Plano Aquarela 2020

Plano Aquarela 2020

(Parte 1 de 11)

Plano Aquarela 2020 Marketing Turístico Internacional do Brasil

Mensagens4
Construindo o futuro6
O turismo no mundo8

Sumário

1 – Turismo, Copa e Olimpíadas12
2 – A perspectiva brasileira16
3 – Novo plano para nova fase20
4 – Cenário de futuro do turismo24
5 – Aquarela 2020 – O desenho do plano28
Diagnóstico – O ponto de partida30
Planejamento da estratégia – A visão do futuro36
O plano de ação4
- A agenda 201048
- Agenda 2010/2012 e 2012/201652
Primeira etapa: criação e implantação60
Nova fase do turismo brasileiro62
A construção, as atualizações e os resultados64
1 – O diagnóstico6
2 – A estratégia de marketing72
3 – O plano operacional78
4 – Avanços e conquistas – 2004-200681
1 – Plano Aquarela 2007-200984
2 - Um novo estilo de comunicação turística94
O Brasil alcança um novo patamar100

Resultados Agradecimentos especiais ..................................................................................110

Um grande legado para o país

As grandes transformações que o Brasil viveu nesta década ganharão novo impulso com a realização, com apenas dois anos de intervalo, de uma Copa do Mundo de Futebol e uma edição dos Jogos Olímpicos.

A oportunidade de projetar o país no mundo, de construir uma imagem de modernidade, competência para receber grandes eventos, aliada às já conhecidas belezas naturais e culturais do país, farão do Brasil um dos principais destinos turísticos do mundo até 2020.

Para o Ministério do Turismo, planeja- mento é a palavra-chave para vencer os desafios que temos pela frente para aproveitar essa oportunidade.

Uma parte essencial desse planejamento é o que estamos finalizando agora, com o lançamento do Plano Aquarela 2020 – que traça metas e objetivos para que o Brasil consiga antes, durante e depois dos grandes eventos esportivos se projetar como destino turístico no exterior e, além de aumentar o fluxo de turistas estrangeiros, incentivar que suas viagens ao país durem mais tempo, visitem novos destinos que vão despontar com a grande exposição que teremos na mídia internacional. O objetivo principal é garantir mais desenvolvimento para todas as regiões do país, gerando emprego e renda e dando a contribuição do turismo para a diminuição das desigualdades regionais.

Na outra ponta do planejamento das ações do Ministério do Turismo, estão os temas ligados à qualificação e à promoção dentro do país. Várias ações já estão em andamento, como o programa Olá, Turista, que deve treinar 80 mil pessoas nos idiomas inglês e espanhol somente em 2010.

Vamos olhar também para o grande mercado doméstico para o turismo, incentivando os brasileiros a viajar dentro do país durante os eventos, conhecendo as cidades-sede e os roteiros regionais que estão sendo desenvolvidos para o período dos eventos.

As obras de infraestrutura planejadas trarão uma nova qualidade para a mobilidade urbana, a malha rodoviária, os aeroportos e terminais rodoviários. São questões que impactam diretamente o turismo e se constituirão em grandes legados para o país.

Não podemos esquecer que muito já vem sendo feito, por exemplo, com o Prodetur, um grande programa na área de infraestrutura turística, com obras e ações para melhorar acessibilidade, sinalização turística, saneamento, patrimônio histórico e condições da orla. São US$ 2,3 bilhões em investimentos que ajudarão o Brasil a receber, de braços abertos, e com toda a infraestrutura e qualificação necessária, milhares de turistas brasileiros e estrangeiros na próxima década.

Luiz Barretto Ministro do Turismo Dezembro de 2009

O Brasil revelado

A transformação de eventos esportivos como a Copa do Mundo de Futebol e os Jogos Olímpicos em espetáculos transmitidos para todo o mundo mudou também seu significado para o país e a cidade que os sedia. Hoje, esses megaeventos são capazes de transformar cidades, alavancar o turismo e outros setores da economia e deixar como herança uma imagem melhorada, ampliada e consolidada do país.

O Brasil não será o mesmo depois de sediar, com intervalo de apenas dois anos, a Copa do Mundo de Futebol e os Jogos Olímpicos. Até 2016, serão sete anos de grandes investimentos em infraestrutura, mobilidade, projetos ambientais, qualificação de pessoal, renovação de várias áreas urbanas – muitos deles já iniciados.

atrativos turísticos, de paisagens diversas

Mas a grande oportunidade será revelar, para o mundo, um país ainda pouco conhecido em toda a sua diversidade para os bilhões de pessoas que assistem, pela TV, acompanham na internet ou pelos jornais e revistas, esses eventos. Esses espectadores não assistem apenas as competições, mas têm acesso à divulgação da cultura e da forma de viver do povo, dos principais O Brasil terá, durante um longo período de tempo antes, durante e depois da Copa e das Olimpíadas, a oportunidade de revelar, para o mundo, toda a sua diversidade, sua capacidade de receber grandes eventos, sua nova posição econômica e política no mundo.

