UESB-UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA

DEPARTAMAMENTO DE FITOTECNIA E ZOOTECNIA - DFZ

DISCIPLINA: FISIOLOGIA VEGETAL II

DOCENTE: PAULO ARAQUÉM RAMOS CAIRO

CURSO: ENGENHARIA AGRONÔMICA

EMBEBIÇÃO

Aluno: Rafael Souza Viana

Vitória da Conquista – BA

Abril/ 2009

INTRODUÇÃO

Os mecanismos bioquímicos e fisiológicos do metabolismo do processo de germinação, iniciados com a embebição e que se estendem até a emissão da raiz primária, variam conforme o nível de hidratação da semente. O processo de hidratação é caracterizado por rápida absorção de água e acelerado aumento do potencial hídrico do embrião, seguido de redução acentuada na velocidade de hidratação. Ao alcançar um teor de água, similar ao da maturidade fisiológica, a semente novamente apresenta pronunciada velocidade de absorção de água.

A velocidade de hidratação depende da disponibilidade hídrica, potencial mátrico ou capilar do substrato, potencial osmótico da solução que umedece o substrato, temperatura e características intrínsecas da semente, tais como, tamanho, composição química, permeabilidade da cobertura protetora, teor de água inicial e qualidade fisiológica.

O dano por embebição, portanto, será proporcional à diferença de potencial hídrico entre a semente e o substrato. Desta forma, a semente, já danificada, tem menor quantidade de energia disponível para o processo germinativo, refletindo em menor vigor. No entanto, algumas sementes podem suportar inundações temporárias e podem existir diferenças na taxa de sobrevivência das sementes após o alagamento em regiões úmidas e quentes, vários fatores bióticos e abióticos influenciam na perda da viabilidade das sementes. Entre esses, o excesso de chuva, após a semeadura, pode ser um fator limitante à germinação, por causar danos às sementes, retardando a emergência da plântula.

MATERIAIS E MÉTODOS

  • 30 sementes de feijão

  • 30 sementes de milho

  • 09 sementes de mucunã

  • Balança eletrônica

  • Ácido sulfúrico (H2SO4)

  • Copos plásticos 200 ml

  • Proveta graduada

Foram realizados no laboratório dois experimentos utilizando sementes de feijão, milho e mucunã. Em seguida foram selecionadas 30 sementes de feijão, 30 sementes de milho e 9 sementes de mucunã, na qual as sementes de feijão e milho foram colocadas numa proveta junto com 30 ml de água para relatar o volume das sementes e depois submersa a aproximadamente 200 ml de água. Sendo repetido esse processo durante 07 dias a retirada das sementes do copo, lavando-as e colocando na proveta com 30 ml de água para analisar seu volume.

Já no outro experimento com 09 sementes de mucunã foram feitas três analises durante os 07 dias, na qual 03 sementes foram pesadas e colocadas submersas a 200 ml de água, outras 03 sofreram escarificação e em seguida pesadas, já as demais foram submersas durante três minutos a acido sulfúrico, lavadas e submersas a 200 ml de água. Esse ultimo experimento foi repetido durante os 07 dias para observa o peso das sementes.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

 

Secas

1

2

3

4

5

6

7

Milho

7,5

10,5

11

11

11

11

11

11

Feijão

5

11,5

11,5

11,5

11,5

11,5

11,5

11,5

Testemunhas

19,57

20,02

25,45

29,5

29,55

29,6

29,62

29,59

Escarificação

21,02

31,46

36,88

39,05

42,18

44,61

44,98

49,68

H2SO4

18,91

18,91

18,91

18,91

18,91

18,91

18,91

18,87

O período de embebição da semente apresenta três fases, sendo a primeira uma rápida transferência de água e hidratação do substrato para a semente, já na segunda fase ocorre uma redução drástica na velocidade de hidratação e da intensidade da respiração. Já na terceira fase ocorre a retomada do crescimento e indetificado pela protrusão da raiz primaria ( ruptura do tegumento).

Nota-se que a semente do feijão teve uma maior absorção de água do a semente do milho, isso pelo fato de ser composta por proteínas que são hidrofílicas em água.

Entretanto as duas variedades não conseguiriam passar da segunda fase, isso por causa da falta de oxigênio que ocasionou uma fermentação com produção de etanol e acido lático e um decréscimo no poder germinativo.

As sementes de mucunã que possuem um tegumento bastante rígido apresentaram uma hidratação e absorção de água na primeira fase da embebição principalmente nas sementes escarificadas do que nas testemunhas e as submersas por acido sulfúrico mantiveram-se constante. O mucunã também na consegui passar da segunda fase e entrou em fermentação semelhante as sementes do milho e feijão

CONCLUSÃO

O processo germinativo das sementes é dependente de vários fatores. O mais importante destes é o oxigênio que, tendo um suprimento limitado durante o período de embebição, induz uma alteração da via respiratória aeróbica para a anaeróbica (fermentação). Se o produto da via fermentativa, for o etanol, resultara um decréscimo do poder germinativo.

Durante o alagamento do substrato ocorre, também, injúria por rápida embebição, isto é, entrada de água, em grande quantidade e rapidez, no interior da semente devido à diferença de potencial hídrico entre o interior da semente e o meio no qual ela se encontra, podendo aumentar, na fase de embebição.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

http://www.abrates.org.br/revista/artigos/2002/v24n2/artigo09.pdf.

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100 204X2000000500007&script=sci_pdf&tlng=PT

JULIO, M .F. Fisiologia de sementes. Cap. 07

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