Aplicação de Defensivos Agrícolas

Aplicação de Defensivos Agrícolas

(Parte 4 de 10)

Categorias de Qualidade de Pulverização de acordo com a B.C.P.C.

(*) Dados baseados nas pontas de pulverização de jato plano da série XR TeeJet Christofoletti, 1999.

Equipamentos para aplicação de agroquímicos

Ao final desse módulo você será capaz de:

*Conhecer os equipamentos para aplicação de agroquímicos *Entender o princípio de funcionamento, de forma a permitir o seu correto

*funcionamento e manutenção

Equipamentos para aplicação de agroquímicos

Existem no mercado diversos tipos de equipamentos para aplicação de defensivos, cada um com suas características de funcionamento.

Para o agricultor é importante saber as vantagens e desvantagens da utilização de cada equipamento, de forma a obter o melhor desempenho e menor custo de utilização.

Pulverizadores hidraúlicos

São equipamentos capazes de fragmentar o líquido em gotas devido a pressão exercida sobre a mistura (água + produto), proveniente de uma bomba hidráulica.

Exemplos de pulverizadores hidraúlicos:

• Pulverizador costal manual • Pulverizador motorizado

• Pulverizador de barra

Pulverizador costal manual

Fonte: Empresa Jacto

Recomendado para aplicação de defensivos em pequenas áreas, ou de uso doméstico, para aplicação de inseticidas em plantas ou animais.

É constituído por um pequeno depósito e uma bomba de pistom, acionada pelo operador através de uma alavanca. A bomba de pistom possui duas válvulas. A válvula inferior deixa passar líquido do depósito para dentro da camisa do cilindro. A válvula superior, localizada na ponta do pistom, admite o líquido da camisa do cilindro para dentro da câmara de compressão, formada por um cilindro oco.

Durante a utilização desses pulverizadores, é necessária a verificação dessas válvulas, bem como de seu estado de conservação. Além dessas válvulas, existe uma bucha de couro ou plástico fixada na ponta do pistom, que tem uma influência muito grande no perfeito funcionamento do pulverizador. É comum ocorrer o seu endurecimento devido à falta de lubrificação correta ou ao prolongado tempo de uso.

Alguns cuidados devem ser observados durante as operações com esses equipamentos:

1. Manter sempre uma velocidade constante de caminhamento durante a aplicação; 2. Manter sempre a pressão constante com acionamento da bomba cadenciado, ou utilizar válvula de pressão constante.

As principais perdas com este equipamento estão relacionadas à falta de controle do tamanho das gotas, à escolha incorreta das pontas de pulverização, não conseguindo a densidade necessária para o controle químico em situações adversas de umidade relativa baixa e temperaturas altas, e a vazamentos. 6

Pulverizador motorizado

É uma máquina utilizada principalmente para aplicação de defensivos agrícolas em culturas anuais ou perenes. Também é muito utilizado na aplicação de agroquímicos em áreas urbanas ou em instalações para criação de animais.

Possui um motor elétrico ou de combustão interna para acionamento da bomba hidráulica.

É constituído por uma estrutura suporte, onde estão fixados o motor, bomba de êmbolos, regulador de pressão e pistolas de pulverização com mangueiras flexíveis. O reservatório é independente e possui sistema de agitação. Montado nessa estrutura, pode ter rodas, podendo ser tracionado pelo homem, animal ou trator. 5

Pulverizador de barra

Constitui um dos pulverizadores mais utilizados na agricultura, principalmente em grandes áreas.

É constituído, geralmente, por um chassi, um depósito para colocação da mistura de defensivo, uma bomba, uma câmara de compensação, comando com registro de múltiplas saídas com alavanca, válvula reguladora de pressão, manômetro, filtros, agitador de calda, mangueiras flexíveis e barra de pulverização, onde são montados os bicos hidráulicos.

