Efeitos de um programa de condicionamento fisico

Efeitos de um programa de condicionamento fisico

UFPB – PRG _____________________________________________________________X ENCONTRO DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA EFEITOS DO PROGRAMA DE CONDICIONAMENTO FÍSICO DO DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA (UFPB) EM SERVIDORES, ALUNOS E COMUNIDADE DE JOÃO PESSOA, PB Samuel Peixoto Rocha¹, Aline Teles Storni 2 , Ladislau Chaves 2 Solon José Gonçalves De Sousa³ Maria Do Socorro Cirilo De Sousa 4 Centro de Ciências da Saúde/ Departamento de Educação Física/MONITORIA

RESUMO A prática regular de atividade física orientada traz vários benefícios ao organismo, tais como, melhora das funções cardiovasculares, previne doenças degenerativas, diminui os índices de gordura corporal, melhora dos aspectos psicológicos, tais como: humor, sono, ansiedade, estresse, entre outros. Esse trabalho objetiva verificar o efeito de um treinamento físico programado e individualizado no período de 16 semanas. A metodologia decorre de um estudo longitudinal, de campo, com 14 participantes inscritos no Programa de Condicionamento Físico do Departamento de Educação Física da UFPB, submetidos a medidas antropométricas e programa de exercícios em grupo com acompanhamento individua em 3 sessões semanais, sendo 2 de ginástica aeróbia (corrida e caminhada) e localizada (exercícios dinâmicos por repetições, de acordo, com testes de carga) e 1 de aeróbia (corrida e caminhada), a duração das sessões foi de 60 minutos, com intensidades entre 75% e 85% da FCmáx. e controle de percepção de esforço de Borg. Para o controle da sobrecarga dos exercícios utilizou se uma ficha de registro individual do volume e intensidade dos exercícios (FCIVIE), elaborada pelo professor orientador, e aplicada durante o quadrimestre: agosto, setembro, outubro e novembro do ano de 2006. Aplicou se bateria de testes (Caminhada Rockport Teste, Abdominais, glúteos, membros superiores e inferiores, exercícios testes por repetição de 1 minuto Pollock; Wilmore, 1993), em 3 intervenções (AV1, AV2 E AV3). Para análise dos dados utilizou se a estatística descritiva de média, desvio padrão, valor máximo e mínimo e o percentual de magnitude de valores. Os resultados encontraram que: nos exercícios aeróbios eles obtiveram uma melhora de 99% (1,07+4,98min). Para os neuromusculares: 90% (26,64+13,18rep) nos abdominais, membros inferiores de 69% (35,86+17,35rep), glúteos de 67%(39,50+13,84rep), membros superiores 75% (31,57+13,90rep). Pode se concluir que um treinamento físico programado e individualizado no período de 16 semanas por atividades físicas planejadas traz melhoras no condicionamento físico geral, que seja cardiorrespiratório ou neuromuscular, considerando que o instrumento de registro para acompanhamento, FCIVIE, foi viável para o controle do treinamento em grupo, porém acompanhado de forma individualizada em sala de ginástica. Palavras chave: Educação Física, Funções cardiovasculares, Aspectos psicológicos. INTRODUÇÃO A prática regular de atividade física traz vários benefícios ao organismo, tais como, melhora das funções cardiovasculares, previne doenças degenerativas, diminui os índices de gordura corporal, melhora dos aspectos psicológicos, tais como, humor, sono, ansiedade, estresse, entre outros. O exercício físico provoca uma série de respostas fisiológicas, resultantes de adaptações autonômicas e hemodinâmicas que vão influenciar o sistema cardiovascular. Diversos estudos demonstraram o seu efeito benéfico sobre a pressão arterial. Em indivíduos sedentários e hipertensos, reduções clinicamente significativas na pressão arterial podem ser conseguidas com o aumento relativamente modesto na atividade física, acima dos níveis dos sedentários, além do que o volume de exercício requerido para reduzir a pressão arterial pode ser relativamente pequeno, possível de ser atingido mesmo por indivíduos sedentários. Várias instituições e organizações tais como a International Federation of Sports Medicine (1990), a Organização Mundial de Saúde (Bijnen et al., 1994) e o Colégio Americano de Medicina Desportiva (Pate et al., 1995) têm enfatizado a importância da adoção de atividade física regular para a melhoria dos níveis de saúde individual e coletiva, especialmente para a prevenção e reabilitação da doença cardiovascular.

