Urgencia e emergencia

Urgencia e emergencia

Hemorragia ou sangramento é a perda de sangue do sistema circulatório. A resposta inicial do sistema cárdio-circulatório à perda aguda de sangue é um mecanismo compensatório, isto é, ocorre vasoconstrição cutânea, muscular e visceral, para tentar manter o fluxo sanguíneo para os rins, coração e cérebro, órgãos mais importantes para a manutenção da vida. Ocorre também um aumento da freqüência cardíaca para tentar manter o débito cardíaco.

  • Hemorragia ou sangramento é a perda de sangue do sistema circulatório. A resposta inicial do sistema cárdio-circulatório à perda aguda de sangue é um mecanismo compensatório, isto é, ocorre vasoconstrição cutânea, muscular e visceral, para tentar manter o fluxo sanguíneo para os rins, coração e cérebro, órgãos mais importantes para a manutenção da vida. Ocorre também um aumento da freqüência cardíaca para tentar manter o débito cardíaco.

  • Inicialmente, as hemorragias produzem palidez, sudorese, agitação, pele fria, fraqueza, pulso fraco e rápido, baixa pressão arterial, e por fim, se não controladas, estado de choque e morte.

Classificação das Hemorragias

  • Classificação das Hemorragias

  • As hemorragias são classificadas em 4 classes, de acordo com o volume de sangue perdido. Embora tenha variações, de uma maneira geral uma pessoa tem 7% do seu próprio peso em sangue. Assim, uma pessoa de 50 quilos teria 3,5 litros de sangue e uma pessoa com 70 quilos teria um volume total em torno de 5 litros de sangue.

Hemorragia Classe I

  • Hemorragia Classe I

  • Volume (em porcentagem) = até 15%.

  • Volume (pessoa com 70 kg, em ml)= até 400 mililitros. Sinais e sintomas: mínimos.

  • Ocorre apenas um leve aumento da freqüência cardíaca. Exemplos: uma mulher pode apresentar uma hemorragia uterina, pouco freqüente e muito perigosa, que é semelhante a uma menstruação comum e dura pouco tempo.

Hemorragia Classe II

  • Hemorragia Classe II

  • Volume (em porcentagem) = 15 a 30%.

  • Volume (pessoa com 70 kg, em ml) = de 750 a 1.500 ml.

  • Sinais e sintomas: Taquicardia (freqüência cardíaca acima de 100), taquipneia (respiração rápida) e diminuição da pressão do pulso (pulso fino) e leve diminuição da diurese.

  • Reposição: Em geral a reposição com cristalóides resolve, mas alguns poucos casos podem necessitar de sangue.

Hemorragia Classe III

  • Hemorragia Classe III

  • Volume (em porcentagem) = 30 a 40%.

  • Volume (pessoa com 70 kg, em ml)= de 1500 a 2000 ml.

  • Sinais e sintomas: Além dos sintomas da hemorragia classe II, apresenta sinais clássicos de hipoperfusão. Existe diminuição do nível de consciência, palidez e sudorese fria.

  • Reposição: É tentada primeiro a reanimação com cristalóides, mas muitos destes pacientes não responderão satisfatoriamente e provavelmente necessitarão de transfusões.

Hemorragia Classe IV

  • Hemorragia Classe IV

  • Volume ( em porcentagem) = mais de 40%.

  • Volume (pessoa com 70 kg, em ml)= mais de 2000 ml.

  • Sinais e sintomas : Este é o grau de exsanguinação, isto é, o paciente fica sem sangue. Apresenta taquicardia extrema, marcada queda da pressão sistólica e dificuldade para perceber a pulsação. O débito urinário é próximo de zero. Há perda total da consciência.

O socorrista deve controlar as hemorragias tomando as seguintes medidas:

  • O socorrista deve controlar as hemorragias tomando as seguintes medidas:

  • TÉCNICA DE COMPRESSÃO DIRETA SOBRE O FERIMENTO: Controle a hemorragia fazendo uma compressão direta sobre a ferida que sangra com sua mão (protegida por luva descartável), ou ainda, com a ajuda de uma pano limpo ou gaze esterilizada, para prevenir a infecção.

TÉCNICA DA ELEVAÇÃO DO PONTO DE SANGRAMENTO: Mantenha a região que sangra em uma posição mais elevada que o resto do corpo, pois este procedimento contribuirá para diminuir o fluxo de sangue circulante e, consequentemente, o sangramento.

