As Portas de Moscou

As Portas de Moscou

(Parte 1 de 3)

25 de Agosto a 7 de Dezembro de 1941

 

Até as Portas de Moscou

 

Tópicos do capítulo:

 

Budienny evacua a Ucrânia

Desmoronamento da resistência no Desna

19 de setembro: Kiev sucumbe - Hitler, chefe supremo das operações na Rússia

20 de outubro: ofensiva contra Moscou

Forças de Von Bock para a Operação Taifun

Auxílio anglo-americano à URSS

Vitórias em Viazma e Briansk

Começa a evacuação de Moscou - Zhukov, comandante-chefe da frente central russa

Um aliado dos russos: a lama

Queda de Odessa, Perekop, Stalino, Kharkov e Kaluga

Hitler recusa a campanha de inverno

Uma trégua para a Inglaterra

O Japão prepara Pearl Harbor

Vencedor em Rostov, Rundstedt cai em desgraça

Malgrado o frio, a Wehrmacht chega 22 km de Moscou

Começa a segunda retirada da Rússia

 

 

Desastres

 

O Fuhrer tem sempre razão! Nunca a confiança fanática do General Jodl pareceu mais justificada. Os resultados da batalha da Ucrânia ultrapassam todas as esperanças e todos os precedentes.

 

A temeridade de Budienny coopera com a vitória alemã. Ele amontoa 6 exércitos soviéticos, com um milhão de homens, cujas duas únicas linhas de cooperação são as ferrovias, extremamente expostas, de Kiev a Kursk e a Kharkov, na enorme saliência formada pelos cursos do Dniéper e do Desna. A finalidade desta colossal imprudência é a conservação de Kiev. A grande cidade forma, na margem ocidental do Dniéper, uma cabeça-de-ponte defendida por 11 divisões, cuja completa destruição ultrapassa as possibilidades do 6o Exército alemão. A propaganda soviética pode sustentar que, na décima semana de guerra, nenhuma das grandes cidades da URSS foi conquistada pelos hitleristas, mas, para oferecer tal espetáculo de prestígio, todo um grupo de exércitos é posto a perder.

 

Uma conseqüência mais positiva da resistência de Budienny é a evacuação das indústrias da Ucrânia. A ordem foi dada no começo de agosto. No dia 7, começara a mudança da laminação de tubos de Diniepropetrovsk e, no dia 14, a da siderurgia de Zaporojie, especializada em aços finos. A mesma transferência ocorre em todos os territórios ocidentais da Rússia européia. Um milhão e meio de vagões e de plataformas deslocarão, de julho a novembro, 1.360 estabelecimentos industriais, dos quais 419 provenientes da Ucrânia e 498 provenientes de Moscou. Serão remontadas 450 nos Urais, 210 na Sibéria ocidental e 250 no Casaquistão, no coração da Ásia. Tal movimento, em uma precária rede ferroviária, embaraçada com transportes de tropas, representa um desses tours de force russos inexplicáveis, segundo as normas técnicas do Ocidente.

 

Estas usinas em marcha, são talvez, a razão pela qual o OKH é levado a acreditar que Budienny evacua o Oeste da Ucrânia. Em conseqüência, as disposições tomadas visam a fechar a pinça o mais a leste possível, a fim de prevenir a retirada, no espaço russo, das massas inimigas. A manobra merece o qualificativo de gigantesca. De Krementchug, no Dniéper, de onde deve partir o ataque de sul, à região de Roslavl, de onde deve se lançar o de norte, a distância em linha reta ultrapassa 600 km. Ainda que algumas estradas, os principais rios sejam orientadas de leste para oeste, as operações dirigidas segundo os meridianos beneficiam-se com um mínimo de facilidades e encontram um máximo de obstáculos. Deve-se fazer os eixos de comunicação girarem 90o, enviar o abastecimento através da estepe, contornar as florestas, os pântanos e as areias. Estas dificuldades materiais, reunidas à resistência de um inimigo superior em número, tudo isto coroado de um êxito total, fazem da batalha da Ucrânia a obra-prima da Wehrmacht.

