Apostila envelhecimento

Apostila envelhecimento

(Parte 4 de 6)

– Exercício resistido com freqüência semanal e não consecutiva de 2 vezes. – O uso de 8-10 exercícios para os grandes grupos musculares.

– O uso de 10-15 repetições para cada exercício.

– Pode usar intensidade moderada ou alta, mas a moderada é a mais indicada no início do treinamento.

– Pode usar o sistema progressivo de carga (Treinamento Resistido

Progressivo – TRP). – Na escala subjetiva de esforço – moderada=5/6 pontos; alta=7/8 pontos;

Prescrição de Exercício de Flexibilidade

Embora se aguarde confirmação na literatura sobre os efeitos positivos do treinamento de flexibilidade na saúde e prevenção de lesão no idoso, sugere-se, para manter a flexibilidade necessária para as atividades de vida diária realizar no mínimo:

– Prática de 10min diários de exercício de flexibilidade com freqüência semanal de 2 vezes. – Alongar os grandes grupos musculares.

– Uso de 3 – 4 repetições com duração de 10seg – 30seg para cada repetição.

– Preferível realizar os alongamentos nos dias dos exercícios aeróbios e resistidos.

Prescrição de Exercício de Equilíbrio

Algumas organizações preconizam atividade de equilíbrio para a prática clínica, para diminuir o risco de queda, mas como as quedas são geradas por problemas de diversas ordens (massa muscular, massa óssea e etc.), ainda é questionável a eficácia deste tipo de atividade para idosos. No entanto, existe uma posição sobre esse tipo de exercício:

– Exercícios de balanço são aqueles que geram desequilíbrio controlado (ficar de um pé só, mudar de base, trocar de pé).

– Os tipos mais eficientes, freqüência e duração ainda não foram esclarecidos.

– Recomenda-se ao menos 3 vezes por semana (acompanhado do fisioterapeuta).

3. Exercício Físico e Função Cognitiva

Os estudos epidemiológicos mostram que as pessoas moderadamente ativas têm menor risco de serem acometidas por desordens mentais do que as sedentárias. Isso mostra que a participação em programas de exercício físico exerce benefícios físicos e psicológicos [43,4,118], e que indivíduos fisicamente ativos provavelmente possuem um processamento cognitivo mais rápido [34,36]. Heyn e col.[57], em uma recente meta-análise, também encontraram um significativo aumento dos desempenhos físico e cognitivo, e uma alteração positiva no comportamento das pessoas idosas com déficit cognitivo e demência, confirmando que a prática de exercício físico pode ser um importante protetor contra o declínio cognitivo e a demência nos indivíduos idosos [76].

No entanto, deve-se considerar que, a magnitude do efeito do exercício físico na função cognitiva, depende da natureza da tarefa cognitiva que está sendo avaliada e do tipo de exercício físico que foi aplicado. De acordo com Weingarten [122], o condicionamento físico pode ter um impacto positivo no desempenho cognitivo de tarefas complexas, mas não influencia no desempenho das simples. Gutin [50], por exemplo, sugeriu que os efeitos do exercício são mediados pela complexidade da tarefa cognitiva e pela duração do exercício.

As observações dos efeitos benéficos do exercício físico sobre o desempenho cognitivo, particularmente nos idosos, foram realizadas experimentalmente por diversos pesquisadores. Van Boxtel e col. [119] realizaram um estudo com 132 indivíduos, com idades entre os 24 e os 76 anos, foram submetidos a uma sessão aguda de exercício sub-máximo em cicloergômetro. Em seguida, aplicou-se uma extensa bateria neuropsicológica que incluiu testes de inteligência, de memória verbal e de velocidade no processamento de informações, evidenciando que existe uma interação entre os testes de velocidade de processamento cognitivo, idade e capacidade aeróbia.

