Inventário dos bens edificados.- instalações.110-169

Inventário dos bens edificados.- instalações.110-169

(Parte 1 de 4)

Inventário de Bens arquitetônicos da Cidade de Goiás119

Técnicas Retrospectivas

1 – IDENTIFICAÇÃO: INSTALAÇÕES

Município: CIDADE DE GOIÁS - GOUso Original/Atual: 150 KM DA CAPITAL
Denominação:CENTRO HISTÓRICO Proprietário: PATRIMÔNIO HISTÓRICO

Endereço: MUNICIPIO DO ESTADO DE GOIAS

3 - GRAU DE PROTEÇÃO

4 – SITUAÇÃO:
5 – CROQUIS DAS PLANTAS BAIXAS:ver anexo V
6 - FOTOGRAFIA DA EDIFICAÇÃO

Foto 1 – Perspectiva da rede elétrica aérea simples, localizada à R. Ernestina. Fonte: Delaine Carvalho

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Técnicas Retrospectivas Elementos Construtivos

Foto 2 – Poste Ornamental de Iluminação Pública do Centro Histórico no Largo do Chafariz. Fonte: Erik de Carvalho

7 – COBERTURA:N° DE AGUAS
TELHAMENTO ( )CAPA/CANAL ( )FRANCESA( )FIBROCIM ( )OUTRO
ACABAMENTO ( ) BEIRA BICA ( )BEIRA SEVEIRA( )LAMBREQUIM ( )OUTRO
COROAMENTO ( )CIMALHA ( )PLATIBANDA( )FRONTÃO ( )OUTRO

10 – ESQUADRIAS (TIPO DE VERGA):

ESTRUTURA

9 - MATERIAIS SUBSOLO 1 PAV. 2 PAV. 3 PAV. SÓTÃO

ESQUADRIAS

8 - TIPO DE ESTRUTURA:

() PORTANTE

1 - ESTADO DE CONSERVAÇÃO (MODIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS ORIGINAIS):

( x ) HETEROGÊNEO (APRESENTA SUBSTITUIÇÃO DE ALGUNS ELEMENTOS ORIGINAIS POR ELEMENTOS NOVOS).

() DESCARACTERIZADO (MUITOS ELEMENTOS

12 - ESTADO FISICO (INFORMAR NESTE ITEM O ESTADO DE DEGRADAÇÃO DOS ELEMENTOS CONSTRUTIVOS

As Instalações de rede de água, energia elétrica, esgoto , telefone e galerias para captação de águas pluviais se encontram em bom estado de manutenção e conservação, e atualmente, e atualmente rede de esgoto ainda estão sendo implantados.

13 - DADOS HISTORICOS OU REFERENCIAS CULTURAIS: VER ANEXO XIII

Patrimônio histórico e cultural do Estado de Goiás, a Cidade de Goiás também foi a primeira cidade a receber energia elétrica no estado em 1918. Atualmente a cidade é alimentada através da Subestação Goiás, propriedade da CELG Distribuição S.A. que é responsável pelo suprimento das cargas do município.

14 - ENTORNO PRÓXIMO (EDIFICAÇÃO COM RELAÇÃO AO ENTORNO):

() EDIFICAÇÃO CONFORMADORA DO PERFIL URBANO

( ) EDIFICAÇÃO DE REFERENCIAL URBANO ( X) EDIFICAÇÃO COMO PARTE DE UM CONJUNTO 16 - OBSERVAÇÕES:

18 - PESQUISADOR: Tamara Karla Ianes Grace Luana Natália

15 – FOTO DO ENTORNO:

Inventário de Bens arquitetônicos da Cidade de Goiás121

Técnicas Retrospectivas ANEXO V

Mapas de Rede de Distribuição Subterranea do Centro Histórico da Cidade de Goiás

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Técnicas Retrospectivas

Rede elétrica

Patrimônio histórico e cultural do Estado de Goiás, a Cidade de Goiás também foi a primeira cidade a receber energia elétrica no estado em 1918. Atualmente a cidade é alimentada através da Subestação Goiás, propriedade da CELG Distribuição S.A. que é responsável pelo suprimento das cargas do município. Subestação essa que é alimentada em tensão de 69kV, possui um transformador de 12,5MVA de potência que rebaixa a tensão para 34,5kV, alimentando a LD (Linha de Distribuição) Goiás – Faina e também um segundo transformador, esse com potência de 6,25MVA, que rebaixa a tensão até 13,8kV alimentando dois (2) circuitos (RD – Rede de distribuição) que alimentam a cidade. Em caso de necessidade parte da carga da Subestação Goiás pode ser suprida pela LD 34,5kV Itaberaí – Goiás.

A subestação Goiás é telecomandada e controlada pelo COS – Centro de Operação do Sistema da CELG localizado em Goiânia – GO, e conta com um operador local para atender emergências.

Saindo da Subestação, grande parte da Rede de Distribuição é composta de rede aérea simples e rede aérea compacta sustentadas por postes pré-moldados de concreto que também sustentam a iluminação pública da cidade. Com exceção do Centro Histórico que conta com a rede elétrica subterrânea e iluminação pública feita através de postes ornamentais alimentados por caixas derivadas de ramais de atendimento trifásicos. No mapa abaixo pode-se verificar, na área delimitada para estudo, a tipologia de distribuição de energia na Cidade de Goiás. Na distribuição a energia elétrica é novamente rebaixada pro transformadores de potências distintas até o nível de consumo das residências que é de 380V (fase/fase), ou o mais comum, 220V (fase/neutro).

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Técnicas Retrospectivas

As instalações subterrâneas na Cidade de Goiás atendem a solicitação da UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura e engloba três fatores importantes: preservação ambiental, segurança (maior confiabilidade da rede) e valorização estética dos projetos arquitetônicos.

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Técnicas Retrospectivas

Foto 3 - Agência de Atendimento CELG - Companhia Energética de Goiás, localizada à Rua Quintino Bocaiúva. Fonte: Erik de Carvalho

Foto 4 - Poste pré-moldado de concreto da rede aérea elétrica compacta com Iluminação Pública na parte “nova” da cidade. Fonte: Cida Gomes

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Técnicas Retrospectivas

Foto 5– Ponto de inspeção da rede subterrânea de energia elétrica - CELG. Fonte: Cida Gomes

Foto 6 - Perspectiva da Rua Senador Caiado com Iluminação em postes ornamentais e rede elétrica subterrânea. Fonte: Sediléa Muniz

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Técnicas Retrospectivas

Foto 7 – Poste de madeira da rede aérea elétrica simples com Iluminação Pública, à Rua Marques Tocantins. Fonte: Cida Gomes

Foto 8 - Poste pré-moldado de concreto da rede aérea elétrica simples com Iluminação Pública , à Rua Dr. Neto. Fonte: Delaine Carvalho

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Técnicas Retrospectivas

Saneamento: Água e esgoto

As primeiras ocupações da Cidade de Goiás ocorreram em torno do Rio

Vermelho, que corta toda a cidade, seu povoamento foi determinado pela mineração do ouro, consequentemente um povoamento muito irregular, sem nenhum planejamento, sem nenhuma ordem e quando o ouro se esgota os mineiros saem para outro lugar.

Para obtenção do Título de Patrimônio Historio Cultural Mundial foi solicitada pela UNESCO a realização de algumas obras de adequação da cidade, dentre elas a implantação de rede para coleta e transporte de esgoto e redes subterrâneas de energia elétrica e telefonia.

A obra de implantação da rede de esgoto encontra-se ainda em andamento e está sendo realizada pela empresa Fuad Rassi Engenharia a pedido da SANEAGO.

Para a implantação do sistema de esgoto a empresa promove aberturas de valas em todas as vias do centro histórico e entorno, bem como em quintais de várias residências. A implantação acontece em dois tipos de valas: uma vala principal (transporte do esgoto) medindo 80 cm de largura podendo ter entre 1,20 m a 3,50 m de profundidade; e nas valas secundárias de ligação das residências à vala principal medindo 80 cm de largura e variando entre 80 cm a 1,50 de profundidade.