 

O ataque ao norte, é desencadeado no dia 25 de agosto. É conduzido pelo 2o Exército, de Von Weichs, composto dos 13o, 33o e 35o Corpos de Exército e pelo 2o Grupamento Blindado, reduzido aos 24o e 47o PK. Os soldados que entram na Ucrânia, saindo da miserável sombria Rússia Branca, apreciam o contraste. “As espessas florestas tornaram-se exceções, a região e os habitantes causam melhor impressão, as casas são floridas, as pessoas mais limpas, melhor vestidas e mais cordiais...” Porém, as distâncias continuam exaustivas e a poeira é mais espessa ainda do que nas cercanias de Minsk e de Vitebsk.

 

O primeiro grande obstáculo é o Desna, quase tão largo quanto o Dinéper e, como este, complicado por um dédalo de ilhas arborizadas. Na ala direita da frente de ataque, o 2o Exército estabelece laboriosamente uma cabeça-de-ponte, levando consigo o 6o Exército, que completa o cerco de Kiev. Na ala esquerda, as Panzerdivisionen de Guderian dão à ofensiva aspecto mais vivo. As 17a e 18a derrotam os russos no curso superior do Desna. A 3a, comandada por um brilhante comandante de divisão, o Tenente-General Model, avança para Novgorod-Seversky, onde uma ponte de madeira com 700 metros de comprimento atravessa o rio. O Oberleutnant Buchterkirch mergulha em violenta barragem de artilharia, à frente de um pequeno destacamento blindado, e conquista a ponte, antes que os russos tenham tempo de incendiá-la. Budienny responde com enérgicos contra-ataques, sacrifica sua aviação acima da ponte perdida, atira seus carros blindados em massa, tenta manobrar nas retaguardas inimigas, obriga o pessoal dos serviços auxiliares inimigos a combater, inclusive o de uma padaria de campanha, que se cobre de glória em Korop. Mas a cópia dos métodos alemães exige um aprendizado sangrento que os russos ainda não concluíram. No fim de uma semana, a resistência no Desna se desmorona. O Sejn é travessado por sua vez. A estrada de ferro de Kursk é cortada em Konotop. Romny é tomada. A 250 km nas costas dos defensores de Kiev, os carros de combate marcados com um G branco de Guderian, precipitam-se ao encontro dos tanques marcados com o K de Von Kleist.

 

No Grupo Sul, a travessia do Dniéper, rio extremamente largo, a jusante de Krementchug, deu lugar também a uma façanha militar. No dia 31 de agosto, na hora mais improvável, às 2 da tarde, e no local mais inesperado, uma calha de 1.500 m de largura, o 207o Regimento de Caçadores lança seus botes de assalto e alcança a margem esquerda. Ao cair da noite, os caçadores subiram as escarpas que margeiam o rio e conquistaram uma cabeça-de-ponte de 3 km. O outro regimento da 27a Divisão passa, por sua vez, seguido da totalidade do 52o Corpo. Como no Desna, os russos fazem um esforço desesperado para restabelecer a integridade da barreira do Dnieper e lançam várias brigadas blindadas contra a cabeça-de-ponte. A coordenação é má, do lado alemão: os tanques da testa da 16a DP, vanguarda do Grupamento Blindado de Von Kleist, somente atravessam o rio no dia 11 de setembro. Durante 11 dias, tendo pela retaguarda um dos rios mais largos da Europa, um corpo de exércitos isolado quebra incansavelmente vagas sucessivas de infantaria, de cavalaria e de carros blindados. Como Napoleão até o momento em que deu lições de guerra à Europa, o Comando alemão ainda pode pagar seus erros com a superioridade tática de seus soldados.

 

A junção dos dois grupamentos blindados é feita no dia 16. Os restos do Grupo de Exércitos Budienny encontram-se comprimidos no triângulo Kiev-Tcherkassy-Priluki. O 2o exército aperta o lado norte. Os grupamentos blindados dilaceram o flanco leste. Os reconhecimentos aéreos relatam imagens incríveis desse bolsão gigantesco, no qual se debatem mais combatentes do que a Wehrmacht cercou em Flandres. Grandes colunas de infantaria, massas de cavalaria e carros blindados, comboios de toda natureza, movem-se em desordem sob uma formidável nuvem de poeira. O 8o Flieger Korps martela implacavelmente esses vencidos. Toda direção de conjunto e todo comando desapareceram. As tropas alemães arrebatam uma presa colossal. Tomam até fábricas encaixotadas, já carregadas nos trens que não tiveram tempo de partir.