Hill e col. [58], ao submeterem 87 idosos sedentários a um programa de treinamento aeróbio, também relacionaram o desempenho cognitivo com a capacidade aeróbia. Eles observaram efeitos positivos nas memórias de longo prazo no grupo treinado, quando comparado com o controle que não treinou. Outro trabalho observou uma melhora da função cognitiva (tempo de reação e amplitude de memória), do estado de humor e das medidas de bem estar, no grupo de idosos que, durante 48 semanas, participou de um programa com exercício aeróbio [124].

Binder e col [24] estudaram, nos idosos, a relação entre os testes psicométricos e o desempenho físico, concluindo que a velocidade do processamento cognitivo é um componente importante da fragilidade física. Os autores relataram que, o declínio cognitivo com o avançar da idade, está mais relacionado ao decréscimo global, estando envolvido neste processo a velocidade do processamento das informações e a habilidade de usar a memória de curto prazo, enquanto a informação está sendo processada. Tal fenômeno ocorreria nos idosos, especialmente em virtude do envelhecimento do SNC, que limita as respostas adaptativas necessárias ao seu funcionamento independente.

No nosso laboratório realizou-se um estudo com um grupo de 23 mulheres saudáveis, entre os 60 e os 70 anos, que foi submetido a 60 minutos de caminhada, 3 vezes por semana. Após 24 semanas de intervenção, foram encontradas melhoras na atenção, na memória, na agilidade e, também, um aumento nos escores de humor em relação a um grupo de 17 mulheres sedentárias[17]. Em um outro estudo, também realizado pelo nosso grupo, investigou-se a relação entre o exercício físico aeróbio e a alteração na função cognitiva, no perfil de humor e na qualidade de vida. Recrutaramse 46 idosos entre os 60 e os 75 anos, que se distribuíram em dois grupos (controle e experimental). O grupo experimental foi submetido, três vezes por semana, durante 24 semanas, ao exercício físico aeróbio com uma intensidade no limiar ventilatório 1 (LV1). Constatou-se que, após esse período, o grupo experimental melhorou a sua função cognitiva, capacidade aeróbia, perfil de humor, qualidade de vida, tendo a viscosidade sangüínea diminuída em comparação ao grupo controle, que permaneceu sedentário ao longo da intervenção [18].

São escassos os estudos que relatem a influência do treinamento resistido na função cognitiva dos idosos. Entretanto, Perrig-Chiello e col. [100] submeteram 46 voluntários idosos a oito semanas de exercício físico resistido, constatando uma melhora no bem-estar psicológico e em alguns componentes da função cognitiva dessa população. Em outro estudo realizado mais recentemente, Ozkaya e col. [93] submeteram 36 voluntários entre os 60 e os 85 anos a nove semanas de exercício físico. Os dois grupos de exercícios melhoraram a função cognitiva em comparação com o grupo controle, não se observando diferença estatística entre os dois grupos

(aeróbio e resistido), o que sugere uma melhora no desempenho cognitivo para ambas as modalidades de exercício.

O nosso grupo também realizou um estudo com treinamento resistido na população idosa com o intuito de investigar o impacto desta modalidade de exercício na função cognitiva dos idosos. Cassilhas e col. [3] submeteram 62 homens ente os 65 e os 75 anos a 24 semanas com exercício físico resistido. Os indivíduos foram distribuídos aleatoriamente em três grupos (controle, experimental moderada e experimental alta). Após a intervenção, ambos os grupos experimentais melhoraram a função cognitiva em relação ao grupo controle, independentemente da intensidade de sobrecarga ter sido diferente entre os grupos. Além disso, constataram-se em ambos os grupos experimentais um aumento na concentração sérica do IGF-1, porém, não houve alteração nos níveis de viscosidade do sangue ao final da intervenção.

O IGF-1, além de participar perifericamente do eixo GH/IGF-1 [74] está envolvido em diversos processos no SNC, atuando como um fator neurotrófico responsável pela manutenção das células do SNC [74]. Nos cérebros adultos, a expressão de RNAm do IGF-1 ocorre em regiões específicas, por exemplo, no hipocampo [123], entretanto o seu receptor está distribuído por todo o SNC [25]. Em virtude desse envolvimento do IGF-1 com processos neurogênicos, foram realizados, em seres humanos, estudos com o propósito de tentar correlacionar as suas concentrações periféricas com função cognitiva, tendo sido encontradas correlações positivas entre o aumento da concentração sangüínea do IGF-1 e melhora da função cognitiva [13,40,64,85].

