A FORMAÇÃO DO ENGENHEIRO AGRÔNOMO EM QUESTÃO: A expectativa de um profissional que atenda as demandas sociais do século XXI

A FORMAÇÃO DO ENGENHEIRO AGRÔNOMO EM QUESTÃO: A expectativa de um profissional...

(Parte 1 de 7)

A FORMAÇÃO DO ENGENHEIRO AGRÔNOMO EM QUESTÃO: A expectativa de um profissional que atenda as demandas sociais do século XXI

SÃO PAULO 1999

A FORMAÇÃO DO ENGENHEIRO AGRÔNOMO EM QUESTÃO: A expectativa de um profissional que atenda as demandas sociais do século XXI

Tese apresentada como exigência parcial para a obtenção do título de Doutor em Educação à Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo - FEUSP. Orientador: Prof. Dr. Marcos Tarciso Masetto

SÃO PAULO 1999

Profa Dra . Miriam Celi Pimentel Porto Foresti

São Paulo, 26 de março de 1999

Sendo metódica, a certeza da incerteza não nega a solidez da possibilidade cognitiva. A certeza fundamental: a de que posso saber. Sei que sei. Assim como sei que não sei o que me faz saber: primeiro, que posso saber melhor o que já sei; segundo, que posso saber o que ainda não sei; terceiro, que posso produzir conhecimento ainda não existente. (Paulo FREIRE, 1995)

Dedico este trabalho aos homens, mulheres e crianças, reprimidos e subjugados historicamente no meio agrário; e, em especial ao meu pai, Ermindo Cavallet (falecido em 8 de junho de 1998), um homem de origem rural que só teve a oportunidade de cursar um ano de escola, mas mesmo assim foi o suficiente para fazê-lo acreditar no potencial da Educação e lutar para dar condições aos seus dez filhos concluírem a formação universitária.

Agradeço:

• Ao meu orientador, Marcos Tarciso Masetto, que com atos de amor, incentivo e coragem tem me despertado para o gosto de ensinar e apreender. A sua família, Dayse, Ana Helena e Victor, pela calorosa acolhida nos momentos com os quais convivi.

• Aos meus professores de disciplinas, Elizabete Monteiro de Aguiar Pereira

(FE/UNICAMP), Evaldo Amaro Vieira (FEUSP), José Camilo dos Santos Filho (FE/UNICAMP), Manoel Oriosvaldo de Moura (FEUSP), Marli Eliza André (FEUSP), Selma Garrido Pimenta (FEUSP), pelos conhecimentos e pelo carinho e paciência, de educadores, demonstrada para com o aluno, Engenheiro Agrônomo.

• Aos meus colegas estudantes, Alexandre, Andréa, Javert, Léa, Marta, Marineide e Míriam, pela convivência e amizade, construída ao longo do curso.

• Aos parceiros de trabalho, no Grupo de Estudos de Formação de Professores, Selma,

Andréa, Aida, Branca, Celso, Fátima, Fusari, Izabel, Klein, Mariazinha, Regina e Terezinha, pelo aprendizado e saberes, prazerosamente construídos de forma solidária.

• Aos funcionários da secretaria de pós-graduação da FEUSP pelo esmero sempre demonstrado no atendimento.

• A família, que me adotou e que eu adotei, da cidade de São Paulo, Baltazar, Dora e Paulinha, pela hospitalidade e afeição que demostraram.

• Aos professores que assumiram minhas atividades na UFPR, reconhecendo que o incentivo e a prestatividade, por parte dos mesmos, possibilitaram o meu doutorado.

• Aos italianos, Tonino, Massimo, Roberta, Giuliano, Francesco e Vittorio, pela receptividade e amizade demonstrada durante o meu estudo realizado naquele país, no ano de 1997.

• A minha família, Susan, companheira de tantas lutas e as minhas filhas, Izabel Carolina,

Ana Paula e Luiza Helena. Cada uma destas quatro mulheres, que integram a minha vida, contribuiu de forma peculiar, propiciando muita energia e amor para a caminhada no doutorado.

LISTA DE SIGLAS

SUMÁRIO viii

LISTA DE TABELAS
RESUMO

xi

ABSTRACT

xii

INTRODUÇÃO
1.O HOMEM, O MEIO AGRÁRIO E A AGRICULTURA
1.1 A AGRICULTURA ATRAVÉS DOS TEMPOS9
1.1.1 Os primórdios da agricultura9
1.1.2 Primeiros avanços na sociedade agrícola10
1.1.3 A agricultura na Idade Média12
1.1.4 A agricultura na Idade Moderna - Século XV a XVIII13
capitalismo

1.1.5 As transformações da agricultura no 15

1.2 A AGRICULTURA BRASILEIRA18
1.2.1 A agricultura colonial18
1.2.2 A agricultura no período Imperial20
1.2.3 A agricultura na República23
ATUALIDADE

1.3 O MEIO AGRÁRIO E A AGRICULTURA NA 26

1.3.1 A questão sócio-econômica26
1.3.2 A questão ambiental31
1.3.3 A questão cultural e educacional34
1.3.4 O êxodo rural e a questão urbana42
EMERGENTES DA REALIDADE AGRÁRIA