 

No dia 18, fracassa a última tentativa de levantar o bloqueio do Grupo Budienny. Kiev sucumbe no dia 19. O vasto bolsão é subdividido. Uma enorme massa russa está isolada pelo 6o Exército entre Borispol e o Dnieper. O 2o Exército fez junção com a ala esquerda do 17o Regimento, contornando pela retaguarda a batalha agonizante, a ala direita deste último, o 52o e o 55o CE, já invade a Ucrânia oriental, toma Poltava e Krasnogrado. Jamais a Wehrmacht fez, de uma só vez, tantos prisioneiros: 655.000. Muitos morrem de fome, sem que se trate, aliás, de qualquer crueldade sistemática do Exército alemão, mas sim pela impossibilidade de alimentar tantos cativos em um país devastado.

 

Nesta vitória, quase sem comparação na História, há um único ponto negro: o tempo. A chuva começou e cair no dia 3 de setembro, e não se compreendeu logo que ela nada tinha de comum com as tempestades dos princípios do verão. É uma chuva sem barulho, uma chuva forte e densa, atrás da qual não há mais o sol ardente que secava em alguns minutos o lodo superficial formado pelas nuvens de tempestade. A lama que nasce desta chuva metódica adquire uma consistência e uma força de sucção extraordinárias. O solo transforma-se num atoleiro e, em um país sem estradas pavimentadas, o menor deslocamento exige esforços e demoras incríveis. Guderian levou 5 horas para percorrer 75 km e, depois de várias vezes, os horários alemães foram perturbados pelas péssimas condições do tempo e do solo. Ainda não é o Schlammperiod (período da lama), a rasputitsa, a estação sem caminho dos russos; é apenas uma amostra.

 

 

 

Hitler decide: “Nach Moskau!”

 

A vitória da Ucrânia é um triunfo pessoal para Hitler. Mais uma vez, contra a oposição de seus generais, ele cobriu de glória as suas bandeiras. Depois de tantas lições de audácia, é uma lição de prudência que acaba de dar. Eles queriam marchar diretamente sobre Moscou, fascinados, como Bonaparte, pelo nome da cidade, deixando o flanco aberto a um exército de um milhão de homens! Ele, Hitler, ficou com a verdade estratégica, destruindo primeiro a ameaça. Provou, nesta operação magistral, a flexibilidade e os recursos sempre renovados de seu gênio. A batalha de cerco da Ucrânia, extrapolação gigantesca da batalha de Cannes (entre os cartagineses de Aníbal e os romanos, 216 a.C.), é o inverso da batalha de Sedan. Clássico e revolucionário, estrategista e psicólogo, tático e visionário, o Fuhrer ganhou o título que lhe outorga a pequena corte melancólica de Rastenburgo: o maior general de todos os tempos...

 

É neste momento que Adolf Hitler toma, pessoalmente, a direção das operações na Rússia. O OKH lhe parece como um órgão inútil, como uma interposição deformante entre os estímulos que dá a resposta dos executantes. Angerburgo, a partir da batalha da Ucrânia, é apenas um transmissor de ordens. As vastas sínteses estratégicas que Franz Halder continua a fazer tornam-se simples confidências para seu diário secreto: já não lhe é permitido abrir a boca diante do Fuhrer. E como Keitel e Jodl são apenas máquinas que dizem “sim”, é definitivamente consigo mesmo que Adolf Hitler tomará, daqui para diante, os conselhos.

 

Ele se encontra diante da mais grave decisão de sua carreira aventurosa. Sua intenção era abater a Rússia com uma só campanha e acabar com ela antes do fim de 1941. Será possível ainda? Ou será preciso reconhecer que a aniquilação do Estado soviético deve ser adiada para o ano seguinte - e assim Hitler deve conformar-se com uma campanha de inverno?...