Em modelos experimentais, tem-se observado uma relação entre o IGF-1 e o fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF) [29,30]. Esta neurotrofina atua nas diversas áreas do SNC, sendo a responsável pela manutenção dos neurônios do prosencéfalo basal, do estriado, do hipocampo, do córtex, do septo e dos neurônios cerebelares e motores [7]. No estudo de Neeper e colaboradores [86], por exemplo, mostrou-se que ratos submetidos a sete noites de atividade física voluntária aumentaram o RNAm do BDNF no hipocampo, tendo, também, em outras estruturas cerebrais como o córtex, o cerebelo [87] e a medula espinhal [49], sido reportado aumentos do RNAm do BDNF.

Em estudo mais recente, Ding e colaboradores [41], submeteram ratos a 5 dias de atividade física voluntário e verificaram que, após esse período, houve um aumento das concentrações do BDNF e do IGF-1 no hipocampo. Neste mesmo estudo utilizouse um grupo de animais que se exercitaram, mas tiveram o receptor do IGF-1 no hipocampo bloqueado. Os autores mostraram que o IGF-1 é importante no processo de formação de memória, tendo em vista que os animais com o receptor para o IGF-1 bloqueado, tiveram um pior desempenho na tarefa do labirinto aquático de Morris (MWM), tarefa essa que avalia memória. em relação ao grupo que se exercitou e não teve o receptor bloqueado. Este estudo mostrou ainda, vias específicas de modulação do IGF-1 sobre moléculas relacionadas a mecanismos de memória tais como a proteína quinase dependente de cálcio-calmodulina I (CAMKI), proteína quinase mitógeno-ativadora I (MAPKI), sinapsina I e BDNF. Entretanto, esse modelo de intervenção com atividade física voluntária para roedores é diferente do modelo com exercício físico como essência, tendo em vista que a na prática de atividade física não há o comprometimento com a periodicidade, com o controle do volume e da intensidade e com outros princípios do treinamento. Por isso, não se pode inferir que o impacto da prática de atividade física na memória de animais tenha semelhante magnitude da prática do exercício físico.

Baseado nisso, Ang e colaboradores [16] submeteram roedores a intervenção com exercício aeróbio em esteira durante 12 semanas. Após esse período a amostra foi submetida a avaliação da memória por intermédio do MWM. Os resultados indicaram um melhor desempenho no MWM do grupo de ratos corredores em comparação com grupo de ratos sedentário, apontando uma melhora da memória em ratos submetidos a treinamento aeróbio. Apesar disso, ainda desconhece-se o impacto da prática do exercício aeróbio em modelos animais no IGF-1 e no BDNF hipocampal. Relatam-se ainda a inexistência de estudos com modelos de treinamento resistido para animais e a sua influência tanto na memória quanto nas moléculas IGF-1 e BDNF centrais.

Em Seres Humanos, existem estudos prévios que mostraram uma elevação sérica de IGF-1 em idosos submetidos ao treinamento resistido [26,97]. Contudo, estudos com a utilização do exercício aeróbio como intervenção, mostraram resultados controversos, muitos não associando a prática desta modalidade com níveis séricos aumentados do IGF-1 [12,19,82].

4. Exercício Físico e Demências

Ao longo das últimas décadas foi crescente o foco na influência de inúmeros fatores de estilo de vida, como os engajamento intelectual e social, a nutrição e a atividade física, na função cognitiva dos idosos. Alguns desses estudos examinaram as mudanças da cognição ao longo da vida, outros se preocuparam em investigar o quanto esses fatores de estilo de vida podem reduzir ou atrasar o risco em se desenvolver doenças associadas com o processo de envelhecimento como a demência de Alzheimer ou demência vascular.

