Transporte Ferroviário - Turismo

Transporte Ferroviário - Turismo

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FACULDADE ESTÁCIO DE SÁ - VITÓRIA TURISMO – TURMA 2008/2

VITÓRIA – 2009/1

Trabalho apresentado para avaliação, do curso de Turismo, turno noturno, da Faculdade Estácio de Sá – Vitória, ministrado pelo professor Eduardo da Silva Nunes – Matéria Teoria Geral do Turismo I.

VITÓRIA – 2009/1

INTRODUÇÃO2
HISTÓRICO: FERROVIAS NO BRASIL3
Tabela 1: Evolução das Ferrovias no Brasil4
NA ATUALIDADE5
Tabela 2: Volume transportado de carga - Brasil5
Gráfico 1: Principais ferrovias brasileiras6
TRENS TURÍSTICOS NO BRASIL7
TRENS NA EUROPA8
TRENS NOS ESTADOS UNIDOS9
TRENS NO JAPÃO10
CONCLUSÃO1

SUMÁRIO BIBLIOGRAFIA........................................................................................... 12

- 2 - INTRODUÇÃO

O aparecimento das ferrovias teve início na Inglaterra, no início do século XIX, com a aplicação do princípio das máquinas a vapor às locomotivas. Em 1850 já havia ferrovias, nas proximidades de Londres, onde as locomotivas se deslocavam a mais de 70km/h, velocidade considerada na época muito elevada. Rapidamente as ferrovias se espalharam e, em 1869, os Estados Unidos inauguraram sua primeira ferrovia transcontinental, a maior do mundo na época.

Atualmente as ferrovias se encontram em todos os continentes, e a tecnologia moderna permite alta eficiência e velocidade a esse meio de transporte. Há hoje cerca de 1,3 milhão de quilômetros de ferrovias em todo o planeta, e o Brasil apresenta a décima maior extensão de trilhos.

A extensão brasileira é pequena, se levarmos em conta a área do território nacional. Isso fica claro tanto na comparação com países tão extensos como o Brasil, caso dos Estados Unidos e do Canadá.

As ferrovias seriam o meio de transporte ideal para ser utilizado no Brasil, pois no país existem a predominância de terrenos baixos e relativamente planos e as grandes distâncias a serem percorridas, são fatores que fazem do transporte ferroviário o ideal para o país.

- 3 - HISTÓRICO: FERROVIAS NO BRASIL

O desenvolvimento ferroviário brasileiro sempre esteve intimamente ligado a políticas de governo, que, por seu turno, variaram grandemente ao longo da história. Nesse sentido, e visando sistematizar essa relação, a evolução do sistema ferroviário está dividida segundo fases cronológicas, correlacionadas a fases da nossa história imperial e republicana:

Fase I (1835 - 1873): durante a Regência e o Segundo Reinado, sendo observado o início da implantação de ferrovias no Brasil e o desenvolvimento desse sistema de transporte de forma lenta, através de empresas essencialmente privadas;

Fase I (1873 - 1889): abrangendo o Segundo Reinado e caracterizada por uma expansão acelerada da malha ferroviária, através de empreendedores privados, estimulados pelo instituto da garantia de juros;

Fase I (1889 - 1930): englobando a República Velha, ainda sendo observada uma expansão acelerada da malha, porém com o estado sendo obrigado a assumir o controle de várias empresas em dificuldades financeiras;

Fase IV (1930 - 1960): compreendendo a era Vargas e o pós-guerra, com o ritmo de expansão diminuindo e um amplo controle estatal das empresas antes privadas;

Fase V (1960 - 1990): situada quase que inteiramente ao longo do período em que a nação foi governada por um regime militar, estando a malha consolidada em poucas empresas públicas, ocorrendo erradicação de ramais anti-econômicos e implantação de projetos seletivos de caráter estratégico;

Fase VI (1990 - ? ): período da Nova República, marcado pela privatização de todo o sistema ferroviário nacional.

- 4 - Tabela 1 – Evolução das Ferrovias no Brasil (entre 1854-2015)

- 5 - NA ATUALIDADE

O Brasil já teve mais de 38 mil quilômetros de ferrovias, mas em 1999 a sua rede foi reduzida para um pouco mais de 29 mil quilômetros, quando transportou quase 260 milhões de toneladas e carga.

A maior parte da atual extensão ferroviária nacional encontra-se na Região Sudeste onde os estados de São Paulo e Minas Gerais têm, cada um, cinco mil quilômetros de ferrovias.

O transporte ferroviário possui algumas distorções, um bom exemplo disso é que a carga agrícola destinada a exportação, seria uma excelente mercadoria para ser transportada por trem, quase só utiliza caminhões. Agora falando sobre o transporte de passageiros, aqui no Brasil é quase inexistente, já na Europa é muito utilizado.

Tabela 2 – Volume transportado de carga – Brasil.

