Plantas Raras do Brasil

Plantas Raras do Brasil

(Parte 4 de 7)

M.I., Boitani, L., Brooks, T.M., Chanson, J.S., Fishpool, L.D.C., Fonseca, G.A.B., Gaston, K.J., Hoffmann, M., Marquet, P.A., Pilgrim, J.D., Pressey, R.L., Schipper, J., Sechrest, W., Stuart, S.N., Underhill, L.G., Waller, R.W., Watts, M.E.J. & Yan, X. 2004. Global gap analysis: priority regions for expanding the global protected-area network. BioScience 54: 1092-10.

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introdução

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tabela 1. Relação do número de espécies raras brasileiras e total de espécies por família.

FamÍlianº de espécies rarasnº de espécies no brasilnº total de espécies introdução

introdução

introdução

tabela 2. Famílias analisadas que não apresentaram espécies raras no Brasil e os respectivos autores das análises.

FamÍliaSautor(a) da análise

Achatocarpaceae Patricia Luz Ribeiro Adoxaceae Patricia Luz Ribeiro Agavaceae Patricia Luz Ribeiro Aizoaceae Alexa Araújo O. Paes Coelho Anacardiaceae John D. Mitchell Anisophylleaceae Patricia Luz Ribeiro Basellaceae Patricia Luz Ribeiro Bataceae Patricia Luz Ribeiro Bixaceae Patricia Luz Ribeiro Bonnetiaceae Maria José Gomes de Andrade Cabombaceae Patricia Luz Ribeiro Calceolariaceae Patricia Luz Ribeiro Cannabaceae Patricia Luz Ribeiro Cannaceae Maria José Gomes de Andrade Cardiopteridaceae Patricia Luz Ribeiro Ceratophyllaceae Maria José Gomes de Andrade Chloranthaceae Maria José Gomes de Andrade Cistaceae Maria José Gomes de Andrade Clethraceae Maria José Gomes de Andrade Costaceae Ana Maria Giulietti CrassulaceaeMaria José Gomes de Andrade Cyclanthaceae Maria José Gomes de Andrade Cymodoceaceae Maria José Gomes de Andrade CyrillaceaeMaria José Gomes de Andrade Elatinaceae Maria José Gomes de Andrade Euphroniaceae Maria José Gomes de Andrade Gelsemiaceae Maria José Gomes de Andrade Goodeniaceae Maria José Gomes de Andrade Goupiaceae Maria José Gomes de Andrade Griseliniaceae Maria José Gomes de Andrade Haloragaceae Maria José Gomes de Andrade Heliconiaceae Maria José Gomes de Andrade Hydrocharitaceae Maria do Carmo Amaral Hydroleaceae Maria José Gomes de Andrade Hypoxidaceae Maria José Gomes de Andrade Juncaceae Patricia Luz Ribeiro Juncaginaceae Patricia Luz Ribeiro Krameriaceae Ana Maria Giulietti Laxmanniaceae Maria José Gomes de Andrade introdução

Limnocharitaceae Maria José Gomes de Andrade Linaceae Maria José Gomes de Andrade Linderniaceae Maria José Gomes de Andrade Magnoliaceae Maria José Gomes de Andrade Marcgraviaceae Maria José Gomes de Andrade Martyniaceae Ana Maria Giulietti Mayacaceae Maria José Gomes de Andrade Menyanthaceae Maria José Gomes de Andrade Nyctaginaceae Alessandro Silva do Rosário Peridiscaceae Maria José Gomes de Andrade Plumbaginaceae Ana Maria Giulietti Pontederiaceae Marccus V. S. Alves Quillajaceae Maria José Gomes de Andrade Ranunculaceae Maria José Gomes de Andrade Rhizophoraceae Maria José Gomes de Andrade Rosaceae Maria José Gomes de Andrade Ruppiaceae Ana Maria Giulietti Sarraceniaceae Maria José Gomes de Andrade Siparunaceae Ariane Luna Peixoto Smilacaceae Regina Andreata Sphenocleaceae Maria José Gomes de Andrade Staphyleaceae Maria José Gomes de Andrade Stemonuraceae Maria José Gomes de Andrade Strelitziaceae Maria José Gomes de Andrade Surianaceae Maria José Gomes de Andrade Theaceae William Antonio Rodrigues Thurniaceae Ana Maria Giulietti Tropaeolaceae Juliana de Paula-Souza Winteraceae Ana Maria Giulietti Zygophyllaceae Ana Maria Giulietti tabela 3. Número de espécies raras, extensão territorial e número de espécies raras por km2 em cada Região.