  • TÉCNICA DA ELEVAÇÃO DO PONTO DE SANGRAMENTO: Mantenha a região que sangra em uma posição mais elevada que o resto do corpo, pois este procedimento contribuirá para diminuir o fluxo de sangue circulante e, consequentemente, o sangramento.

TÉCNICA DA COMPRESSÃO SOBRE OS PONTOS ARTERIAIS: Caso a hemorragia for muito intensa e você não conseguir fazer parar a saída do sangue, tente controlar o sangramento pressionando diretamente sobre as artérias principais que nutrem de sangue o local lesionado.

  • TÉCNICA DA COMPRESSÃO SOBRE OS PONTOS ARTERIAIS: Caso a hemorragia for muito intensa e você não conseguir fazer parar a saída do sangue, tente controlar o sangramento pressionando diretamente sobre as artérias principais que nutrem de sangue o local lesionado.

Localização dos principais pulsos utilizados na técnica de compressão sobre os pontos arteriais:

  • Localização dos principais pulsos utilizados na técnica de compressão sobre os pontos arteriais:

  • ARTÉRIA TEMPORAL: Localizada em ambos os lados da face, imediatamente acima e anterior à porção superior do ouvido.

ARTÉRIA BRAQUIAL OU UMERAL: Continuação da artéria axilar, pode ser apalpada na superfície interna do braço, quatro dedos acima do cotovelo.

  • ARTÉRIA BRAQUIAL OU UMERAL: Continuação da artéria axilar, pode ser apalpada na superfície interna do braço, quatro dedos acima do cotovelo.

ARTÉRIA RADIAL: Artéria do antebraço, palpável na face lateral do punho, ao nível da base do dedo polegar.

  • ARTÉRIA RADIAL: Artéria do antebraço, palpável na face lateral do punho, ao nível da base do dedo polegar.

ARTÉRIA FEMORAL: Pode ser apalpada à medida que emerge debaixo do ligamento inguinal, na virilha.

  • ARTÉRIA FEMORAL: Pode ser apalpada à medida que emerge debaixo do ligamento inguinal, na virilha.

ARTÉRIA POPLÍTEA: Pode ser apalpada na face posterior da articulação do joelho.

  • ARTÉRIA POPLÍTEA: Pode ser apalpada na face posterior da articulação do joelho.

ARTÉRIA PEDIOSA OU DORSAL DO PÉ: palpável na superfície dorsal do pé, imediatamente lateral ao tendão do hálux.

  • ARTÉRIA PEDIOSA OU DORSAL DO PÉ: palpável na superfície dorsal do pé, imediatamente lateral ao tendão do hálux.

TÉCNICA DO TORNIQUETE : Os torniquetes deverão ser utilizados como um último recurso e, somente, para controlar os sangramentos provocados por ferimentos graves nas extremidades, quando todos os outros métodos de controle falharem. Lembre-se também que não se deve aplicar torniquetes sobre áreas de articulação (cotovelos e joelhos). A localização mais segura e efetiva para a colocação do torniquete é cerca de 5 cm acima do local da lesão.

  • TÉCNICA DO TORNIQUETE : Os torniquetes deverão ser utilizados como um último recurso e, somente, para controlar os sangramentos provocados por ferimentos graves nas extremidades, quando todos os outros métodos de controle falharem. Lembre-se também que não se deve aplicar torniquetes sobre áreas de articulação (cotovelos e joelhos). A localização mais segura e efetiva para a colocação do torniquete é cerca de 5 cm acima do local da lesão.

Se o torniquete tiver que ser usado, deverá ser aplicado de forma correta, ou seja:

  • Se o torniquete tiver que ser usado, deverá ser aplicado de forma correta, ou seja:

  • 1.       Uma bandagem larga deve ser dobrada até que fique com aproximadamente 10 cm de largura. Amarre esta atadura larga, duas vezes ao redor da extremidade lesada;

  • 2.       Dê um nó firme na atadura. Coloque um bastão de madeira ou outro material similar sobre o nó e amarre novamente com um segundo nó firme;

  • 3.       Utilize o bastão de madeira como uma manivela para rodar e apertar a atadura;

  • 4.       Aperte o torniquete até o sangramento cessar. Uma vez controlada a hemorragia, não rode mais o bastão e mantenha-o firme no lugar.