1.4 PONDERAÇÕES SOBRE OS DESAFIOS ATUAIS E 4

ENGENHEIRO AGRÔNOMO

2.A AGRONOMIA E O EXERCÍCIO PROFISSIONAL DO 47

2.1 A AGRONOMIA47
2.1.1 A Agronomia através dos tempos47
2.1.2 A Agronomia na atualidade52
2.2.1 A legislação profissional56

2.2 O EXERCÍCIO PROFISSIONAL DO ENGENHEIRO AGRÔNOMO.. 56 2.2.2 Organização e posicionamento dos Engenheiros 59

Agrônomos
UMA NOVA REALIDADE

vii 2.3 A AGRONOMIA E O ENGENHEIRO AGRÔNOMO FRENTE A 63

3.A FORMAÇÃO DO ENGENHEIRO AGRÔNOMO
3.1 A QUESTÃO CURRICULAR69
3.1.1 Conceito de currículo71
3.1.2 Características curriculares no Brasil73
3.1.3 Tendências curriculares76
3.2 O ENSINO DA AGRONOMIA89
3.2.1 O ensino da Agronomia através dos tempos91
3.2.2 A legislação do ensino de Agronomia93
3.2.3 O ensino de Agronomia na atualidade97
realidade

3.2.4 O ensino de Agronomia voltado para uma nova 101

PARA A AGRONOMIA

3.3 COMPONENTES BÁSICOS DE UM MODELO PEDAGÓGICO 104

3.3.1 Conceito de Agronomia104
3.3.2 Ideal da Agronomia105
3.3.3 Objetivos da Agronomia105
Agrônomo

3.3.4 Características de perfil do Engenheiro 106

inicial

3.3.5 Princípios Educativos do processo de formação 107

3.3.6 Elementos Estruturantes do currículo108
3.3.6.1 Fases com focos orientadores108
3.3.6.2 Atividades diversificadas109
CONCLUSÃO
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

viii

ABAGAssociação Brasileira de Agribusiness
ABEASAssociação Brasileira de Educação Agrícola Superior
ABRAAssociação Brasileira de Reforma Agrária
AEASPAssociação dos Engenheiros Agrônomos de São Paulo
AECAssociação de Educação Católica do Brasil
AS-PTAAssessoria e Serviços em Projetos de Tecnologias
BIRDBanco Internacional para Reconstrução e

Alternativas

CAPESCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível

Desenvolvimento/Banco Mundial

CBACongresso Brasileiro de Agronomia
CECAComissão de Ensino de Ciências Agrárias
CEFETCentro Federal de Educação Tecnológica
CFEConselho Federal de Educação
CONEACongresso Nacional de Estudantes de Agronomia
CONFEAConselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia
CNPqConselho Nacional de Desenvolvimento Científico e

Superior CONSENGE Congresso Nacional de Sindicatos e Engenheiros

CREAConselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia
CRUBConselho de Reitores das Universidades Brasileiras
CTACentro de Tecnologias Alternativas
DAUDepartamento de Assuntos Universitários
ECOConferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e

Tecnológico

Desenvolvimento

EUAEstados Unidos da América
FAEABFederação das Associações de Engenheiros Agrônomos do

EMBRAPA. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária

FAEPFederação da Agricultura do Paraná
FAOOrganização das Nações Unidas para a Agricultura e a

Brasil

Alimentação FEAB.......... Federação de Estudantes de Agronomia do Brasil

FEUSPFaculdade de Educação da Universidade de São Paulo
FISENGEFederação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros
IBGEInstituto Brasileiro de Geografia e Estatística
IESInstituição de Ensino Superior
INCRAInstituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária
IPSOInstituto de Pesquisas e Projetos Sociais e Tecnológicos
JEAJornal do Engenheiro Agrônomo
LDBLei de Diretrizes e Bases da Educação
MAMinistério da Agricultura
MECMinistério da Educação e Cultura
MSTMovimento dos Sem Terra
ONGOrganização Não-Governamental
PUCPontifícia Universidade Católica
PNADPesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
SBCSSociedade Brasileira de Ciência do Solo
SENARServiço Nacional de Aprendizagem Rural
SESUSecretaria de Ensino Superior
UFCEUniversidade Federal do Ceará
UFPAUniversidade Federal do Pará
UFPELUniversidade Federal de Pelotas
UFPRUniversidade Federal do Paraná
UFSCUniversidade Federal de Santa Catarina
UFVUniversidade Federal de Viçosa
UNESCOOrganização das Nações Unidas para a Educação
UNESPUniversidade Estadual Paulista
USAIDUnited States Aid International Development
USDADepartamento de Agricultura dos Estados Unidos

ix PRONERA.. Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária SENASCA.. Seminário Nacional sobre Currículo de Agronomia. UNICAMP.. Universidade Estadual de Campinas USP............ Universidade de São Paulo

Tabela 1 Propriedade da terra e ocupação social no setor agrário brasileiro.. 28

Tabela 2 Características da distribuição da renda29
conforme categorias ocupacionais

Tabela 3 Distribuição percentual das pessoas ocupadas na agricultura, 30

Tabela 4 Situação dos agrotóxicos no Brasil3

Tabela 5 Distribuição percentual das pessoas ocupadas na agricultura,

regiões

conforme níveis de escolaridade, no Brasil e 37

Tabela 6 Razão entre a renda média de cada categoria educacional e a

(Parte 1 de 7)

Comentários