No estudo realizado por Larson e col. [75], 1740 homens e mulheres acima dos 65 anos sem comprometimento cognitivo, foram perguntados qual era a freqüência semanal em que se praticavam diferentes atividades físicas (caminhada, corrida, ciclismo, natação, esportes aquáticos e exercício resistido) por pelo 15 min por vez no último ano. Uma série de possíveis variáveis confundidoras (tabagismo, etilismo, condições médicas e demográficas) foi considerada na avaliação. Uma avaliação de risco genético para Alzheimer (um ou mais e4 alelos no gene da apoE) também foi feita. Após um período de follow-up de 6,2 anos, 158 indivíduos desenvolveram demência de Alzheimer. Este tipo de demência é a mais prevalente na população e afeta negativamente uma variedade de processos cognitivos e neurobiológicos. Ao final do estudo, com o ajustamento das co-variáveis, pode-se observar uma maior incidência de Alzheimer naqueles indivíduos que tinham uma freqüência semanal de atividade física menor do que três vezes (19,7 por 1000 pessoas ao ano) quando comparado àqueles que praticavam mais do que três vezes por semana (13,0 por 1000 pessoas ao ano). Esses resultados não foram influenciados pela predisposição genética da doença.

Outros estudos têm reportado semelhantes efeitos do exercício na demência.

Podewils e col. [102] estudaram a relação entre atividade física e demência em 3375 homens e mulheres idosos ao longo de 5,4 anos. Os participantes foram perguntados sobre a freqüência e duração da prática de 15 tipos diferentes de exercício físico ou atividade física durante as duas últimas duas semanas. Corroborando com dados de Larson e col., observou-se uma associação inversa entre a demência de Alzheimer dispêndio de energia e a freqüência semanal dos diferentes tipos de exercício avaliado. Contudo, diferentemente de Larson e col., este estudo só encontrou essa significante associação entre atividade física e Alzheimer naqueles que não tinham a presença do alelo e4, ou seja, aqueles que tinham um risco reduzido de desenvolver Alzheimer.

Alguns estudos também têm encontrado uma relação inversa entre atividade física e declínio cognitivo normal inerente do envelhecimento. Por exemplo, Yaffe e col. [126] encontraram uma associação inversa entre o dispêndio de energia realizado semanalmente em caminhadas com declínio cognitivo avaliado pelo Mini Exame do Estado Mental (Mini-Mental), indicando que o desempenho cognitivo é aumentado naqueles que reportaram maiores níveis de atividade física. Este estudo envolveu 5925 mulheres com mais de 65 anos que foram acompanhadas por um período médio de sete.

Em elegante estudo conduzido por Barnes e col. [23], foram utilizadas medidas de avaliação não só indiretas (questionários), mas também diretas (Volume Pico de

Oxigênio – VO2pico) para mensurar a capacidade cardiorespiratória durante seis anos com uma amostra de 349 indivíduos acima de 5 anos. O interessante foi que se verificou uma associação inversa entre declínio cognitivo e VO2pico. Poucos estudos observacionais examinaram a relação entre a prática de atividade física e declínio cognitivo ou demência por períodos de tempo muito longos. Um deles foi conduzido por Dik e col. [39], envolvendo 1241 homens e mulheres entre 62 e 85 anos, que de forma retrospectiva investigou entre 15 e 25 anos o nível de atividade física. Os homens, mas não as mulheres, que tinham um nível de atividade física entre baixa e moderada quando mais jovens, apresentaram uma velocidade no processamento de informações mais rápida no período mais tardio da vida. Os autores explicam que a falta de associação entre atividade física e a velocidade no processamento de informações nas mulheres pode ser pelo fato de que na amostra as mulheres reportaram níveis muito baixos de atividade física.