Precauções no uso do torniquete:

  • Precauções no uso do torniquete:

  • 1.       Nunca use arame ou outro material cortante para fazer um torniquete. Use ataduras largas;

  • 2.       Não desaperte-o (afrouxe-o) após sua aplicação;

  • 3.       Indique o uso do torniquete escrevendo as letras "TQ" e a hora em que foi aplicado na testa da vítima, ou num cartão bem visível, colocado junto dela.

  • 4.       Trate a vítima como portadora de estado de choque e transporte-a imediatamente para um hospital.

TIPOS ESPECIAIS DE HEMORRAGIAS

  • TIPOS ESPECIAIS DE HEMORRAGIAS

  • Epistaxe: é o sangramento provocado por rompimento de vasos do nariz. Deve-se acalmar a vítima, pedir para que a mesma abaixe a cabeça e respire pela boca. Pode-se fazer aplicação de gelo, envolvido em pano em torno do nariz. Caso a hemorragia continue, pode-se utilizar uma camisinha e um pedaço de esponja para tamponar o ferimento da seguinte forma: pega-se um pedaço de esponja e coloca-se esse pedaço dentro do preservativo, em seguida procura-se introduzir o conjunto dentro da narina que esteja sangrando. Feito isso, leva-se a vítima ao serviço médico mais próximo.

Hematêmese: é o extravasamento de sangue proveniente do estômago, utilizando-se o esôfago e em forma de vômitos. Pode vir acompanhado de alimentos e o sangue apresenta cor escura. O socorrista deve procurar lateralizar a cabeça da vítima, caso NÃO haja suspeita de lesão na coluna cervical, a fim de que a vítima não aspire o sangue ou os restos de alimentos regurgitados. Se houver suspeita de lesão cervical e hematêmese, deve-se lateralizar a vítima em bloco. Procure ajuda médica.

  • Hematêmese: é o extravasamento de sangue proveniente do estômago, utilizando-se o esôfago e em forma de vômitos. Pode vir acompanhado de alimentos e o sangue apresenta cor escura. O socorrista deve procurar lateralizar a cabeça da vítima, caso NÃO haja suspeita de lesão na coluna cervical, a fim de que a vítima não aspire o sangue ou os restos de alimentos regurgitados. Se houver suspeita de lesão cervical e hematêmese, deve-se lateralizar a vítima em bloco. Procure ajuda médica.

Hemoptise: é a saída de sangue pelas vias respiratórias, o sangue pode vir em golfadas, apresentando-se em cor vermelho vivo. Deve-se lateralizar a cabeça da vítima ou a vítima em bloco, evitando que ela aspire o sangue para os pulmões. Procure ajuda médica.

  • Hemoptise: é a saída de sangue pelas vias respiratórias, o sangue pode vir em golfadas, apresentando-se em cor vermelho vivo. Deve-se lateralizar a cabeça da vítima ou a vítima em bloco, evitando que ela aspire o sangue para os pulmões. Procure ajuda médica.

Exposição de vísceras: ocorrência muito comum em acidentes automobilísticos. É importante manter e não tocar nas vísceras, muito menos pressioná-las para dentro do ferimento. O socorrista deve colocar uma compressa limpa, umedecida em soro fisiológico ou água, em cima dessa ferida e encaminhar à vítima ao socorro médico. Procurar transportar a vítima em decúbito dorsal e em uma prancha ou maca. É importante prevenir o estado de choque nessas vítimas , principalmente o choque hipovolêmico (choque por perda demasiada de sangue). Por isso, é importante fazer a hemostasia o mais rápido possível.

  • Exposição de vísceras: ocorrência muito comum em acidentes automobilísticos. É importante manter e não tocar nas vísceras, muito menos pressioná-las para dentro do ferimento. O socorrista deve colocar uma compressa limpa, umedecida em soro fisiológico ou água, em cima dessa ferida e encaminhar à vítima ao socorro médico. Procurar transportar a vítima em decúbito dorsal e em uma prancha ou maca. É importante prevenir o estado de choque nessas vítimas , principalmente o choque hipovolêmico (choque por perda demasiada de sangue). Por isso, é importante fazer a hemostasia o mais rápido possível.

Paragem da hemorragia

  • Paragem da hemorragia

  • o sangrar diminuirá se levantar o local do ferimento o mais possível acima do coração. Se achar necessário, estenda o paciente no chão.