O excesso de gordura corporal está associado a diversas doenças de dimensão física e psicológica, incluindo doenças cardíacas, hipertensão, diabetes, osteoartrite, transtornos de ansiedade entre outros (NAHAS, 2001). De acordo com Goldberg & Elliot (2001), a atividade física é uma alternativa saudável para a redução do peso corporal, principalmente na redução da gordura corporal. Entre os exercícios mais conhecidos e adequados estão as caminhadas (uma hora pelo menos), o ciclismo a passeio (40 minutos), o trote (40 minutos) e a ginástica aeróbia proporcional a capacidade física do indivíduo em termos de tempo e intensidade (excetua se a ginástica aeróbia de alto impacto, pelos riscos de lesão). Estudos realizados nos EUA afirmam que a prática sistemática do exercício físico para a população em geral está associada à ausência ou a poucos sintomas depressivos ou de ansiedade. Mesmo em indivíduos diagnosticados clinicamente como depressivos, o exercício físico tem se mostrado eficaz na redução dos sintomas associados à depressão (Pitts, 1967). Segundo O'Connor e Youngstedt(1995), o sono de pessoas ativas é melhor que o de pessoas inativas, com a hipótese de que um sono melhorado proporciona menos cansaço durante o dia seguinte e mais disposição para a prática de atividade física. Com isso temos como objetivo identificar se houve melhora no condicionamento físico, depois de um treinamento programado e individualizado. MÉTODOS CARACTERIZAÇÃO DO ESTUDO: Decorre de um estudo de campo, longitudinal. AMOSTRA: A amostra foi composta por 14 participantes inscritos junto ao departamento de educação física da UFPB, que estiveram presentes nos meses de agosto, setembro, outubro e novembro do ano de 2006. PROCEDIMENTOS PARA A COLETA DOS DADOS: Primeiramente foi feito uma avaliação física no LABOCINE. Essa avaliação é composta por: anamnese, medidas de circunferência, de diâmetros ósseos, dobras cutâneas, massa corporal, estatura e posterior calculo para classificação dos resultados. Na pista foi feito o TESTE DE CAMINHADA 1600m (HOCKPORT 1 – mile walk test), para calculo do VO2. No Ginásio de Ginástica (G), foram executados diversos testes envolvendo vários segmentos corporais. Os testes tinham um minuto de duração com mais um de descanso. Os testes tiveram o seguinte procedimento: Abdominal: Os alunos ficavam em decúbito dorsal, com as pernas semi flexionadas. Eram ajudados por outra pessoa, que seguram seus pés. Tinham que elevar o abdome até encostar se às coxas, e repetir o máximo de vezes possível no intervalo de um minuto. Membros Superiores: Os alunos, utilizando alteres de 2Kg, realizavam o movimento de Rosca Bíceps. Depois do descanso de 1 minuto, eles realizavam o teste de tríceps, de pé, eles faziam uma flexão do tronco, com as pernas uma a frente da outra, e com o altere de 2 Kg, realizavam o movimento elevando o antebraço. Glúteo: Os alunos, na posição de quatro apoios, faziam à elevação de uma perna, até o máximo, primeiro a perna direita, depois à esquerda. Após o descanso, os alunos, ainda em quatro apoios, realizavam a abdução da perna flexionada. Membros inferiores: o aluno, em decúbito dorsal, com uma perna flexionada e a outra estendida, faz elevação da perna estendida o máximo de vezes possíveis dentro do intervalo de um minuto. Após os testes, foi feita a prescrição do exercício, de acordo com os resultados obtidos. Cada aluno possuía uma ficha individual, que o acompanhava durante as aulas. A cada aula os alunos faziam uma avaliação de intensidade, de acordo com a escala de Borg, com isso, a carga era alterada da para a próxima aula. PLANO DE ANALÍTICO: Foi utilizado o programa Excel da Microsolft para formulação do banco de dados e a estatística descritiva para calculo de média, desvio padrão e máximo e mínimo. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS E DISCUSSÃO A tabela 01 apresentada inicialmente analisou o resultado pela estatística descritiva de média, desvio padrão, valores máximo e mínimo que caracterizam a amostra do grupo durante o mês de setembro.

