constantes de equilíbrio a partir das concentrações de reagentes e produtos, a estratégia utilizada foi tão boa que eles conseguiram até mesmo prever nas reações quando “o equilíbrio se desloca no sentido que favorecer a formação de reagentes ou de produtos”.

Porém, apesar desse sucesso, elas observaram que se tratava apenas de uma “mera execução mecânica de cálculos, sem o estabelecimento de relação com os aspectos observáveis e mensuráveis, bem como com aqueles aspectos relacionados aos modelos para a constituição das substâncias, dificulta e, em alguns casos, pode impossibilitar a compreensão dos aspectos fundamentais do conhecimento sobre o estado de equilíbrio químico”.

O estudo foi realizado em um período de dois meses, com gravação em vídeo e entrevista junto aos alunos, foi solicitado que eles realizassem “atividades envolvendo a representação de sistemas no estado de equilíbrio e que respondessem por escrito a algumas questões. Sendo examinado todo material produzido por eles, com avaliações e trabalhos propostos pelo professor”.

4.2 O que os alunos sabem sobre equilíbrio?

No segundo tópico do artigo Machado e Aragão, verificam que o conceito de equilíbrio químico é restrito apenas à disciplina de química. Entretanto, quando esse conceito é introduzido em sala de aula, percebeu-se que os estudantes “já trazem consigo concepções e experiências relacionadas à idéia de equilíbrio, o que segundo elas, pode ocasionar dificuldades na aprendizagem do conceito científico”. Pois os alunos associam concepções de equilíbrio advindas de experiências com algumas situações do seu cotidiano, “tais como andar de bicicleta, observar uma balança ou, ainda, de estudos formais envolvendo tal conceito que têm lugar, sobretudo, na disciplina de física”.

Assim, pode-se observar que as relações com a natureza macroscópica e sensorial apresentam-se associáveis apenas ao mundo cotidiano concreto e não ao abstrato que é o caso do ensino dos conceitos do equilíbrio químico. “Em consonância com essas experiências, as concepções de equilíbrio aparecem associadas à idéia de igualdade, apresentando também dimensões relacionadas às características estáticas que envolvem esses tipos de equilíbrio”.

4.3 O que os alunos aprenderam sobre equilíbrio químico?

Quando as autoras verificaram o que os alunos haviam aprendido sobre o equilíbrio químico, notou-se que muitos deles “relacionaram o estado de equilíbrio químico à ausência de alterações no sistema, o que inclui a concepção de que a reação não acontece mais”. Pois os alunos tendem a conceber o equilíbrio como um estado no qual nada mais ocorre, ou seja, uma concepção de equilíbrio limitada ao „equilíbrio estático‟.

Ver-se assim, que o tema equilíbrio químico é um dos assuntos mais difíceis de compreensão para alunos do Ensino Médio. Por se tratar de um tema de natureza abstrata que demanda o domínio de um grande número de conceitos subordinados, por exemplo:

A igualdade das velocidades das reações de formação de produtos e de reconstituição de reagentes; A reversibilidade das reações; A coexistência de reagentes e produtos em um mesmo recipiente e o dinamismo que envolve a reorganização constante das espécies reagentes e produtos da reação.

4.4 Concepções sobre a constante de equilíbrio

Quanto à compreensão dos alunos em relação à constante de equilíbrio, segundo as autoras, “é concebida como uma „entidade matemática‟ capaz de influenciar diretamente o fenômeno da transformação química. Ver-se então, que “os estudantes não atribuem à constante de equilíbrio significados que lhes possibilitem, por exemplo, relacionar seu valor numérico ao que este pode estar representando em termos de concentração de reagentes e produtos, e, portanto, em termos da extensão da reação”.

5 CONCLUSÃO DA RESENHISTA

Neste artigo foram discutidos aspectos problemáticos no processo de ensino/aprendizagem e compreensão envolvendo as concepções dos alunos, quanto ao conceito de equilíbrio químico, tais como a ausência de contextualização e de experimentos durante as aulas; dificuldades relacionadas com o cotidiano do aluno e a natureza abstrata dos conceitos químicos, além do sério problema com os livros didáticos que são comumente utilizados no ensino médio, relacionados principalmente com erros conceituais e falta de contextualização e abordagem histórica.

6 CRÍTICA DA RESENHISTA

A análise do artigo permitiu-nos perceber que algumas vezes os modelos de ensino são usados de maneira inadequada em sala de aula, não por culpa dos professores de nível médio, mas por parte de alguns autores de livros didáticos. Pois a maioria dos livros didáticos no ensino de química apresentar desenhos que somente descrevem ou ilustram alguns sistemas, não fundamentando nenhuma discussão de idéias.

Além disto, alguns desenhos estão colocados na lateral das páginas, o que pode não chamar a atenção dos alunos. Aspectos como esses parecem indicar que o próprio autor não vê utilidade no modelo de ensino que acrescenta ao seu texto. Por conta disso, entendemos a enorme dificuldade dos alunos em compreender o ensino de química de modo em geral.

7 RECOMENDAÇÃO DA RESENHISTA

Recomendamos o artigo em análise por ser ele um estudo de caso junto a alunos do ensino médio, o qual é riquíssimo de exemplos que podem ser reutilizados em sala de aula para uma discussão em grupo com professores e alunos.

6 ANEXO

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