Em outro estudo com desenho experimental bastante semelhante, Rovio e col. [109] investigaram a associação entre o nível de atividade física na meia-vida adulta e demência em uma amostra de idosos entre 65 e 79 anos. Após um follow-up de 21 anos, encontrou-se que pelo menos duas vezes por semana de atividade física foi associado a redução do risco de desenvolver demência. Intrigantemente, a associação entre atividade física e demência foi mais forte nos indivíduos com o alelo e4 do gene da apoe, isto é, aqueles que têm o maior risco de desenvolver Alzheimer.

5. Considerações sobre a Prescrição de Exercícios Físicos nas Doenças de Alzheimer e Parkinson

5.1. Doença de Alzheimer

Recomendações sobre Avaliações Físicas

Em razão da doença de Alzheimer afetar a capacidade mental, testes em laboratório podem se tornar difíceis ou até inviáveis, especialmente nas fases mais tardias da doença. Muitos indivíduos com esta demência se mostram com muita agitação e talvez, eles não consigam ser submetidos a testes muitos longos. Para esses pacientes é aconselhável realizar algumas sessões de treinos antes para se assegurar que no teste ele alcançará o máximo, mas se o paciente ou cliente se mostrar confuso ou agitado, o teste ou sessão deve ser interrompido imediatamente e reiniciado em outra ocasião. Adicionalmente, qualquer teste deveria ser conduzido pela manhã, porque nesse período, a maioria das pessoas com DA está bem, do ponto de vista funcional e cognitivo, nas primeiras horas da manhã.

Recomendações sobre Programas e Sessões de Exercício Físico

Ao se prescrever treinamento para pacientes com DA, deve-se aterá 3 grandes desafios: 1- limitações físicas e cognitivas em detrimento da doença; 2- alterações comportamentais e de humor podem fazer o paciente se agitar ou se irritar durante a sessão de treinamento; 3- Aderência do paciente ao programa de treinamento ao longo o progresso da doença. Por essas razões, o que se recomenda, no mínimo são programas de exercício com intensidade baixa apenas visando a manutenção das atividades de vida diária e a sua independência. E para esses níveis de programa de exercícios, os testes são desnecessários [106].

Durante os primeiros estágios da DA, a maior parte dos pacientes não terão problema em participar de qualquer tipo de exercício. A única questão a se observar são os problemas cognitivos relacionados com as queixas de perda de memória. O cliente pode se esquecer de vir a sessão de treinamento ou não lembrar o que fez na sessão anterior. Por vezes, um quadro de depressão pode ser associado ao período inicial da doença, devendo-se atentar para a sintomatologia desse transtorno de humor e abordar, levando isso em consideração, o que pode fazer que o paciente desista do exercício. O professor deve ter um perfil paciente, objetivo, carinhoso e ter muito amor no que faz, tomando o cuidado de sempre encorajar verbalmente o paciente [106]. Nesta fase, exercícios como caminhada, “exercício calistenicos”, treinamento resistido (circuito ou outro método), ou combinado de aeróbio e resistido são os mais indicados.

Nas fases moderadas da DA, o programa de treinamento deve ser simples. O principal problema nesta fase pode ser o comportamento com a adição de agitação motora, o paciente pode se tornar resistente ao programa de treinamento [106]. E por essa razão, o cliente, que estava treinando desde o início, passa a desistir do exercício. Nesta fase, porém, como são comuns as alterações de comportamento, pode-se constatar comportamentos de extrema insatisfação ou até agressividade [106]. O professor deve utilizar essa alta agitação para canalizar a energia para a execução dos exercícios. Estes incidentes de alteração do humor não permanecem por muito tempo e logo após o evento, o paciente retorna ao normal e normalmente não se lembra do ocorrido.

Ao longo das fases mais avançadas da doença, o paciente necessita de supervisão constante do professor. A capacidade de linguagem e compreensão se encontra bastante deterioradas, desta forma, os exercício devem ser individualizados e com muito critério. A incontinência urinária e limitações motoras são comuns nesta fase. Os exercícios de força para tentar diminuir a fraqueza muscular devem ser prioridades nesta fase [106].

5.2. Doença de Parkinson

Recomendações sobre Avaliações Físicas

(Parte 4 de 6)

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