Plantas Raras do Brasil

Plantas Raras do Brasil

(Parte 5 de 7)

aCantHaCeae

Comentários: Erva com até 30 cm de altura. Inflorescência terminal com flores lilás. Ocorre na Mata Atlântica. (Profice, 1997a)

Justicia nervata (lindau) Profice2 distribuição: RIO DE JANEIRO: Nova Friburgo, Morro da Caledônia (22º17’S, 42º33’W). Comentários: Arbusto com até 2 m de altura. Flores vermelho-alaranjadas. Ocorre na Mata Atlântica. (Profice,1996)

Justicia viridiflavescens lindau5 distribuição: ACRE: Cruzeiro do Sul (07º42’S, 72º37’W); Porto Walter, rio Juruá-Mirim (08º16’S, 72º44’W). Comentários: Erva terrestre, de 0,2 a 1 m de altura. Flores com corola verde de margem roxa e com estrias roxas no lábio inferior. Conhecida apenas da bacia do Alto Juruá. Floresce de maio a agosto. (Lindau, 1904; Daly et al., no prelo)

Mendoncia bahiensis Profice3 distribuição: BAHIA: Una, Reserva Biológica do Mico-leão (15º17’S, 39º04’W); Ilhéus (14º47’S, 39º02’W); Porto Seguro (16º26’S, 39º04’W). Comentários: Trepadeira. Flores alvas, com anel lilás na fauce. Floresce em abril e frutifica de fevereiro a junho. Ocorre em floresta de tabuleiro, no sul da Bahia. (Profice, 1997b)

Mendoncia blanchetiana Profice3 distribuição: BAHIA: Uruçuca/Taboquinhas (14º35’S, 39º17’W). Comentários: Trepadeira. Inflorescências com bractéolas vilosas e flores alvas. Floresce e frutifica em abril. Ocorre em remanescentes de mata higrófila do sul da Bahia. (Profice, 1997b)

Mendoncia multiflora Poepp. & endl.2 distribuição: AMAZONAS: Benjamin Constant, Alto Solimões (04º22’S, 70º01’W); Esperança, rio Solimões (04º25’S, 69º50’W). Comentários: Trepadeira. Flores alvas, maculadas de vermelho, de 5 a 10 por inflorescência. Ocorre em manchas secundárias de mata de terra firme. (Profice,1988a)

Mendoncia rizziniana Profice3,5 distribuição: ACRE: Cruzeiro do Sul (07º40’S, 72º37’W). Comentários: Trepadeira, densamente castanho-pubescente. Folhas e bractéolas lanceolado-ovadas, cartáceas. Flores axilares, de 1 a 3 por inflorescência. Ocorre em mata de terra firme. (Profice, 1988b)

Poikilacanthus harleyi Wassh.2 distribuição: BAHIA: Rio de Contas, Pico das Almas (13º32’S, 41º55’W). Comentários: Subarbusto com até 1 m de altura. Espiga com brácteas e flores esverdeadas, maculadas de vermelho. Ocorre em áreas alteradas e beira de estradas. (Wasshausen & Harvey, 1995)

Ruellia kleinii ezcurra & Wassh.2 distribuição: SANTA CATARINA: Florianópolis (27º34’S, 48º37’W). Comentários: Erva com até 50 cm de altura. Flores alvas. Ocorre em lugares úmidos e abertos. (Ezcurra & Wasshausen, 1992)

Ruellia reitzii Wassh. & l.b.Sm.2 distribuição: SANTA CATARINA: Luís Alves (26º43’S, 48º55’W). Comentários: Subarbusto; ramos escandentes. Flores vermelhas. Ocorre na Mata Atlântica, sobre solos úmidos, a beira de regatos e estradas. (Wasshausen & Smith, 1969)

Staurogyne elegans (nees) Kuntze4 distribuição: MINAS GERAIS: Conceição do Mato Dentro (19º02’S, 43º25’W); Santana do Riacho (19º10’S, 43º42’W). Comentários: Subarbusto de 10 a 15 cm de altura, esparsamente ramificado. Ocorre em matas de galeria ou próximas a cursos d’água, na Serra do Cipó. Floresce e frutifica de abril a julho. (Braz, inéd.)