Na praça do Chafariz localizada no centro da Cidade de Goiás foi instalada a primeira usina de abastecimento de água encanada da cidade. Somente em 2004 foram iniciadas as primeiras obras de instalação de rede de esgoto.

Técnicas Retrospectivas Inventário de Bens arquitetônicos da Cidade de Goiás 128

Técnicas Retrospectivas Inventário de Bens arquitetônicos da Cidade de Goiás 129

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Técnicas Retrospectivas

Foto 9 - Poste pré-moldado de concreto da rede aérea elétrica simples com Iluminação Pública , à Rua Dr. Neto. Fonte: Delaine Carvalho

Foto 10 – Hidrômetros Residenciais instalados sobre a calçada. Fonte: Cida Gomes

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Técnicas Retrospectivas

Foto 1 Foto 12

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Técnicas Retrospectivas

Foto 13

Fotos 1 , 12 e13 - Caixas de visita PV, manilhas PV e tubos de PVC 100, 150 e 200 m -

Canteiro de obras da Fuad Rassi – contratada para executar a rede de esgoto da cidade. Fonte: Delaine Carvalho

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Técnicas Retrospectivas

1 – IDENTIFICAÇÃO: HISTORICO

Município: CIDADE DE GOIÁS - GOUso Original/Atual: 150 KM DA CAPITAL
Denominação:CENTRO HISTÓRICO Proprietário: PATRIMÔNIO HISTÓRICO

Endereço: MUNICIPIO DO ESTADO DE GOIAS

3 - GRAU DE PROTEÇÃO

4 – SITUAÇÃO:
5 – CROQUIS DAS PLANTAS BAIXAS:Ver anexo V
6 - FOTOGRAFIA DA EDIFICAÇÃO

Desenho de Tosi Colombina datado de 1751. Primeira representação de Vila Boa - hoje Cidade de Goiás - mostra a existência de muitas janelas com rótulas nas casas da antiga cidade.

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Técnicas Retrospectivas

7 – COBERTURA:N° DE AGUAS
TELHAMENTO ( )CAPA/CANAL ( )FRANCESA( )FIBROCIM ( )OUTRO
ACABAMENTO ( ) BEIRA BICA ( )BEIRA SEVEIRA( )LAMBREQUIM ( )OUTRO
COROAMENTO ( )CIMALHA ( )PLATIBANDA( )FRONTÃO ( )OUTRO

Elementos Construtivos

10 – ESQUADRIAS (TIPO

DE VERGA): 9 - MATERIAIS SUBSOLO 1 PAV. 2 PAV. 3 PAV. SÓTÃO

ESTRUTURA
ESQUADRIAS

8 - TIPO DE ESTRUTURA:

1 - ESTADO DE CONSERVAÇÃO (MODIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS ORIGINAIS):

( x ) HETEROGÊNEO (APRESENTA SUBSTITUIÇÃO DE ALGUNS ELEMENTOS ORIGINAIS POR ELEMENTOS NOVOS).

() DESCARACTERIZADO (MUITOS ELEMENTOS

12 - ESTADO FISICO (INFORMAR NESTE ITEM O ESTADO DE DEGRADAÇÃO DOS ELEMENTOS CONSTRUTIVOS

13 - DADOS HISTORICOS OU REFERENCIAS CULTURAIS: VER ANEXO XIII

Goiás (também conhecida como Cidade de Goiás ou Goiás Velho) é um município brasileiro do estado de Goiás. Sua população estimada em 2005 era de 24.605 habitantes de acordo com o IBGE. O município foi reconhecido em 2001 pela UNESCO como sendo Patrimônio Histórico e Cultural Mundial por sua arquitetura barroca peculiar, por suas tradições culturais seculares e pela natureza exuberante que a circunda.