reGiãonº de espécies rarasextensão territorial (km2)espécie rara: área (km2) introdução

tabela 4. Número de espécies raras e extensão territorial dos Estados brasileiros.

eStado nº de espécies rarasextensão territorial (km2) introdução

Catálogo de Plantas Raras do Brasil Catálogo de Plantas Raras do Brasil

Aphelandra acrensis lindau5 distribuição: ACRE: Assis Brasil, Alto Rio Acre (10º56’S, 69º34’W). Comentários: Erva terrestre. Conhecida apenas da bacia do rio Purus. Encontrada com flores entre setembro e fevereiro e com frutos em fevereiro. (Lindau, 1914; Daly et al., no prelo)

Aphelandra bahiensis (nees) Wassh.3 distribuição: BAHIA: Porto Seguro, Reserva Florestal de Porto Seguro (16º26’S, 39º04’W). Comentários: Subarbusto com até 1 m de altura. Espiga com brácteas e flores amarelas. Espécie conhecida apenas pelo material-tipo e por uma coleta em floresta de tabuleiro, no sul da Bahia. (Profice, inéd.)

Aphelandra blanchetiana (nees) Hook.3 distribuição: BAHIA: Ilhéus (14º47’S, 39º04’W). Comentários: Subarbusto com até 60 cm de altura. Inflorescência com brácteas avermelhadas e flores amarelas. (Wasshausen, 1975)

Aphelandra bradeana rizzini2 distribuição: RIO DE JANEIRO: Itatiaia (22o29’S, 44o33’W).

Comentários: Subarbusto com até 70 cm de altura. Inflorescência com brácteas amarelas, passando a vermelhas no ápice, e flores amarelas. (Wasshausen, 1975)

Aphelandra espirito-santensis Profice & Wassh.3 distribuição: ESPÍRITO SANTO: Linhares, Reserva Natural da Companhia Vale do Rio Doce (19º10’S, 39º53’W). Comentários: Erva com caule rasteiro. Inflorescência com flores amarelas. Ocorre na Mata Atlântica do norte do Espírito Santo. (Profice & Wasshausen, 1993)

Aphelandra grazielae Profice2 distribuição: ESPÍRITO SANTO: Ibiraçu, Estação Ecológica do Morro da Vargem (19º53’S, 40º23’W). Comentários: Subarbusto com até 1 m de altura. Inflorescência com brácteas e flores róseas. Conhecida apenas pelo material-tipo, coletado em Mata Atlântica, entre 300 e 400 m s.n.m. (Profice, 2005)

Aphelandra hymenobracteata Profice2 distribuição: ESPÍRITO SANTO: Santa Teresa, Alto do Julião (19º56’S, 40º36’W). Comentários: Subarbusto com até 1 m de altura. Brácteas e bractéolas membranáceas, as brácteas com as nervuras evidentes. Conhecida apenas pelo material-tipo, coletado em Mata Atlântica. (Profice, 2005)

Acanthaceae ACANTHACEAE

1Cíntia Kameyama, 2ana luiza a. Côrtes, 3Sheila r. Profice, 4denise monte braz & 5douglas C. daly

Ervas ou arbustos, raramente trepadeiras ou árvores. Folhas decussadas, geralmente com cistólitos, sem estípula. Inflorescências com brácteas folhosas, geralmente vistosas. Flores actinomorfas a zigomorfas, mais comumente bilabiadas, pentâmeras, gamopétalas, monoclinas; androceu com 2 ou 4 estames, às vezes com estaminóides, geralmente com anteras biloculares; gineceu com ovário súpero, bilocular, e estilete filiforme. Cápsulas loculicidas, geralmente com poucas sementes e deiscência elástica, raramente drupas.

Acanthaceae compreende cerca de 250 gêneros e 3.200 espécies, possuindo distribuição pantropical, com centros de diversidade na região da Indo-Malásia, África (incluindo Madagascar), Brasil, Andes e América Central (Wasshausen, 2004). Inclui várias espécies de valor ornamental e algumas espécies de Justicia também têm importância forrageira e ecológica (Ezcurra, 2002). No Brasil, é representada por 4 gêneros, destacando-se Justicia e Ruellia, e cerca de 500 espécies (Souza & Lorenzi et al., 2008), sendo pelo menos 40 raras.