  • a hemorragia venal, venosa e arterial (pequena) pára se aplicar uma compressa.

  • a hemorragia venosa pára quando, juntamente com a compressa, pressionar com os dedos a veia durante cerca de cinco minutos.

  • a maior parte das hemorragias arteriais pára quando pressionar a artéria com os seus dedos durante dez minutos.

  • em ferimentos maiores com hemorragias arteriais, pode ser necessário estancar por completo uma artéria que não pare de sangrar.

Grande perda de sangue

  • Grande perda de sangue

  • Existe imediatamente um grande risco de perder uma grande quantidade de sangue. Verifique o estado da consciência, a respiração, o pulso e a pressão sanguínea pelo menos de meia em meia hora durante a fase mais séria da recuperação do paciente. Verifique se a urina é expelida e se corresponde a pelo menos 50-100 ml por hora.

Uma perda de sangue de 30% numa pessoa saudável (corresponde a cerca de 1 litro e meio) leva a uma pulsação rápida sem uma queda de pressão sanguínea. Por isso, uma queda intensa de pressão sanguínea indicará uma perda de sangue superior a 30%. Uma fratura do pélvis ou da coxa pode originar grandes acumulações locais de sangue, podendo desta forma, existir uma grande perda de sangue sem hemorragias visíveis.

  • Uma perda de sangue de 30% numa pessoa saudável (corresponde a cerca de 1 litro e meio) leva a uma pulsação rápida sem uma queda de pressão sanguínea. Por isso, uma queda intensa de pressão sanguínea indicará uma perda de sangue superior a 30%. Uma fratura do pélvis ou da coxa pode originar grandes acumulações locais de sangue, podendo desta forma, existir uma grande perda de sangue sem hemorragias visíveis.

É necessário:

  • É necessário:

  • luvas.

  • compressa esterilizada.

  • um objeto duro que caiba no ferimento.

  • liga elástica.

  • Faça isto:

  • Coloque as luvas.

  • Coloque a compressa.

  • Coloque o objeto duro na compressa exatamente sobre o ferimento.

  • Coloque a liga elástica bem apertada. Verifique a partir da resposta capilar numa unha, que a circulação sanguínea não se encontra afetado.

  • Depois da emergência terminar, limpe a ferida e aplique uma nova compressa com uma liga elástica esterilizada. Se a hemorragia continuar, estanque o vaso sanguíneo com uma rosca absorvente.

Enquanto procura os instrumentos, o recomeçar da hemorragia pode ser prevenido aplicando pressão externa. Nos braços e nas pernas pode parar a circulação sanguínea com um torniquete. A corrente sanguínea só pode ser parada durante uma a uma hora e meia, doutra forma os tecidos morrem.

  • Enquanto procura os instrumentos, o recomeçar da hemorragia pode ser prevenido aplicando pressão externa. Nos braços e nas pernas pode parar a circulação sanguínea com um torniquete. A corrente sanguínea só pode ser parada durante uma a uma hora e meia, doutra forma os tecidos morrem.

  • Quando estiver a estancar, não é necessária a anestesia local pois as fibras que sentem a dor encontram-se nas partes mais exteriores da pele.

É necessário:

  • É necessário:

  • Luvas.

  • Bocados esterilizados de gaze.

  • Solução infusora de cloreto de sódio.

  • Haemóstat curvo (grampo arterial)

  • Tesouras.

  • Linha absorvente de suturação e agulha.

  • Faça isto:

  • Coloque as luvas.

  • Aplique na ferida, cuidadosamente, pedaços de gaze e solução esterilizada de cloreto de sódio, enquanto procura o vaso sanguíneo responsável pela hemorragia.

  • Grampeie o haemostat em torno do vaso, como é mostrado na figura anterior. Repare na curva do haemostat e na colocação da sua ponta em relação ao vaso.

Volte a tocar suavemente no ferimento e veja se a hemorragia parou. Podem existir vários vasos a sangrar.

  • Volte a tocar suavemente no ferimento e veja se a hemorragia parou. Podem existir vários vasos a sangrar.

  • Puxe, cuidadosamente, para cima o vaso.

  • Coloque a linha em torno do haemostat e ate com um nó bem apertado.

  • Corte a linha perto do nó.

  • Remova o haemostat cuidadosamente.

  • Limpe o ferimento, aplique uma compressa e verifique se existe mais alguma hemorragia.