O Brasil saberá entrar para a história como mais um caso de sucesso na realização tanto da Copa como das Olimpíadas – eventos que serão marcados por grande conectividade, pela importância da internet como meio de comunicação e promoção até então nunca vista e pela afirmação do Brasil e da América do Sul em uma nova posição no cenário global. O turismo colherá, desse processo, mais frutos do que qualquer outro setor.

Com o Plano Aquarela 2020, a EMBRATUR dá sua contribuição para esse processo, que envolve não só o governo, mas toda a sociedade brasileira. Apoiado em pesquisas, estudos e na experiência exitosa de seis anos de promoção turística internacional, o plano oferece, para a próxima década, o planejamento, a estratégia e as principais ações para trabalhar a promoção e a imagem do Brasil como destino turístico.

Ao oferecer ao país um plano consistente para a próxima década, a EMBRATUR renova seu compromisso com o trabalho, profis- sional e apaixonado, para desenvolver o turismo no Brasil, contribuindo para a geração de emprego, renda e oportunidades para todas as regiões.

Jeanine Pires Presidente da EMBRATUR Dezembro de 2009

Construindo o futuro

Como será o Brasil como destino turístico em 2020? Que imagem os viajantes estrangeiros que nos visitarem daqui a uma década levarão do Brasil? Como será o posicionamento do país no mercado de turismo global após a realização de uma Copa do Mundo e de uma edição dos Jogos Olímpicos? Teremos novos produtos e destinos, novos ícones?

As imagens de sonho que vêm à cabeça dos brasileiros ao tentar responder a essas perguntas é o que perseguimos como meta neste Plano Aquarela 2020, que a EMBRATUR apresenta ao setor de turismo e à sociedade brasileira.

É uma estratégia construída a partir de dois pilares

O primeiro é o posicionamento competitivo que o país já tem hoje, como líder na América Latina, para os principais mercados turísticos do mundo. Esse posicionamento é resultado do trabalho realizado desde 2003, quando o Ministério do Turismo foi criado para garantir a implementação de políticas públicas para o setor e a EMBRATUR recebeu a missão de promover o Brasil como destino turístico no exterior. Um trabalho que trouxe também impactos diretos para o desenvolvimento do país, como a entrada de quase 6 bilhões de dólares em 2008 (número 132% superior ao de 2003) e a consolidação do Brasil no sétimo lugar entre os países que mais recebem eventos internacionais no mundo.

O segundo é o conjunto de pesquisas periódicas realizadas com visitantes estrangeiros, representantes do setor turístico no Brasil e no exterior, sondagens de imagem e acompanhamento da imprensa internacional – que nos dão um diagnóstico atualizado da situação competitiva do país e de sua imagem internacional. Incorporamos também os estudos de importantes experiências de outros países que realizaram Jogos Olímpicos ou Copa do Mundo, buscando adaptá-las à realidade brasileira.

Foram esses referenciais que guiaram também a primeira edição do Plano Aquarela – Marketing Turístico Internacional do Brasil, em 2004, e suas atualizações anuais. Todo esse processo, que permitiu acumular avanços que posicionaram o país como um dos principais emergentes no turismo mundial, está registrado no apêndice deste documento.

Com a realização, em um curto período, da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos, o país ganha condições de atingir um novo patamar na sua promoção e como destino turístico global. A estratégia – metas e objetivos de marketing internacional do turismo brasileiro para 2020 – aqui apresentada é um planejamento consistente e os primeiros passos para uma nova etapa da promoção do país. É também uma ferramenta de trabalho para construir nossos sonhos, hoje e nos próximos anos.

O turismono mundo

Em 2008, 922 milhões de turistas circularam pelo mundo. Há apenas três décadas, esse número não ultrapassava 277 milhões. A evolução dos transportes, das telecomunicações e a globalização da economia foram grandes impulsionadores das viagens – e fizeram o turismo se transformar em uma das atividades econômicas que mais crescem no mundo e um dos principais pilares do comércio internacional.

A renda total gerada pelo turismo internacional em 2008 alcançou US$1,1 trilhão e respondeu por 30% de todas as exportações de serviços do mundo. Esse crescimento veio acompanhado de uma mudança expressiva nos roteiros de viagens. Regiões emergentes, como a América do Sul, vêm despontando como destino de um número cada vez maior de viajantes. Em 1950, apenas 3% dos turistas dirigiam-se para fora dos 15 principais países receptores (países da Europa, Estados Unidos, Canadá e México). Em 1990 esse índice chegou a 31% e em 2008 alcançou 45% das chegadas de turistas internacionais.

Esse quadro, ainda em desenvolvimento, exige dos países grande ofensiva de mar- keting para disputar o mercado – que deve movimentar 1,6 bilhão de turistas pelo mundo em 2020, segundo a Organização Mundial do Turismo (OMT). Essa previsão foi mantida mesmo com as dificuldades vividas em 2009, ano em que a crise econômica global trouxe consequências para o setor em praticamente todo o mundo. Mas, no período de julho/agosto, assim que começaram a aparecer sinais de abrandamento da crise, já se observou a desaceleração da queda no turismo internacional que se iniciara no segundo semestre de 2008.