Aphelandra margaritae e.morr.3 distribuição: ESPÍRITO SANTO: Santa Teresa (19º56’S, 40º34’W). Comentários: Subarbusto. Espiga com flores alaranjadas. Ocorre em Mata Atlântica. (Profice & Wasshausen, 1993)

Aphelandra maximiliana (nees) benth.3 distribuição: ESPÍRITO SANTO: Domingos Martins (20º21’S, 40º39’W); Santa Teresa, Estação Biológica de Santa Lúcia (19º56’S, 40º36’W). Comentários: Subarbusto a arbusto com até 3 m de altura. Inflorescência com brácteas e flores róseas. Ocorre na Mata Atlântica, em lugares úmidos e sombrios, entre 550 e 800 m s.n.m. (Profice, 2003)

Aphelandra nuda nees3 distribuição: PERNAMBUCO: Recife (08º05’S, 34º54’W). Comentários: Subarbusto. Espiga laxa, com flores vermelhas. Conhecida apenas pelo material-tipo e uma coleta da metade do séc. 19. (Profice, 1997/1998)

Aphelandra paulensis Wassh.2 distribuição: SÃO PAULO: Cunha (23º04’S, 44º57’W). Comentários: Arbusto ereto. Inflorescência com brácteas vermelhas e flores amarelas. Conhecida apenas pelo material-tipo, coletado na Mata Atlântica. (Wasshausen, 1975)

Aphelandra phrynioides lindau3 distribuição: BAHIA: Ilhéus (14º47’S, 39º02’W). Comentários: Erva. Espiga com flores amarelas. Conhecida apenas pelo material-tipo (Wasshausen, 1975)

Aphelandra rigida Glaz. ex mildbr.2 distribuição: RIO DE JANEIRO: Macaé, Frade de Macaé (22º22’S, 41º47’W); Nova Friburgo, Alto de Macaé (22º16’S, 42º31’W); Santa Maria Madalena (21º57’S, 42º00’W). Comentários: Subarbusto a arbusto, com até 2 m de al tu ra. Inflorescência com brácteas vermelhas e flores ver me lhas com fauce amarela. Ocorre na Mata Atlântica. (Wasshausen, 1975)

Aphelandra stephanophysa nees2 distribuição: RIO DE JANEIRO: Macaé, Alto de Macaé (22º22’S, 41º47’W); Nova Friburgo (22o28’S, 42o53’W). Comentários: Arbusto ereto, com até 1 m de altura. Inflorescência com brácteas amarelo-pálidas e flores vermelhas. Ocorre na Serra do Mar, em florestas até 1.100 m s.n.m. (Wasshausen, 1975)

Dyschoriste smithii leonard2 distribuição: SANTA CATARINA: Concórdia, Vale do Rio Uruguai (27º14’S, 52º01’W). Comentários: Erva com até 25 cm de altura. Flores roxas, vistosas. Ocorre apenas nas ilhas rochosas do rio Uruguai, na altura da Barra do Arroio do Veado, onde forma densas aglomerações. (Wasshausen & Smith, 1969)

Justicia clivalis Wassh.1 distribuição: DISTRITO FEDERAL: Brasília (15º45’S, 47º45’W). Comentários: Subarbusto a arbusto ereto, de 1 a 3 m de altura. Espigas com flores vermelhas. Ocorre em afloramentos de calcário e matas de galeria. (Wasshausen, 1989)

Justicia concavibracteata lindau5 distribuição: ACRE: Marechal Thaumaturgo, Reserva Extrativista do Alto Juruá, (09º07’S, 72º42’W). Comentários: Erva terrestre, com cerca 80 cm de altura. Inflorescências com brácteas verdes e flores verdes com estrias lilás internamente. Conhecida apenas da bacia do rio Juruá. Encontrada com flores em maio. (Lindau, 1904; Daly et al., no prelo)

Justicia cyrtantheriformis (rizzini) Profice2 distribuição: RIO DE JANEIRO: Itatiaia (22º29’S, 44º33’W); Parati (23º21’S, 44º07’W). Comentários: Erva. Espiga unilateral, laxa, pedunculada, dispostas no ápice do ramo. Ocorre na Mata Atlântica. (Profice, 1997a)

Justicia meyeniana (nees) lindau2 distribuição: RIO DE JANEIRO: Angra dos Reis (23º00’S, 44º19’W); Parati (23º13’S, 44º43’W). SÃO PAULO: Ubatuba (23º26’S, 45º04’W).

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