O circuito hidraúlico da maioria do pulverizadores é representado no esquema abaixo:

Adaptado de: Empresa TEEJET

O chassi no pulverizador de arrasto (ligado a barra de tração do trator) tem rodado alto, para possibilitar um vão livre adequado e bitola regulável. No pulverizador montado (ligado ao sistema de três pontos) há pontos de engate para o acoplamento e pontos de apoio para estacionamento.

O reservatório apresenta capacidade volumétrica bastante variável. Os de maior capacidade possuem quebra-ondas no seu interior. Na parte superior do tanque há uma abertura, por onde se faz o reabastecimento, inspeção e limpeza do interior do mesmo. É provido de filtro de malha fina e resistente, ou de metal perfurado.

O material de construção do reservatório pode ser polietileno de alta densidade, principalmente nos menores, e resina de poliéster com reforços em fibra de vidro ou fibra de vidro com revestimento interno de resina, nos de maior capacidade. Podem ter indicadores de nível na sua parede ou com mangueira transparente externa.

O agitador de calda pode ser hidráulico ou mecânico, sendo que, na maioria dos pulverizadores, os dois funcionam conjuntamente.

Na agitação hidráulica, utiliza-se o retorno do líquido da bomba, que passa pelo regulador de pressão, fazendo-o sair através de um tubo rígido instalado no fundo do reservatório e longe do bocal de sucção da bomba. O líquido pode vir também por uma derivação dos bicos.

A agitação mecânica normalmente é realizada por uma ou mais hélices ou pás, montadas em uma árvore paralela e próxima a parede do fundo do reservatório. Essa agitação por vezes, é auxiliada pela existência de quebraondas no interior do reservatório.

A bomba é um dos órgãos essenciais do pulverizador. Pode ser acionada pela tomada de potência do trator ou pelo sistema hidráulico.

A câmara de compensação amortece as pulsações causadas pelas bombas de pistão, permitindo leitura constante do manômetro. Com bombas do tipo centrífuga por exemplo, não há necessiade desta câmara.

O conjunto de comandos deve estar ao alcance do operador. Constituise de registros de múltiplas saídas com alavanca de controle, válvula reguladora de pressão e manômetro. O número de vias de saída é variável e depende principalmente do tamanho da barra do pulverizador.

As tubulações são estruturas flexíveis de plástico ou de borracha, reforçados. São utilizadas para fazer a ligação entre os vários órgãos do pulverizador. Em alguns equipamentos utilizam-se barra húmidas, em que o líquido é deslocado junto a barra e sua parte interna.

Os filtros são elementos protetores do circuito hidráulico, retirando do mesmo eventuais impurezas. São posicionados na abertura de abastecimento do reservatório, na sua saída, no início de cada seção da barra e junto aos bicos.

A barra de pulverização constitui-se na estrutura de suporte das mangueiras e bicos. Normalmente é construída em estrutura metálica ou PVC, de seção quadrangular ou circular, podendo alcançar cerca de 30 m de comprimento. Normalmente é articulada em seções para recolhimento durante o transporte. Pode apresentar mecanismo nivelador e dispositivo de segurança contra choques em obstáculos. Alguns equipamentos mais modernos possuem sensores de altura que controlam automaticamente a distância da barra em relação ao alvo.

As mangueiras são normalmente de plástico flexível com reforços de náilon. Na traseira do pulverizador pode haver carretéis ou enroladores para recolher as mangueiras.

Os bicos são constituídos por corpo, capa, filtro e ponta. Os jatos produzidos apresentam configuração em leque ou em cone, segundo o tipo de ponta.

O reabastecedor consta de um bocal específico para a sucção de água levando-a da fonte para o reservatório. Há duas mangueiras, sendo uma a que une a bomba e outra que liga a bomba ao reservatório.

Os pulverizadores de barra podem ser do tipo:

• Pulverizadores montados e de arrasto • Pulverizadores autopropelidos

Pulverizadores montados e de arrasto

A maior parte dos pulverizadores montados (ligados ao sistema hidráulico do trator) e de arrasto (ligados a barra de tração do trator) possuem todos os componentes semelhantes, mudando apenas em forma e tamanho.

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