14 - ENTORNO PRÓXIMO (EDIFICAÇÃO COM RELAÇÃO AO ENTORNO):

() EDIFICAÇÃO CONFORMADORA DO PERFIL URBANO

( ) EDIFICAÇÃO DE REFERENCIAL URBANO ( X) EDIFICAÇÃO COMO PARTE DE UM CONJUNTO 16 - OBSERVAÇÕES:

18 - PESQUISADOR: Hélio Ricardo Luiz

Jonathan

15 – FOTO DO ENTORNO:

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Técnicas Retrospectivas

Desenho de Tosi Colombina datado de 1751. Primeira representação de Vila Boa - hoje Cidade de Goiás - mostra a existência de muitas janelas com rótulas nas casas da antiga cidade.

Desenho de Francesco Tosi Colombina, Vila Boa de Goiás vista do Largo do Rosário, em 1751.

Francesco Tosi Colombina nasceu em Gênova, foi explorador, geográfo, cartográfo e engenheiro militar italiano no Brasil. Em 1749 o Marquês de Pombal contratou os seus serviços para mapear e desenhar a provincia de Goyaz.

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Técnicas Retrospectivas

Historia da cidade de Goiás Velho

As Primeiras Bandeiras

No primeiro século da colonização do Brasil, diversas expedições, “entradas, descidas”, percorreram parte do território do atual Estado de Goiás, organizadas principalmente na Bahia. De inicio seguiam em canoas o curso dos rios: Paranaíba – Tocantins – Araguaia, até voltar pelo Tietê e São Paulo, naquele tempo, sem pressas, uma dessas viagens podia demorar dois ou três anos. Mais tarde – depois de 1630 – introduziu-se o uso de muares e as bandeiras preferiam a viagem por terra.A primeira bandeira, que partindo de São Paulo, possivelmente chegou até os sertões de Goiás no leste do Tocantins, foi a de Antonio Macedo e Domingos Luís Grau (1590 – 1593).Outro tipo de expedições eram as “descidas” dos jesuítas do Pará. Os jesuítas tinham criado na Amazônia um sistema bem estruturado de “aldeias” de aculturação indígena – as missões jesuíticas – e vinham para tentar catequizar os índios do Brasil Central, não aqui em Goiás, mas tentando fazer com que os indígenas migrassem para suas missões. Portanto, nem bandeirantes nem jesuítas vinham para ficar-se em Goiás. Levavam índios goianos para o Sul e para o Norte, traçavam roteiros para mostrar o caminho, mas não vinha, a Goiás para criar povoações.

Descobrimento de Goiás

É costume dizer que o descobridor de Goiás foi o Anhanguera. Isso não significa que ele fosse o primeiro a chegar a Goiás, mas sim que ele foi o primeiro a vir a Goiás com intenção de se fixar aqui. Isso se deu dentro da conjuntura do descobrimento de ouro no Brasil.

Bartolomeu Bueno da Silva, experiente sertanista, era cego de um olho. Talvez desse defeito físico venha o apelido “Anhanguera”, de origem e significados discutidos. Quase todos os sertanistas eram apelidados pelos índios. Quando ao fato de haver ateado fogo num prato de aguardente para amedrontar os índios a fim de que lhes mostrassem, não se tratava de fato original. Era um ardil comum, próprio de exploradores. Segundo Pedro Taques, linhagista

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Técnicas Retrospectivas paulistano, o primeiro bandeirante que usou esse método foi Francisco Pires ribeiro, sobrinho do Caçador de esmeraldas, nos sertões de Minas Gerais.

Os principais financiadores de bandeira da Anhanguera foram ela próprio e seu genro, João Leite da Silva Ortiz.

Viagem da Bandeira

Vermelho, na atual região da cidade e Goiás

A bandeira saiu de São Paulo a 3 de julho de 1722. O caminho já não era tão difícil como nos primeiros tempo. Ate o rio Grande era bem conhecido dos paulistas, com alguns moradores e com roças; para alem, o Anhanguera dizia possuir um roteiro, ate o lugar do ano.Mas a natureza não foi muito generosa em algumas regiões semi-desérticas do cerrado do Brasil Central e muitos dos componentes da bandeira acabaram morrendo de fome, os sobreviventes, segundo relato do Alferes Braga, participante que acabou desistindo e desertando da bandeira, precisaram comer macacos, os cachorros e alguns cavalos para conseguir escapar à fome.O Anhanguera era um homem obstinado: disse que preferia a morte a voltar fracassado. No fim acabou tendo sorte. Numa das voltas das bandeiras, quando já lhe restavam poucos companheiros: que os outros haviam morrido de fome, doença ou em escaramuças com índios hostis, descobriu ouro nas cabeceiras do Rio