Staurogyne itatiaiae (Wawra) leonard4 distribuição: RIO DE JANEIRO: Itatiaia (22º29’S, 44º33’W). SÃO PAULO: Bananal, Serra da Bocaina, Estação Ecológica Bananal (22º41’S, 44º19’W).

aCantHaCeae

Comentários: Arbusto a subarbusto, de 1 a 1,5 m de altura, pouco ramificado. Ocorre no sub-bosque de floresta ombrófila densa. Encontrada com flores e frutos de março a julho e de outubro a dezembro. (Braz, inéd.)

Staurogyne minarum (nees) Kuntze4 distribuição: MINAS GERAIS: Catas Altas, Parque Natural do Caraça (20º04’S, 43º24’W); Nova Lima, Mata do Jambreiro (19º59’S, 43o50’W). Comentários: Arbusto de 1 a 2 m de altura, pouco ramificado. Ocorre no interior de florestas de galeria. Floresce de fevereiro a julho e frutifica de julho a setembro. (Braz, inéd.)

Staurogyne parva braz & r.monteiro4 distribuição: ESPÍRITO SANTO: Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Luzia (19º58’S, 40º32’W). Comentários: Erva ou subarbusto, de 20 a 40 cm de altura, ramificado na base. Ocorre em locais semi-sombreados de floresta ombrófila densa, às margens de rios. Encontrada com flores em maio e com flores e frutos em dezembro. (Braz & Monteiro, 2006)

Staurogyne rubescens braz & r.monteiro4 distribuição: RIO DE JANEIRO: Parati (23º13’S, 44º43’W). SÃO PAULO: Ubatuba (23º26’S, 45º04’W). Comentários: Erva ereta, de 50 a 90 cm de altura, raramente ramificada. Ocorre no interior de floresta atlântica ombrófila densa e de áreas em regeneração. Encontrada com flores e frutos em março e abril. (Braz & Monteiro, 2005)

Staurogyne vauthieriana (nees) Kuntze4 distribuição: MINAS GERAIS: Ouro Preto, Parque Estadual do Itacolomi (20º17’S, 43º30’W). Comentários: Subarbusto com cerca de 50 cm de altura, ramificado principalmente na base. Ocorre no interior de florestas e próximo a trilhas. Encontrada com flores e frutos em maio e julho. (Braz, inéd.)

Staurogyne veronicifolia (nees) Kuntze4 distribuição: ESPÍRITO SANTO: Alfredo Chaves, São Bento de Urânia (20º38’S, 40º44’W); Cachoeiro do Itapemirim, Vargem Alta, Morro de Sal (20º50’S, 41º06’W); Castelo, Forno Grande (20º36’S, 41º11’W). Comentários: Erva ereta, de 10 a 90 cm de altura, raramente ramificada. Ocorre no interior de floresta atlântica ombrófila densa. Encontrada com flores em agosto e outubro e com frutos imaturos em outubro. (Braz, inéd.)

Staurogyne warmingiana (Hiern) leonard4 distribuição: MINAS GERAIS: Caeté, Serra da Piedade (19º49’S, 43º40’W). Comentários: Arbusto a subarbusto, com cerca de 1,5 m de altura, raramente ramificado. Coletada com flores em maio. (Braz, inéd.)

Stenandrium goiasense Wassh.1 distribuição: GOIÁS: Alvorada do Norte (14º28’S, 46º29’W). Comentários: Erva. Folhas em roseta. Escapo de 16 a 19 cm de comprimento. Flores com corola lilás. Ocorre em campos rupestres. (Wasshausen, 1990)

Stenandrium hatschbachii Wassh.2 distribuição: MINAS GERAIS: Grão Mogol (16º30’S, 42º53’W). Comentários: Subarbusto ereto, com até 1 m de altura. Flores lilás a vináceas. Ocorre normalmente entre rochas. (Kameyama, 2003)