- 6 - Gráfico 1 – Principais Ferrovias Brasileiras

- 7 - Trens Turísticos - Brasil

9 Vitória (ES) - Belo Horizonte (MG) - Extensão de 664 km 9 Trem do Corcovado (RJ) - Extensão de 4 km 9 Campos do Jordão (SP) - Extensão de 47 km 9 São João Del Rey (MG) – Tiradentes (MG) - Extensão de 13 km 9 Serra Gaúcha: Bento Gonçalves (RS) - Carlos Barbosa (RS) - Extensão de 23 km 9 Serra Verde: Curitiba (PR) - Morretes (PR) - Extensão de 110 Km 9 Tubarão (SC) - Imbituba (SC) - Extensão de 53 Km 9 Passeio na Usina de Itatinga - Extensão de 7 km 9 Campinas (SP) - Jaguariuna (SP) - Extensão de 24 Km 9 Trem do Forró - Recife (PE) - Cabo (PE) - Extensão de 4 Km 9 Passeio Turístico de Passa Quatro (MG) - Extensão de 1 Km

Foto 1 – Trem Corcovado (RJ) Foto 2 – Trem do Forró (PE)

- 8 - Trens na Europa

O trem é, sem dúvida, o meio mais prático e confortável para se viajar na Europa. Trens sempre pontuais, estações com diversos serviços, partida e chegada no centro de cada cidade. Os vagões são modernos e possuem poltronas muito confortáveis. Além disso, o passageiro pode saborear deliciosas refeições nos vagões bar e restaurante, disponíveis em diversos trens. Viajar de trem pela Europa significa ter mais de 300 mil pessoas a seu serviço. O passageiro nunca estará só, mesmo viajando sozinho.

Os trens possuem compartimentos separados e isolados para fumantes e nãofumantes, carros-leito e o passageiro recebe toda a atenção que só uma equipe bem treinada pode oferecer.

Os trens europeus cruzam todo o continente, permitindo que o passageiro transite por até 25 países, com mais de 100 mil destinos. De modo rápido e confortável, o passageiro pode descansar e desfrutar variadas paisagens cinematográficas. À noite, o passageiro descobre como é confortável dormir em um trem, chegando ao seu destino sem se preocupar com mau tempo e com o caminho certo a seguir, economizando uma diária de hotel e aproveitando para descansar e ganhar tempo que seria perdido na viagem. Os trens europeus significam liberdade e independência.

Foto 3 – Anúncio Empresa Renfe - Espanha

- 9 - Trens nos Estados Unidos

Viajar de trem nos Estados Unidos não é apenas uma boa opção para percorrer as enormes distâncias entre os pontos turísticos. É também um ótimo meio de chegar a lugares pouco acessíveis. É possível viajar pelo Grand Canyon, pelo Alasca, nas proximidades das cataratas de Niágara. O trem é opção também para deslocar-se entre grandes cidades, como Nova York e San Francisco.

Há vários tipos de passagens e pacotes. Existem bilhetes específicos para as estações de esqui, para atravessar o país ou para viagens entre as cidades, sem tempo limite de uso. Em geral, crianças, idosos e jovens com menos de 26 anos têm descontos nas passagens.

A principal companhia de trens é a Amtrak, que serve 45 estados norteamericanos. Só não atende o Alasca, Havaí, Maine, Dakota do Sul e Wyoming.

Foto 4 – Estação de Trem de Saint Louis

- 10 - Trens no Japão

No Japão existe o JAPAN RAIL PASS, que é recomendado para se conhecer o Japão inteiro, viajando de forma fácil e econômica em todas as linhas férreas da JR (trens-bala, trens-expressos e trens da linha local JR), valendo para viagens sem limites, onde se poderá obter itinerário próprio em duas classes à escolher, sendo essas a comum (classe turística) e green (1ª classe).

O JAPAN RAIL PASS pode ser utilizado por estrangeiro que possui visto de entrada no Japão, turista ou em trânsito; também pode ser utilizado por japonês residente fora do país, possuindo visto permanente ou carteira de identidade de estrangeiro (RNE). Entretanto, portadores de visto de entrada de estagiários ou a trabalho não poderá adquirir o passe de trem.

Algumas estações/cidades que podem ser visitadas: Fukuoka (Hakata), Fukushima, Kyoto, Kokura, Kumamoto, Misawa, Nagoya, Nishi-Kagoshima, Osaka, Sannomiya, Sapporo, Sendai, Hiroshima, Shimonoseki, Shin-Osaka, Tokyo (Ikebukuro, Shibuya, Shinjuku, Tokyo e Ueno), Tsukuba, Yamagata, Niigata e Yokohama.

Foto 5 – Trem bala - Japão

- 1 - CONCLUSÃO

Apesar do avanço da tecnologia ferroviária em diversas partes do mundo, além das mostradas neste trabalho, o Canadá, a Austrália e alguns países da Ásia possuem grande malha ferroviária, o Brasil se mostra no caminho inverso, com poucas opções tanto turísticas e de transporte de passageiros como no transporte de cargas.

O Brasil é um país com grande potencial ferroviário, tanto para cargas, amenizando e agilizando o transporte que hoje é feito quase que na totalidade por caminhões, como para transportar passageiros, pelas distâncias continentais de nosso país, como pela paisagem que se torna um atrativo a mais para o trajeto.

- 12 - BIBLIOGRAFIA

DI RONA, Ronaldo. Transportes no turismo. Barueri: Manole, 2002.

PALHARES, Guilherme Lohmann. Transportes turísticos. São Paulo: Aleph, 2002

PAGE, Stephen J. Transporte e turismo. Tradução Roberto Cataldo Costa. Porto Alegre: Bookman, 2003.

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