Planejamento municipal e suas articulações com outras esferas da gestão publica do turismo no Brasil

Planejamento municipal e suas articulações com outras esferas da gestão publica...

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SOCIEDADE DE ENSINO SUPERIOR ESTÁCIO DE SÁ FACULDADE ESTÁCIO DE SÁ DE VITÓRIA

CURSO DE TURISMO

ANA JULIA CAMILATO

CLARISSE COSTA GUIMARÃES E SOUZA

NINA VIANNA SALES

PLANEJAMENTO MUNICIPAL E SUAS ARTICULAÇÕES COM OUTRAS ESFERAS DA GESTÃO PÚBLICA DO TURISMO NO BRASIL:

O CASO DOS MUNICÍPIOS QUE INTEGRAM A REGIÃO METROPOLITANA DE VITORIA (ES)

MUNICÍPIO DE GUARAPARI

Vitória

2010

ANA JULIA CAMILATO

CLARISSE COSTA GUIMARÃES E SOUZA

NINA VIANNA SALES

PLANEJAMENTO MUNICIPAL E SUAS ARTICULAÇÕES COM OUTRAS ESFERAS DA GESTÃO PÚBLICA DO TURISMO NO BRASIL:

O CASO DOS MUNICÍPIOS QUE INTEGRAM A REGIÃO METROPOLITANA DE VITORIA (ES)

MUNICÍPIO DE GUARAPARI

“Trabalho apresentado à disciplina de Planejamento e Organização do Turismo I do 3º período do curso de Turismo, como requisito parcial de avaliação, orientado pela professora Ana Beatriz Macedo.”

VITÓRIA

2010

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO...............................................................................................04

 

2. PLANO NACIONAL DE TURISMO 2007/2010 ............................................05

2.1 GESTÃO DO TURISMO..............................................................................06

2.2 INFRA-ESTRUTURA DE APOIO AO TURISMO.........................................08

2.3 QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL DO TURISMO.......................................08

2.4 PROMOÇÃO E MARKETING DO TURISMO..............................................09

2.5 PRINCIPAIS DESAFIOS PARA O DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE TURÍSTICA........................................................................................................10

3. PLANO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DO TURISMO DO ESPÍRITO SANTO 2025 ...................................................................................13

3.1 PERFIL DO TURISTA .................................................................................14

3.2 OS ATRATIVOS TURÍSTICOS....................................................................15

3.3 SEGMENTAÇÃO DO TURISMO ................................................................16

3.4 ESTRATÉGIAS DE ABORDAGEM DE MERCADO ...................................17

3.5 OBJETIVOS ESTRATÉGICOS ..................................................................17

4. PLANO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DA REGIÃO METROPOLITANA ...........................................................................................18

4.1 OBJETIVO ..................................................................................................19

5. PLANO DE DESENVOLVIMENTO TURÍSTICO DO MUNICÍPIO DE GUARAPARI.....................................................................................................20

5.1 OBJETIVO ..................................................................................................20

5.2 GESTÃO DO TURISMO .............................................................................23

6. CONCLUSÃO ...............................................................................................26

7. REFERÊNCIAS ............................................................................................27

8. APÊNCICE A ................................................................................................28

  1. INTRODUÇÃO

O Planejamento do Turismo é uma ferramenta de gestão de destinos, focada na percepção do panorama atual em que o destino se encontra nos possíveis panoramas futuros.

Sua principal função é a construção do caminho para alcançar o futuro desejado. Um planejamento turístico deve maximizar os benefícios sócio-econômicos e minimizar os custos, visando o bem estar da comunidade receptora e a rentabilidade dos empreendimentos do setor.

Os planos elaborados pelo poder público para o desenvolvimento do turismo no País visam a sustentabilidade econômica, preservação da cultura e do meio ambiente, garantindo assim a aprovação por parte da comunidade receptoras.

2. PLANO NACIONAL DE TURISMO 2007/2010

O turismo pode ser uma importante ferramenta para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, particularmente com relação à erradicação da extrema pobreza e da fome, à garantia de sustentabilidade ambiental e ao estabelecimento de uma parceria mundial para o desenvolvimento.

O comportamento e a prática da atividade devem ser pautados por padrões éticos e obedecer aos princípios gerais contidos no Código Mundial da Ética no Turismo, da Organização Mundial do Turismo.

Novos atores devem entrar na disputa pelas viagens e turismo na escala mundial, provocando uma concorrência acirrada entre os destinos e os operadores de viagens. Aqueles que se adaptarem melhor às orientações do mercado e apresentarem as características geográficas e a singularidade dos seus destinos, relativamente à paisagem, cultura, patrimônio e serviços, terão mais sucesso na consolidação da atividade. Trata-se de um alerta para os destinos tradicionais e uma oportunidade para os destinos novos, o que propiciará um desenvolvimento mundial mais desconcentrado, remodelando e reconfigurando o processo de globalização e contribuindo para a universalização dos benefícios do direito ao desenvolvimento para todos.

No entanto, isso só poderá ser realizado para as comunidades objeto de recepção dos fluxos de turistas, com base em uma gestão responsável, que realize um equilíbrio entre os aspectos ambientais, econômicos e socioculturais de desenvolvimento sustentável do turismo. Sem isso, o turismo torna-se vulnerável e suscetível aos problemas de degradação e fragmentação que, em última instância, significam sua autodestruição.