Povoamento de Goiás

A primeira região ocupada foi a região do Rio Vermelho. Fundou-se ai o Arraial de SantAna, que depois seria chamado Vila Boa e, mais tarde, cidade e Goiás, sendo durante 200 anos a capital do território. Pelos registros da capitação, sabemos que dez anos depois, em 1736, já havia nas minas de Goiás 10.263 escravos. O povoamento determinado pela mineração do ouro é um povoamento muito irregular e mais instável, sem nenhum planejamento, sem nenhuma ordem. Onde aprece ouro, ali surge uma povoação; quando o ouro se esgota, os mineiros mudam-se para outro lugar e a povoação definha ou desaparece.Três zonas povoaram-se assim durante o século XVIII com um relativa densidade:A primeira no Centro-Sul, com uma serie desconexa de

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Técnicas Retrospectivas arraias no caminho de São Paulo ou nas proximidades: Santa Cruz, Santa Luzia (Luziânia), Meia Ponte (Pirenópolis), principal centro de comunicações, chegando a disputar com Vila Boa e categoria de sede do governo, quando da criação da província Goiás, Jaraguá, Vila Boa e arraias vizinhos.A segunda zona na “região de Tocantins”, no alto do Tocantins ou Maranhão: Traíras, Água Quente, São Jose (Niquelândia), Santa Rita, Muquém, etc.

É, por fim, o verdadeiro Norte da capitania abrangendo uma extensa zona entre zona entre o Tocantins e os chapadões dos limites com a Bahia: Arraias, São Felix, Cavalcante, Natividade, São Jose do Duro (Dianópolis), Porto Real (Porto Nacional), o arraia mais setentrional.

Goiás Dentro do Sistema Colonial

O sistema colonial fundava-se no que hoje se chama de “pacto colonial”.Ao descobrir-se o ouro na Brasil, no final do século XVII, esse produto passou, imediatamente, a ocupar o primeiro lugar na estimação das autoridades e do povo, isso se devia, em grande parte, à mentalidade mercantilista, que durante algum tempo, identificou a riqueza com a posse dos metais preciosos (metalismo).Os alimentos e todas outras coisas necessárias para a vida vinham das capitanias da costa. As minas eram, assim, uma espécie de colônia: um território dependente economicamente dos produtos e dos comerciantes da Bahia, do Rio e de São Paulo.Por ordem real, todos os braços disponíveis deveriam ser empregados na extração do ouro, isso nos explica o pouco desenvolvimento da lavoura e da pecuária em Goiás, durante os cinqüenta primeiros anos. Outro fator que desestimula a produção de produtos agrícolas eram os altos impostos cobrados na época.Mineiros naquele tempo significava, não como hoje, aquele que trabalha na mina, mas o proprietário de lavras e escravos dedicados à lavoura, algo assim como o fazendeiro de hoje.Ser mineiro, era a profissão mais honrosa, significava o mais alto status social. Todos queriam ser mineiros e ninguém queria ser chamado d roceiro, profissão desprezada.

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Técnicas Retrospectivas

A Mineração em Goiás

Dois tipos de jazidas auríferas foram exploradas no Brasil: 1) as jazidas sedimentares do ouro de aluvião, e 2) as formações rochosas com veios auríferos na pedra.

A Política Fiscal nas Minas

No Brasil, sempre que o rei concedia licença às bandeiras para buscar ouro ou prata ou outros metais exigia que pagassem o quinto, segundo a lei do reino.O direito do rei ao quinto ninguém discutia, embora muitos mineiros pensassem que não estavam obrigados a pagar impostos e procurassem evitá-los mediante o contrabando.

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