Aula 26 - anticoncepcional - parte 02

Aula 26 - anticoncepcional - parte 02

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PROFº: HUBERTT GRÜN. Página 1

REPRODUÇÃO E EMMBBRRIIOOLLOOGGIIAA ANTICONCEPCIONAL – PARTE 02

Diafragma:

É um método anticoncepcional de uso feminino que consiste num anel flexível, coberto no centro com uma delgada membrana de borracha ou silicone em forma de cúpula que se coloca na vagina cobrindo completamente o colo do útero. Imagem retirada da página: http://www.anticoncepcao.org.br/html/manual/corpo/cap8/di afragma.jpg

Este método forma uma barreira, impedindo que os espermatozóides entrem no útero.

Deve ser utilizado em conjunto com a geléia espermicida (componente químico capaz de matar os espermatozóides), dessa forma assegura a prevenção da gravidez com 98% de eficácia. Existem diafragmas de diversos tamanhos, sendo necessário medição por profissional de saúde treinado, para determinar o tamanho adequado a cada mulher. A vida média útil do diafragma é de cerca de 2 anos, se observadas as recomendações do produto.

Técnica de uso: Deve ser introduzido momento antes da relação sexual e recomenda-se aplicar espermicida em torno do anel metálico. A retirada deve ocorrer no mínimo de 8 a 24 horas após a relação sexual. A troca por novo diafragma deve ocorrer quando este perde suas características ou se a mulher altera seu peso de 5 Kg ou mais. Imagem retirada da página: http://pt.wikipedia.org/wiki/Diafragma_%28m% C3%A9todo%29

Vantagens: Utilização fácil, baixo custo. Pode ser usado com geléia espermicida, aumentando a proteção. Protege o colo do útero contra eventuais lesões e infecções durante a relação sexual. Pode ser utilizado durante a amamentação, pois não interfere no leite. Não é descartável, possui durabilidade entre 2 e 3 anos quando cuidado adequadamente. Pode ser usado junto com o preservativo masculino, aumentando assim, a proteção.

Desvantagens: Pode ocorrer corrimento vaginal intenso e odor fétido;·pode aumentar o risco para infecção do trato urinário; irritação vaginal por alergia a látex ou ao espermicida.

Espermicidas:

Os espermicidas são produtos que se colocam dentro da vagina antes da penetração para destruir a ação fértil dos espermatozóides. Então, são substâncias que matam os espermatozóides. Quando usados sozinhos não conferem proteção adequada.

Os espermicidas são encontrados sob a forma de geléias, tabletes, espumas e supositórios. Os cremes, as geléias e as espumas agem pouco após a sua colocação, enquanto que os tabletes e supositórios demoram cerca de 10-15 minutos para se dissolverem. Imagem retirada da página: http://www.unifesp.br/dgineco/planfamiliar/anticoncepc ao/barreira_content.htm

Devido à eficácia ser apenas relativamente confiável, é desaconselhável utilizar os espermicidas como método contraceptivo exclusivo sendo portanto recomendado que seja associado ao uso do diafragma ou condom ou com algum outro método.

Vantagens: Uso simples, disponível sem receita médica, aumenta a umidade (lubrificação) durante as relações sexuais. Alguma proteção contra ITG (infecção no trato genital) e outras DST (por exemplo: HIV/AIDS).

Desvantagens: Precisa esperar 7 a 10 minutos após aplicação antes do ato (tabletes, supositórios). Pode causar reações alérgicas.

Contraceptivos Orais:

A Pílula como são popularmente conhecidos os contraceptivos orais, possivelmente é o método de contracepção mais comum no mundo.

A pílula anticoncepcional contém dois hormônios que são a progesterona e o estrógeno, eles atuam inibindo a ovulação e conseqüentemente a gravidez. Imagem retirada da página: http://mundoeducacao.uol.com.br/sexualidade/pilulaanticoncepcional.htm

Utilização: A primeira pílula deve ser tomada no início do ciclo menstrual (no dia indicado na bula). Nos vinte dias seguintes, uma pílula por dia, no mesmo horário. Aí, deve ficar sete dias sem tomar. Neste intervalo, acontece a menstruação. Passados sete dias desde a última pílula da cartela, você começa uma nova, independente do dia em que começou a menstruação.

Vantagens: O uso da pílula evitam a gravidez e reduz a ocorrência de cólicas menstruais, tensão pré-menstrual, sangramento irregular (em mulheres cujas menstruações eram irregulares), anemia, cistos mamários, cistos de ovários, gravidez tubária (gravidez localizada em uma tuba uterina, um tipo de gravidez ectópica) e infecção tubária. A mulher toma diariamente e não precisa utilizar métodos na hora da relação sexual. Quando suspenso o uso da pílula, os ovários voltam à função normalmente.

Desvantagens: Exige disciplina, pois deve ser tomada diariamente, sempre no mesmo horário. Se a mulher esquecer de tomar o comprimido poderá engravidar. O sangramento em intervalos irregulares durante o ciclo menstrual é comum durante os primeiros meses de uso de contraceptivos orais. Algumas mulheres aumentam um pouco de peso quando começam a tomar a pílula, porque o corpo delas retém mais líquido. Não previne contra as DST/AIDS.