Stenandrium irwinii Wassh.1 distribuição: GOIÁS: Chapada dos Veadeiros (14º04’S, 47º37’W). Comentários: Erva. Folhas em roseta. Escapo com cerca de 10,5 cm de comprimento. Flores com corola magenta. Ocorre em encosta rochosa. (Wasshausen, 1990)

Stenandrium stenophyllum Kameyama2 distribuição: MINAS GERAIS: Grão Mogol (16º34’S, 42º53’W). Comentários: Subarbusto ereto a decumbente, com até 1,5 m de altura. Flores lilás-claras a roxo-avermelhadas. (Kameyama, 2003) aCantHaCeae

Referências:

Braz, D.M. Inéd. Revisão taxonômica de Staurogyne Wall.

(Acanthaceae) nos neotrópicos. Tese de doutorado, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, 2005.

Braz, D.M. & Monteiro, R. 2005. Staurogyne rubescens

(Acanthaceae): a new species from southeastern Brazil. Novon 15: 5-58.

Braz, D.M. & Monteiro, R. 2006. Novas espécies de Staurogyne Wall. (Acanthaceae) para o Brasil. Revta Brasil. Bot. 29: 579-586.

Daly, D.C., Silveira, M. & colaboradores. No prelo. First catalogue of the Flora of Acre, Brazil/Primeiro catálogo da Flora do Acre, Brasil. Rio Branco, PRINTAC/EDUFAC.

Ezcurra, C. 2002. El género Justicia (Acanthaceae) en Sudamérica Austral. Ann. Missouri Bot. Gard. 89: 225-280.

Ezcurra, C. & Wasshausen, D.C. 1992. New species of

Ruellia (Acanthaceae) from Southern South America. Brittonia 4: 69-73.

Kameyama, C. 2003. Flora de Grão Mogol, Minas Gerais: Acanthaceae. Bol. Bot. Univ. São Paulo 21: 51-53.

Lindau, G. 1904. Acanthaceae Americanae 3. Bull. Herb. Boissier, sér. 2, 4: 401-408.

Lindau, G. 1914. Acanthaceae. In Pilger, R. (ed.) Plantae

Uleanae. Notizbl. Bot. Gart. Berlin-Dahlem 6(56): 192- 200.

Profice, S.R. 1988a. Mendoncia Vell. ex Vand. (Acanthaceae) espécies ocorrentes no Brasil. Arch. Jard. Bot. Rio de Janeiro 29: 201-279.

Profice, S.R. 1988b. Mendoncia rizziniana (Acanthaceae) espécie nova do estado do Acre. Revta Brasil. Biol. 48: 397-399.

Profice, S.R. 1996. Acanthaceae. In M.P.A. Lima & R.R.

Guedes-Bruni (orgs) Reserva Ecológica de Macaé de Cima, Nova Friburgo, RJ. Aspectos florísticos das espécies vasculares. Rio de Janeiro, Jardim Botânico do Rio de Janeiro, vol. 2, p. 23-35.

Profice, S.R. 1997a. Acanthaceae. In M.C.M. Marques, A.S.F. Vaz & R. Marquete (orgs) Flórula da APA Cairu- çu, Parati, RJ. Espécies vasculares. Ministério do Meio

Ambiente dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal e Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Sér. Estudos e Contribuições n. 14, p. 9-2.

Profice, S.R. 1997b. Two new species of Mendoncia (Acanthaceae) from Bahia. Brittonia 49: 67-70.

Profice, S.R. 1997/1998. Estudos taxonômicos em espécies bra si leiras de Aphelandra (Acanthaceae). Eugeniana 23: 1-7.

Profice, S.R. 2005. Três novas espécies de Aphelandra R. Br. (Acanthaceae) para o Brasil. Acta Bot. Bras. 19: 769-774.

Profice, S.R. Inéd. Revisão taxonômica de Aphelandra R.Br. de corola curto-bilabiada (Acanthaceae). Tese de doutorado, Universidade Federal do Rio de Janeiro/Museu Nacional, Rio de Janeiro, 2003.

Profice, S.R. & Wasshausen, D.C. 1993. Aphelandra espiritosantensis (Acanthaceae), a new species from Espírito Santo, Brazil. Novon 3: 280-283.

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