Oficina de fotocelular

Oficina de fotocelular

(Parte 1 de 2)

Monitor: James do Nascimento Ferreira jamesjnf@gmail.com 1

Introdução

A fotografia é uma arte e técnica e com ela podemos aprimorar nossos sentidos de percepção, criação e comunicação. Com a fotografia também podemos registrar lembranças e comunicar nossas idéias e pensamentos, e é a única com capacidade de congelar pra sempre um momento comum, um momento especial ou encanto universal. Para fazer uma boa foto não basta apenas apertar o botão. A gente tem que aprender a usar a máquina fotográfica e mais o CELULAR, entender e controlar a luz, além de explorar bem todos os tipos de assunto. Porém, na fotografia, apenas saber como funciona a câmera não é um ponto decisivo, por mais importante que isso seja. Na fotografia é fundamental aprender a ver e a compreender, muito mais do que simplesmente olhar.

Nesta Oficina vamos saber que, acima de tudo, a fotografia é interessante e divertida.

Celular Samsung C3050 Foto: Maxwilly Photofunia.com

Um pouco da História da Fotografia

Foi através da fotografia que o homem encontrou uma das formas mais perfeitas e práticas para gravar e reproduzir suas manifestações culturais. Por volta de 1554, Leonardo da Vinci descobriu o principio da câmara escura, que é o seguinte: a luz refletida por um objeto projeta fielmente sua imagem no interior de uma câmara escura, se existir apenas um orifício para a entrada dos raios luminosos. Baseados neste principio, os artistas simplificam o trabalho de copiar objetos e cenas, utilizando câmeras dos mais diversos formatos e tamanhos. Enfiavam-se dentro da própria câmera e ganhavam a imagem refletida em uma tela ou pergaminho preso na parede oposta ao orifício da caixa. Não é difícil imaginar os passos seguintes desta evolução: uma lente, colocada no orifício, melhorou o aproveitamento da luz: um espelho foi adaptado para rebater a imagem na tela; mecanismos foram desenvolvidos para facilitar o enquadramento do assunto. Com esses e outros aperfeiçoamentos, a caixa ficou cada vez menor e o artista trabalhava já do lado de fora, tracejando a imagem protegido por um pano escuro.

Monitor: James do Nascimento Ferreira jamesjnf@gmail.com 2

Surge a fotografia

Para o processo se tornar mais automático, faltava descobrir ainda, como substituto do pergaminho, um material sensível à ação da luz, isto é, capaz de registrar uma imagem ao ser atingida pela luz refletida de um objeto. Em 1816 o químico Frances Nephòre Nièpce deu os primeiros passos para resolver o problema, conseguindo registrar imagens em um material recoberto com cloreto de prata. Mais tarde, em 1826, ele associou-se ao pintor também Frances Daguerre, e ambos desenvolveram uma chapa de prata que, tratada com vapor de iodo, criava uma camada superficial de iodeto de prata, substancia capaz de mudar de cor quando submetida à luz. A experiência foi o primeiro passo prático para a fotografia em toda a Europa, possibilitando combinar a chapa foto-sensível (filme) e a câmera escura (máquina fotográfica). A partir daí, o aperfeiçoamento da técnica fotográfica teve muitas colaborações. No campo da química, substâncias mais sensíveis à luz foram preparadas, a óptica contribuiu com lentes cada vez mais perfeitas e mecanismo com algum requinte puderam ser adaptados às máquinas descendentes das câmeras escuras. Já em 1860 surgiram os primeiros estúdios fotográficos, alvo de enorme curiosidade. Na época, tirar uma foto era motivo de grande ginástica de um lado, a pessoa deveria ficar imóvel cerca de dois minutos e precisava ser presa a um dispositivo para não tremer; por sua parte, o fotografo era ainda um verdadeiro artesão no processamento químico e nos retoques indispensáveis. Não tardaram a aparecer também os fotógrafos ambulantes que, como pioneiros, correram o mundo divulgando a nova arte, transportando complicados laboratórios e equipamentos em carroças. Em 1867, o físico Frances Louis Ducos anunciou outra novidade; a fotografia colorida. Treze anos mais tarde, por iniciativa do norte-americano George Eastman, a fotografia começou a se popularizar e o filme passou a ser embalado em rolos.

O processo fotográfico

O estudo do processo pelo qual é possível se realizar uma fotografia foi dividido em três etapas: o processo do ponto de vista óptico, físico/químico e químico.