Contraceptivos Injetáveis:

É um método bastante seguro, constituído de injeções ou implantações subcutâneas sólidas de hormônios sexuais femininos, que impedem que a mulher ovule, impossibilitando desta forma a gravidez. Portanto, funcionam como a pílula, com a diferença de que, ao invés de tomar oralmente todos os dias, pode ser aplicado a cada três meses, ou mensalmente. Na aplicação mensal é injetado dois hormônios (estrógeno e progesterona), enquanto que na trimestral é aplicado somente o progesterona. Imagem retirada da página: http://www.simplescidade.com.br/wpcontent/injecao_tratada2_01.jpg

Vantagens: As injeções são bastante eficazes, não interferem nas relações sexuais e só necessita que a mulher se lembre da data da nova aplicação.

Desvantagens: Como a mulher recebe doses altas de hormônio é preciso estar atenta aos efeitos colaterais que são: falta de menstruação; menstruações mais longas ou sangramentos entre as menstruações; aumento de peso; dores de cabeça; demora vários meses para poder ficar grávida depois de suspender o uso.

Anel Vaginal:

É um pequeno anel flexível de superfície lisa, não porosa e não absorvente, que é inserido na parte superior da vagina, uma região bastante elástica e não sensível ao toque.

Imagens retiradas das páginas: http://www.unifesp.br/dgineco/planfamiliar/anticoncepcao/hormonais_content.htm e http://turma.sapo.pt/gfx/245372.gif

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Adesivos Cutâneos:

Foi lançado no Brasil em Março de 2003 o Evra. O Evra é um adesivo anticoncepcional que deve ser colado na pele, em diversos locais do corpo, permanecendo na posição durante uma semana.

Vantagem é que a mulher não precisará tomar a pílula todo dia e nem esquecerá. Outra vantagem é que os hormônios serão absorvidos diretamente pela circulação evitando alguns efeitos colaterais desagradáveis da pílula oral.

Imagem retirada da página: http://www.afh.bio.br/reprod/reprod8.asp

Contracepção de Emergência (Pílula do Dia Seguinte):

A pílula do dia seguinte é um contraceptivo de emergência, que pode ser usado pelas mulheres para evitar uma gravidez indesejada depois de uma relação sexual desprotegida.

Utilização: A embalagem possui dois comprimidos. O primeiro deve ser tomado até 72 horas após a ocorrência de uma relação sexual desprotegida e nunca depois de ultrapassado este prazo, quando então não fará mais efeito. O segundo comprimido deve ser tomado 12 horas após o primeiro. Se ocorrer vômitos até 2 horas após a ingestão do comprimido, a dose deverá ser repetida.

O DIU é o método contraceptivo mais utilizado no mundo. O

DIU é um aparelho que é colocado dentro do útero da mulher. O mais usado é o T de cobre que afeta os espermatozóides, matando-os ou diminuindo sua movimentação. Altera também o muco cervical, a cavidade uterina e a movimentação das trompas.

Imagem retirada da página: http://bp3.blogger.com/_VUe92W7Zq2Y/Rv_qgoygMyI/AAAAAAAAAIA/f6o6- HgE6h4/s1600-h/diu.jpg

O DIU está mais indicado naquela mulher que já tem filhos e quer espaçar mais a próxima gravidez (3-5 anos), ou quando a família já está completa; nas mulheres que apresentam contraindicações aos métodos anticoncepcionais hormonais (pílula, injeção); logo após o parto, no período de amamentação, visto que este método não interfere na amamentação.

Existem dois tipos principais: 1) o DIU de cobre, largamente utilizado, disponível no sistema único de saúde; e 2) o DIU com hormônio (um tipo de progesterona), de alta eficácia e que apresenta uma ação especial de alterar o muco do colo uterino, impedindo que os espermatozóides cheguem ao útero. O DIU é colocado pelo médico, de preferência durante o período menstrual, e apresenta durabilidade de alguns anos (depende do tipo). É extremamente eficaz, sendo que o risco de gravidez é bastante pequeno.

Vantagem: É um método eficaz, reversível (a mulher pode ficar grávida quando retirar o aparelho), não interfere nas relações sexuais e pode ser usado durante a amamentação.

Imagem retirada da página: http://www.injeflex.com.br/images/utero_diu.gif

A esterilização cirúrgica é um método de anticoncepção definitiva deliberadamente decidida pela mulher ou pelo homem para impedir as possibilidades naturais de procriação. Vasectomia:

A vasectomia é uma operação realizada nos homens que consiste em cortar os canais deferentes para evitar que os espermatozóides possam se unir com o óvulo.

Imagem retirada da página: http://www.impotenciasexual.com.br/images/fotos/vasectomia.jpg

Desvantagens: É irreversível e permanente, portanto a decisão por vasectomia precisa ser bem pensada pelo casal. Não oferece proteção imediata por isso é necessário utilizar, por um tempo, outros métodos até que os espermatozóides armazenados sejam expelidos (30 ejaculações). O homem pode sentir um pouco de desconforto durante e depois da cirurgia. Depois da operação pode ocorrer infecções que serão tratadas pelo médico.

Ligadura de Trompas:

A Ligadura de Trompas é uma cirurgia, realizada na mulher.

Este método consiste em ligar e cortar as Trompas de Falópio, para impedir que o óvulo atinja o útero, e dessa forma seja fecundado e implantado. A eficácia desse método é muito alta, mas não chega a 100%, pois falhas na operação fazem com que aproximadamente uma em cada 300 mulheres engravide depois da ligadura.

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