Pequenos ferimentos superficiais na cabeça e na face podem sangrar muito devido ao bom fornecimento de sangue a essas áreas. A hemorragia pode ser estancada de uma forma relativamente fácil, bastando para isso fazer uma pequena pressão durante cinco minutos.

  • Pequenos ferimentos superficiais na cabeça e na face podem sangrar muito devido ao bom fornecimento de sangue a essas áreas. A hemorragia pode ser estancada de uma forma relativamente fácil, bastando para isso fazer uma pequena pressão durante cinco minutos.

É necessário:

  • É necessário:

  • Luvas.

  • Compressa esterilizada.

  • Faça isto:

  • Coloque as luvas.

  • Aplique a compressa na ferida.

  • Pressione com a palma da sua mão até a hemorragia parar.

  • Desinfete e coloque um penso na ferida.

A hemorragia nasal pode ocorrer espontaneamente, por exemplo devido a uma infecção, a um espirro, ao fato de estar a tomar medicamentos ou então devido a uma causa externa, por exemplo uma explosão.

  • A hemorragia nasal pode ocorrer espontaneamente, por exemplo devido a uma infecção, a um espirro, ao fato de estar a tomar medicamentos ou então devido a uma causa externa, por exemplo uma explosão.

  • A hemorragia pode ser arterial, venosa, capilar ou uma combinação destes. Na grande maioria dos casos, a hemorragia tem origem na parte macia frontal da narina, e muito frequentemente, na parede que separa as narinas. Estes casos são muitas vezes hemorragias arteriais.

  • A hemorragia localizada na parte interior do nariz, é muito rara e é impossível fazer uma localização exata da origem da hemorragia.

Método 1:

  • Método 1:

  • Sente o paciente com a cara um pouco inclinada para a frente e deixe-o apertar a parte frontal maleável do nariz.

  • O braço esquerdo do paciente deverá ficar em repouso sobre uma mesa, com a palma da mão virada para a cara e com o nariz apertado entre os seus dedos indicador e do meio. Verifique se toda a parte maleável do nariz se encontra apertada.

  • Com os dedos da sua mão direita, aperte os seus dedos da mão esquerda para aumentar a pressão sobre o nariz.

  • Mantenha a pressão cerca de dez minutos.

Método 2:

  • Método 2:

  • Se a hemorragia não parar depois de uma simples compressão, consulte o médico e insira no nariz um chumaço de gaze embebido numa solução de lidocaína e adrenalina.

É necessário:

  • É necessário:

  • Luvas.

  • Bomba de sucção e tubo.

  • Caneta de luz.

  • Chumaços de algodão ou gaze.

  • Um pequeno recipiente (um copo ou tigela).

  • 2 a 5 ml de solução injetoras de lidocaína com adrenalina 2%.

  • Pinças.

Faça isto:

  • Faça isto:

  • Coloque as luvas.

  • Coloque os chumaços de algodão ou gaze no recipiente e embeba-os com 2-5 ml de lidocaína com adrenalina 2%.

  • Em primeiro lugar, identifique qual é a narina que se encontra a sangrar e depois, sugando todo o sangue dessa narina, qual a localização dessa hemorragia. O paciente deve inclinar a sua cabeça para trás para que o possa examinar melhor. Começando pela parte frontal da narina e usando, ocasionalmente, a caneta de luz tente descobrir o local da hemorragia.

  • Usando as pinças, aplique o chumaço úmido diretamente no local da hemorragia.

  • Remova as pinças enquanto pressiona o chumaço a partir do exterior.

  • Pressione o nariz durante dez minutos.

  • Remova o chumaço.

HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA (HDA)

  • HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA (HDA)

  • A hemorragia digestiva alta (HDA) é problema comum na medicina intensiva. Nos Estados Unidos, é responsável por 300.000 admissões hospitalares todos os anos. A incidência esta entre 40 a 160 por 100.000 habitantes, sendo maior a ocorrência quanto pior as condições socioeconômicas. A mortalidade da HDA varia entre 6 a 10%. O manejo adequado de pacientes com HDA depende da determinação, da causa e fonte de sangramento, propiciando um tratamento precoce e, dessa forma, diminuindo mortalidade e custos.

CAUSAS DE SANGRAMENTO

  • CAUSAS DE SANGRAMENTO

  • Dentre as causas definidas, a mais comum é a doença ulcerosa péptica, responsável por 75% dos casos, outros representam 25% dos casos.