UFPB – PRG _____________________________________________________________X ENCONTRO DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA TABELA 01: média, desvio padrão, valores máximo e mínimo das variáveis caminhada, abdominais, membros inferiores, glúteos,membros superiores relacionadas ao mês de setembro. VARIÁVEIS DO MÊS DE SETEMBRO MÁXIMO MÍNIMO MÉDIA E DP Caminhada 10 4 5,57+1,99 Abdominal 22 5 14,71+4,45 Mem. Inferiores 40 5 26,0+10,44 Glúteos 40 5 29,36+9,12 Mem. Superiores 34 5 20,86+8,52

De acordo com o exposto na tabela acima, observa se que os alunos estão com baixos índices de condicionamento físico, apresentando na caminhada média de 5,57+1,9, que corresponde a 2200m. Nos testes neuromusculares eles apresentaram para os abdominais 14,71+4,45, para os membros inferiores 26,10+10,4, para os glúteos 29,36+9,12 e para os membros superiores 20,86+8,52 A tabela 02 apresenta o resultado pela estatística descritiva de média, desvio padrão, valores máximo e mínimo que caracterizam a amostra do grupo durante o mês de outubro. TABELA 02: média, desvio padrão, valores máximo e mínimo das variáveis caminhada, abdominais, membros inferiores, glúteos,membros superiores relacionadas ao mês de outubro. VARIÁVEIS DO MÊS DE OUTUBRO MÁXIMO MÍNIMO MÉDIA E DP Caminhada 22 4 8,29+4,53 Abdominal 39 10 24,86+10,52 Mem. Inferiores 55 10 34,50+14,08 Glúteos 55 10 36,64+12,83 Mem. Superiores 52 10 28,93+12,30 A tabela 02 mostra que em todas as variáveis os alunos tiveram uma melhora no seu condicionamento físico, pois durante as aulas eles tiveram um aumento no número de voltas na pista de atletismo da UFPB de 74%, passando para 8,29+4,53. Para os abdominais os alunos apresentaram 24,86+10,52, indicando uma melhora de 84%. Essa melhora também aconteceu para os membros inferiores sendo de 66% (34,50+14,08), glúteos, sendo de 62% (36,64+12,83), e membros superiores, sendo de 69% (28,93+12,30). A tabela 02 apresenta o resultado pela estatística descritiva de média, desvio padrão, valores máximo e mínimo que caracterizam a amostra do grupo durante o mês de outubro. TABELA 03: média, desvio padrão, valores máximo e mínimo das variáveis caminhada, abdominais, membros inferiores, glúteos,membros superiores relacionadas ao mês de novembro. VARIÁVEIS DO MÊS DE NOVEMBRO MÁXIMO MÍNIMO MÉDIA E DP Caminhada 23 4 11,07+4,98 Abdominal 54 14 26,64+13,18 Mem. Inferiores 60 7 35,86+17,35 Glúteos 60 14 39,50+13,84 Mem. Superiores 57 12 31,57+13,90

Relacionando os resultados do mês de novembro com o início do trabalho, no mês de setembro observou se que houve uma melhora em todos os exercícios trabalhados. Na parte aeróbia eles obtiveram uma melhora de 99% (1,07+4,98). Para os neuromusculares observou uma melhora de 90% (26,64+13,18) nos abdominais, para os membros inferiores eles obtiveram uma melhora de 69% (35,86+17,35), para os glúteos a melhora foi de 67%(39,50+13,84), e para os membros superiores a melhora foi de 75% (31,57+13,90). CONCLUSÃO De acordo com os resultados obtidos, pode se concluir que a atividade física planejada traz melhoras ao condicionamento físico, seja na parte aeróbia, quanto na neuromuscular. Sugere se que outras áreas da saúde também participem desse projeto, como por exemplo um nutricionista, um médico, um fisioterapeuta, um fisiologista, onde os frutos desse trabalho trariam melhores resultados.

REFERÊNCIAS BIJNEN, F.; CASPERSEN, C. & MOSTERD, W., 1994. Physical activity as risk factor for coronary heart disease: A WHO and International Society and Federation of Cardiology position statement. Bulletin of the World Health Organization, 72:1 4. INTERNATIONAL FEDERATION OF SPORTS MEDICINE, 1990. Physical exercise: An important factor for health. Physician and Sports Medicine, 18: 155 156. NAHAS, M. V. Atividade física, Saúde e Qualidade de Vida. Londrina: Midiograf, 2001. O'Connor PJ, Youngstedt SD. Influence of exercise on human sleep. Exerc SportSciRev1995;23:105 34. PATE, R.; LONG, B. & HEATH, G., 1994. Descriptive epidemiology of physical activity in adolescents. Pediatric Exercise Science, 6:434 447. Pitts FJ, McClure JJ. Lactate metabolism in anxiety neurosis. N Engl J Med 1967;277:1329 36.

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