Ainda segundo a OMT, a América do Sul é uma das regiões que vêm apre- sentando melhor desempenho dentro desse quadro, com previsão de encerrar o ano com queda de 1%, contra uma média de 5% nos números globais. O Brasil, destino líder nesta região, em grande parte tem sido responsável, historicamente, pelo crescimento e consolidação da América do Sul.

A realização de megaeventos esportivos, como em outras partes do mundo, certamente consolidará essa posição e será uma oportunidade sem precedentes para que o país cresça, nos próximos anos, em índices acima da média mundial e também superiores aos sul-americanos.

Copa e Olimpíadas

O fluxo internacional de mais de 5 milhões de visitantes que chegam ao Brasil é responsável pela entrada anual de 5,8 bilhões de dólares de divisas (2008). A grande maioria dos turistas (96,4 %) afirma que pretende voltar outras vezes e considera a natureza e o povo brasileiro o melhor do país. O Brasil já ocupa o 7º lugar no mundo em número de eventos internacionais associativos e será sede da Copa do Mundo de Futebol da FIFA em 2014 e dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Verão em 2016, no Rio de Janeiro.

A partir dessa posição competitiva que já coloca o Brasil como um dos principais destinos emergentes do mundo, o país tem condições de alcançar, na próxima década, um novo patamar no turismo global.

Grandes eventos esportivos são, para o turismo de qualquer país que os recebe, uma grande oportunidade. A história tem vários exemplos de como um país pode impulsionar sua economia, transformar cidades e mudar ou melhorar sua imagem como destino turístico a partir da imensa exposição obtida durante um longo período antes, durante e depois da realização do evento. O legado de infraestrutura, mo- bilidade urbana, qualificação profissional e promoção internacional impulsionam o fluxo turístico e de investimentos no setor por um longo período. Todas essas possibilidades, no caso do Brasil, são potencializadas pela realização, em um curto espaço de tempo, dos dois maiores eventos esportivos do mundo.

O Plano Aquarela 2020 – Marketing Turístico Internacional do Brasil traz os caminhos a percorrer, os objetivos a serem alcançados e as ações essenciais para que o turismo brasileiro avance com as grandes oportunidades de promoção e comunicação global nos próximos anos.

Os objetivos da promoção internacional, diante dessas grandes oportunidades, são:

Contribuir para o sucesso da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos.

Maximizar os resultados para o turismo brasileiro.

Otimizar a exposição mundial do país para torná-lo mais conhecido.

Eventos esportivos, para além dos jogos

As exigências das organizações esportivas, FIFA – Federação Internacional de Futebol e COI – Comitê Olímpico Internacional, para a realização de seus eventos, abrangem to- dos os aspectos para garantir alta qualidade técnica e de organização. Desde o plano de atendimento às famílias esportivas, à imprensa internacional, aos torcedores e espectadores até as estruturas esportivas, acessos, deslocamentos, transmissão e comunicação passam por análise rigorosa antes da aprovação das sedes dos eventos e, posteriormente, são apoiados e acompanhados por mecanismos eficientes de monitoramento. Por isso, um país-sede já se credencia como destino de qualidade para qualquer grande evento e esse processo já traz imensos benefícios ao turismo na- cional e internacional.

Para além do período de realização dos jogos, os benefícios para a imagem do país como destino turístico se somam aos resultados econômicos e sociais que o país recebe antes, durante e depois desses megaacontecimentos.

A Copa do Mundo da Alemanha trouxe 9 bilhões de euros a mais para o PIB do país e gerou 5 milhões a mais de pernoites de turistas estrangeiros e domésticos. E, do ponto de vista de imagem, significou um salto para o país, que colocou no centro da sua estratégia mostrar ao mundo seu lado amigável, criativo e as opor- tunidades de investimentos.

As estimativas para o Mundial de Futebol da África do Sul em 2010 são uma audiência acumulada de cerca de 30 bilhões de espectadores no mundo, e o país deverá atrair cerca de 430 mil visitantes estrangeiros. A receita esperada para o turismo é de 1,5 bilhão de dólares (em dados de 2004) durante o evento, incluindo gastos de estran- geiros, patrocinadores, família FIFA e dos próprios sul-africanos.

As Olimpíadas de Sidney foram uma das melhores experiências em benefícios para o turismo de um país na história dos Jogos. Um número adicional de 1,7 milhão de visitantes e 3,4 bilhões de dólares em divisas che- garam ao país no período de 1997 a 2004. Mais do que isso, a marca Austrália avançou o equivalente a dez anos antes e durante os Jogos, com a nova forma pela qual o mundo passou a conhecer o país como destino turístico.

(Parte 1 de 11)

Comentários