O processo óptico

Leonardo da Vinci, além de descobrir que era possível visualizar a imagem de um objeto sobre uma superfície plana através da utilização de uma câmera escura e um pequeno orifício, mostrou que esta imagem se formava invertida. Os raios de luz caminham em linha reta, o que faz com que a luz procedente de um sujeito, ao passar por um orifício e se projetar no plano oposto, tenha várias características:

1. a imagem se forma invertida de cima pra baixo; isto se deve à trajetória retilínea da luz;

Monitor: James do Nascimento Ferreira jamesjnf@gmail.com 3

2. a imagem é muito tênue, porque a maioria dos raios não chegam até o plano de projeção;

3. quanto maior o orifício, menor a definição da imagem. Isto se dá pelo fato de os raios divergentes saídos de um mesmo ponto do sujeito alcançarem pontos diferentes no plano de projeção, criando discos de difusão.

4. a utilização de um pequeno orifício e principalmente a utilização de lentes (objetivas) possibilita a formação de uma imagem nítida.

O processo físico/químico

A palavra vem de foto + grafo (escrever com a luz), sendo o processo pelo qual formamos e fixamos uma imagem em material sensível à luz. Certos materiais são sensíveis à luz, transformando-se sob a sua ação. Podemos citar alguns exemplos, como: a pele humana que escurece pela ação do sol, o papel que deixado ao sol fica amarelo, a prata que com a ação da luz enegrece. Esta característica é chamada de fotossensibilidade. Foi através do estudo da fotossensibilidade que se chegou à composição dos materiais fotográficos utilizados para a impressão de imagens. Os filmes e papéis fotográficos contêm uma emulsão formada por gelatina animal e sais de prata (material sensível à luz), que quando expostas à luz gravam a imagem formando o “negativo” que, posteriormente, será utilizado para a confecção da ampliação (positivo), no Processo Químico.

O processo químico

Enquanto não recebe luz, o papel fotográfico se encontra “virgem”, após sua exposição, passa a possuir uma imagem “latente” que deve ser processada para a revelação e fixação definitiva da imagem. Após a revelação o material deixa de ser sensível à luz. A fotografia convencional (filme) está baseada no processo físico-químico de registro da imagem: a imagem é gravada no papel sensível à luz, como explicado acima no processo físico-químico.

Monitor: James do Nascimento Ferreira jamesjnf@gmail.com 4

A fotografia digital está baseada no processo físico-numérico: a luz que passa pela objetiva (processo óptico) sensibiliza um sensor eletrônico (chip) que produz uma interpretação numérica da intensidade luminosa, formando uma imagem que é uma combinação de dados.

Câmeras fotográficas (Celular)

Existem hoje centenas de modelos e marcas de câmeras fotográficas. Dos modelos mais simples às mais sofisticadas. Cada câmera tem características e recursos diferentes. Mas todas possuem essas partes básicas: - Um corpo, “uma câmera escura”, que contém os outros componentes, um mecanismo de transporte do filme. Nas câmeras digitais, que não usam filme, não existe esse mecanismo, porque a imagem é gravada no chip. - Uma lente para projetar no interior da câmera a imagem formada pela luz.

- Um obturador para controlar o tempo que a luz incide no filme ou no chip.

- Um botão disparador para abrir e fechar o obturador.

- Um visor onde o fotógrafo vê a cena que será registrada.

Câmeras digitais

Funcionam como outros tipos de câmera, mas não usam filme. A luz é registrada num chip eletrônico localizado atrás da lente. O chip capta a luz sob a forma de uma imagem composta por pontos, chamados pixels. A imagem pode ser gravada na memória interna da câmera ou em cartões de memória (que seriam os filmes digitais). Você pode ver a foto que acabou de tirar numa telinha atrás da câmera e, se não ficou boa, apagar e fazer outra. Você pode guardar as fotos em um computador ou fazer cópias em papel levando seu arquivo para uma loja de fotografia que possui laboratório digital.

Monitor: James do Nascimento Ferreira jamesjnf@gmail.com 5

Resolução, qualidade da imagem e impressão

Na foto digital a imagem é formada por pixels. PIXEL: é a unidade de medida da imagem. Pode-se considerar que um pixel é um ponto. Quanto mais pixel tiver uma imagem, melhor sua resolução e mais detalhes terá. Quanto maior a resolução da imagem, maior será o arquivo digital.