  • APRESENTAÇAO CLINICA

  • A HDA é manifestada de três formas:

Hematêmese, a mais comum, pode se apresentar com sangue vivo em proporção variada no conteúdo de êmese ou aspirado gástrico ou mais escurecido tendo o aspecto clássico de borra de café.

  • Hematêmese, a mais comum, pode se apresentar com sangue vivo em proporção variada no conteúdo de êmese ou aspirado gástrico ou mais escurecido tendo o aspecto clássico de borra de café.

  • Melena, são as fezes de aspecto escuro, odor fétido e amolecidas, resultante da passagem das fezes pelo trato gastrointestinal.

  • Hematoquezia presente em 15% dos casos de HDA, com sangramento mais volumoso.

TRATAMENTO

  • TRATAMENTO

  • Em muitos pacientes, o sangramento cessa espontaneamente e quando isso não ocorre é necessário um manejo rápido e eficiente.

  • A manutenção de vias aéreas e uma boa ventilação, visam impedir a hipoxemia. Apos isso, manter a estabilidade hemodinâmica ate a realização de uma endoscopia.

  • Endoscopia digestiva alta (EDA) é o passo seguinte e deve ser realizado o mais precoce possível, principalmente em pacientes de alto risco. Em pacientes estáveis e de baixo risco, a EDA pode ser realizada entre 12 a 24 horas.

ENDOSCOPIA

  • ENDOSCOPIA

  • A endoscopia define, principalmente, se a fonte de sangramento é varicosa ou não.

  • Nos sangramentos por varizes, as opções de tratamento são:

  • Escleroterapia – injeta-se no vaso uma substancia esclerosante que promove sua fribose. As substancias mais usadas são a etanolamina 5%, polidoconal 1% ou sulfato tetradecil de sódio.

  • Ligadura elástica – promove-se a colocação de anéis elásticos sobre o vaso sangrante e tecido adjacente. Esse procedimento é mais efetivo que a esclerose, porem de maior dificuldade técnica em varizes sangrantes, o que torna o método mais adequado para pacientes eletivos.

CIRURGIA

  • CIRURGIA

  • A principal indicação é o sangramento maciço, não acessível a tratamento endoscópico.

HEMORRAGIA DIGESTIVA BAIXA (HDB)

  • HEMORRAGIA DIGESTIVA BAIXA (HDB)

  • Hemorragia digestiva baixa (HDB) é definida como a perda sanguínea do trato digestorio que origina-se de uma fonte distal ao ligamento de Treitz e resulta em instabilidade hemodinâmica e sintomas de anemia.

  • A incidência anual de HDB é de, aproximadamente, 0,03% na população adulta e aumenta 200 vezes em pacientes com mais de 80 anos em comparação com pacientes de 20 anos, devido ao aumento na prevalência de doenças associadas.

CAUSAS DE SANGRAMENTO

  • CAUSAS DE SANGRAMENTO

  • A maioria das HDB cessam espontaneamente, fazendo o paciente não procurar ajuda. É valido lembrar que 10% dos pacientes com sinais de HDB provem de uma HDA. As principais causas de HDB são:

  • Hemorróidas – são responsáveis por 75% dos casos de HDB.

  • Angiodisplasia – anormalidade vascular mais comum do trato digestorio, composta por vasos dilatados, sendo responsável por 30% dos casos de HDB.

APRESENTAÇAO CLINICA

  • APRESENTAÇAO CLINICA

  • A principal queixa é a passagem de sangue vivo pelo reto em quantidade variável, com ou sem coágulos, ou ate mesmo como melena.

  • TRATAMENTO

  • Mesmo procedimento da HDA, mas ao invés de realizar a endoscopia, é feita a colonoscopia.

COLONOSCOPIA

  • COLONOSCOPIA

  • Deve ser realizada apenas apos estabilização adequada do paciente. Se houver alguma possibilidade de HDA, esse exame é retardado ate a realização da EDA.

  • Não existe consenso sobre o preparo do colon nesses casos, pois temos dois impasses:

  • O primeiro é sobre o risco de perfuração de um colo não preparado e que pode ocorrer com endoscopistas menos experientes;

  • O segundo é que apenas endoscopistas experientes devem realizar colonoscopia em casos de emergência, o que torna o risco de perfuração menor.

Comentários