A prática de uma gestão responsável deverá reproduzir impactos positivos no que se refere ao turismo interno, propiciando o desenvolvimento da atividade no mercado doméstico, com benefícios por duas vias. Pelo lado da produção e da oferta da atividade, com a criação de novos postos de trabalho e ocupação e com a ampliação da renda. E, pelo lado do consumo, com a inclusão de novas parcelas de consumidores em diversas escalas, no ambiente doméstico.

O Plano Nacional de Turismo é um instrumento de planejamento e gestão que coloca o turismo como indutor do desenvolvimento e da geração de emprego e renda no País. Seu objetivo é transformar a atividade turística em um importante mecanismo de melhoria do país, fazendo do turismo um importante indutor da inclusão social através do fortalecimento do turismo interno, da promoção do turismo como fator de desenvolvimento regional, do investimento na qualificação profissional e na geração de emprego e renda a fim de assegurar ainda mais condições para a promoção do Brasil no exterior, bem como o acesso de aposentados, trabalhadores e estudantes a pacotes de viagens em condições facilitadas.

2.1 GESTÃO DO TURISMO

A proposta de gestão descentralizada do Plano Nacional de Turismo vem fomentando a consolidação de uma rede de entidades e instituições em todo o território nacional, envolvendo o poder público nas três esferas de governo, a iniciativa privada e o terceiro setor.

A consolidação, de forma sustentável, da atividade turística no Brasil deve resultar do fortalecimento do mercado interno, sem desconsiderar a importância da chegada de turistas estrangeiros, que proporciona a geração de divisas para o País. É o turismo doméstico que propicia, por meio de ganhos de competitividade, a musculatura necessária para a inserção da oferta turística nacional no mercado internacional.

O Ministério do Turismo lançou, em abril de 2004, o Programa de Regionalização do Turismo – Roteiros do Brasil, apresentando ao País uma nova perspectiva para o turismo brasileiro por meio da gestão descentralizada, estruturada pelos princípios da flexibilidade, articulação e mobilização. Um dos objetivos do Programa de Regionalização é a desconcentração da oferta turística brasileira, localizada predominantemente no litoral, propiciando a interiorização da atividade e a inclusão de novos destinos nos roteiros comercializados no mercado interno e externo. A regionalização propõe a ampliação das ações centradas nas unidades municipais e apresenta ao País o Mapa da Regionalização, composto por 219 regiões turísticas, contemplando 3.203 municípios.

A partir deste trabalho, identificou-se a necessidade de mostrar ao País os novos produtos turísticos criados a partir das diretrizes do programa. Nesse momento foi criado pelo Ministério do Turismo o Salão do Turismo – Roteiros do Brasil como uma estratégia para impulsionar as ações da regionalização. A primeira edição do evento, realizada em 2005, apresentou ao País 451 roteiros turísticos, envolvendo 959 municípios em 134 regiões turísticas.

Em sua segunda edição, o Salão do Turismo consolidou-se como um marco do desenvolvimento da atividade turística no País, adotando uma gestão participativa para realizar a seleção dos 396 roteiros turísticos apresentados. Desses roteiros turísticos, foram selecionados 87 roteiros para serem trabalhados com o objetivo de alcançar o padrão internacional de qualidade.

No âmbito da qualificação de novos produtos turísticos a produção associada ao turismo deve ser fomentada e valorizada, possibilitando o desenvolvimento de atributos que fortaleçam os aspectos naturais, culturais e sociais dos destinos turísticos. Como resultado, ocorre a dinamização econômica das comunidades locais, com a geração de renda e trabalho e com a distribuição dos benefícios gerados pelo turismo. É importante salientar que dos produtos associados ao turismo ressurgem, entre outros, as artes, as crenças, os cerimoniais, a linguagem, a moda e o patrimônio arquitetônico, que são restituídos ao cotidiano, transformados em atrativos típicos e em roteiros de sabores e fazeres.

Nesse sentido, o Ministério do Turismo apoiou projetos que beneficiaram diretamente cerca de 900 artesãos com cursos voltados ao fortalecimento organizacional e ao empreendedorismo.

O controle de qualidade dos produtos turísticos do País deve ser realizado por meio da definição de instrumentos regulatórios que contemplam requisitos mínimos de qualidade por meio do cadastramento e da fiscalização de empresas, empreendimentos, equipamentos e profissionais de turismo.

2.2 INFRA-ESTRUTURA DE APOIO AO TURISMO

O turismo no País se recente de uma carência de infra-estrutura de apoio que propicie o seu desenvolvimento com qualidade e sustentabilidade, particularmente no que se refere à acessibilidade e ao saneamento ambiental, não obstante a priorização dos recursos destinados à atividade nos últimos anos.

A infra-estrutura de apoio ao turismo está relacionada à área de atuação de outros setores da administração pública, demandando uma articulação intersetorial sistemática nas três esferas de governo. Nesse sentido, o Plano Nacional de Turismo deve priorizar uma ação transversal de articulação para a implementação da infra-estrutura de apoio aos destinos turísticos.

Há que se destacar, no âmbito das ações relacionadas à infra-estrutura de apoio ao turismo, os financiamentos concedidos pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID, para os Programas Regionais de Desenvolvimento do Turismo – PRODETUR, em curso no País.

2.3 QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL DO TURISMO

O fomento ao aumento da competitividade dos destinos turísticos e a melhoria

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