Ex: se uma imagem possui a resolução de 1600 x 1200 – significa que ela tem aproximadamente 1.920.0 pixels (2 megapixel = 2MP). O nº de MP de uma câmera determina qual o tamanho máximo que uma imagem pode ser ampliada em papel com qualidade fotográfica. Fotos para serem apenas visualizadas na tela do computador a resolução 640 x 480 é ideal.

FORMATO DE GRAVAÇÃO As fotos são gravadas na memória da câmera e nos cartões de memória em formato

JPEG, RAW. A diferença entre esses formatos está na compressão da imagem. A compressão da imagem diminui o espaço ocupado no cartão de memória. Quanto maior a compressão, menor o espaço ocupado pela imagem e menor a resolução final da imagem. O formato RAW não tem compressão de imagem. O formato JPEG permite diferentes tipos de compressão das imagens. Compressão pode ser regulada através: Modo Fine (tem câmeras com opção "superfina") Modo Normal e Modo Standard. Use, se possível, o menor grau de compressão para garantir a melhor qualidade possível.

Velocidade do filme ou do sensor na câmera digital. (velocidade é a medida da sensibilidade à luz) A sigla ISO indica a sensibilidade do filme ou do sensor digital à luz, ou seja, à velocidade que o filme ou sensor demora para reagir à luz. Essa característica vem impressa na embalagem dos filmes ou nos comandos da câmera, e indica a intensidade de luz que o filme ou sensor da câmera precisa receber para que as imagens fiquem bem expostas. Em linhas gerais, quanto maior o ISO de um filme, mais sensível à luz ele será. Ou seja, um ISO 3200 (super rápido) precisa de bem menos luz do que um ISO 25 (lento) para

Monitor: James do Nascimento Ferreira jamesjnf@gmail.com 6 ser sensibilizado. Na prática, devemos usar ISO mais lento (ISO 50, 100, 200) quando estivermos ao ar livre com sol. ISO mais rápido (ISO 400, 800, 1000 ou mais) são indicados para fotos dentro de casa, dias nublados e fotos noturnas com ou sem flash. Dica: nas câmeras que usam filmes você não pode abrir a câmera antes de rebobinar o filme até o final, porque a luz vai queimar seu filme e perder todas as fotos.

Como segurar a câmera

Ao fotografar é importante segurar a câmera com firmeza, para que as fotos não saiam tremidas ou borradas. Aperte o botão com um movimento suave e uniforme. Se você apertar com força, vai balançar a câmera e a foto sairá tremida. Nem sempre é fácil segurar a câmera com firmeza. É mais fácil o auxílio de um tripé quando se usa uma teleobjetiva ou quando se faz uma exposição longa, com pouca luz, sem flash. Pode-se apoiar também a câmera num lugar plano – uma cadeira ou muro, ou mesa.

Lentes (objetivas)

A lente funciona como o olho da câmera, portanto ela é considerada a peça fundamental de uma máquina fotográfica, e a nitidez da foto depende da qualidade da lente. A abertura (diafragma) da lente controla a quantidade de luz que incide no filme ou no chip. Existem vários tipos de lentes, que captam áreas diferentes da mesma cena, ou seja, tem diferentes ângulos de visão. A lente “normal” é aquela que vê a mesma coisa que uma pessoa enxerga a olho nu. Uma lente grande angular “enxerga” um ângulo maior do que o olho humano e os objetos na cena parecem estar mais distantes. Uma

Monitor: James do Nascimento Ferreira jamesjnf@gmail.com 7 lente longa (teleobjetiva, ou tele) vê uma área mais estreita e os objetos parecem mais próximos. A lente de ângulo normal é a de 50mm As grandes angulares mais usadas são as de 28mm e a 35mm As lentes de 85mm, 105mm e 135mm são chamadas de teleobjetivas As lentes zoom são formadas por várias lentes em um único corpo, que avança ou recua, modificando o ângulo de visão. IMPORTANTE: Nunca toque na lente. Estas fotos foram feitas do mesmo lugar e com a mesma câmera, mas com lentes diferentes, para mostrar como o ângulo de visão de cada lente modifica a parte da cena que entra na imagem

Fotografias: Elis Regina

• está dentro da objetiva • é representado por uma escala numérica universal definida pela letra “ f ”

• função principal: controlar a quantidade de luz que entra pela objetiva

• o diafragma funciona como a nossa pupila, abre ou fecha de acordo com a luz

Monitor: James do Nascimento Ferreira jamesjnf@gmail.com 8

(Parte 1 de 2)

Comentários