 

A batalha da Ucrânia terminou no dia 26 de setembro. A guerra entra no quarto mês. Assim, já foi necessário consagrar à Rússia duas vezes mais tempo do que à França - enquanto todos os peritos concordavam em dar ao Exército francês um coeficiente de valor duplo ou triplo do Exército russo. A primeira surpresa veio da coragem dos combatentes - enquanto se supunha que o patriotismo estivesse destruído pelo bolchevismo e se contava com o desmoronamento do moral. A segunda surpresa provém da abundância de material e, notadamente, do número de carros blindados russos. A terceira surpresa reside na rapidez com que o Exército soviético - como certos organismos primitivos - se reconstitui. Halder, que qualificava a Rússia como um colosso de pés de barro, o constata: “Começamos a guerra prevendo 200 divisões inimigas; encontramos 360. Destruímos uma dúzia; surge uma nova dúzia!”. Hitler não experimenta a menor surpresa. As palavras que deixa escapar diante de Guderian, ele repete diante dos íntimos: “Se soubesse, não teria começado esta guerra. São coisas que se pode dizer quando se tem a vitória na mão”. Noutras palavras, o Fuhrer está consciente de ter corrido o risco. Está igualmente certo de que sua estrela não o abandonou e que o perigo está superado.

 

Essa última convicção é alimentada pela batalha da Ucrânia. Ela parece atestar que a capacidade de reconstituição do inimigo chega ao fim e que sua vontade de combater está, finalmente, quebrada. Grande número de prisioneiros rendeu-se apressadamente. Muitos oficiais superiores maldisseram o regime e vilipendiaram o Alto-Comando vermelho. Muitos soldados eram reservistas idosos e muitas unidades de formação recente tinham somente um armamento incompleto. O valor do Exército Vermelho era maior do que o Estado-Maior Alemão imaginara. Os esforços para destruí-lo foram mais violentos do que se tinha previsto. Mas, assim mesmo, o resultado está sensivelmente alcançado: o inimigo não se agüenta mais.

 

O estado do Exército alemão, pelo contrário, não inspira inquietações. No dia 1o de setembro, segundo aniversário da entrada da guerra, Alfred Jodl mostrou ao Fuhrer um quadro comparativo: as perdas alemães se elevaram, durante esses dois anos de hostilidades, a 418.805 homens, dos quais 90.441 mortos e 29.687 desaparecidos; durante os dois primeiros anos da Primeira Guerra Mundial, a cifra alcançara 3.117.797 dos quais 416.672 mortos e 371.321 desaparecidos. A guerra hitlerista, assim, custa 8 vezes menos do que a guerra imperial e, por este baixo preço de sangue, Adolf Hitler, após ter conquistado a Europa, está jogando a Rússia para a Ásia!

 

Comparativamente, o material sofreu mais que os homens. Os relatórios dos exércitos estão repletos de enumerações de carros blindados, da canhões, de caminhões, de transportes de munições e de víveres, de ambulâncias, destruídos pelo fogo ou afundado na lama. O déficit de cavalos é muito importante, e será ainda maior, com os cavalos alemães suportando mal o clima russo e sem que haja grande remonta feita às custas do inimigo. Apesar disso, Hitler sabe que não devem ser encaradas tragicamente as queixas dos comandantes de unidades. Toda guerra se ganha com restos contra restos. Os dos russos, depois da perda de 3 milhões de prisioneiros e de um imenso material, são ruínas. O dos alemães são consideráveis. Os efetivos da infantaria não chegaram a diminuir 15%. De 70 a 80% dos tanques dos grupamentos blindados números 1, 3 e 4 foram repostos. O Grupamento Blindado n° 2, que pagou por um longo desvio pela Ucrânia, será recompletado apenas com 50% de seus carros de assalto. Ainda é percentagem satisfatória para acabar uma campanha.

 

A única consideração que preocupa é a data. O verão está terminando. As chuvas de advertência do começo de setembro cessaram, mas a verdadeira estação da lama se aproxima. Ela enlodaça a guerra, como a tudo mais, e depois vem o frio com todo seu vigor. Se o Exército alemão parasse agora, organizasse seus aquartelamentos de inverno, restabelecesse as comunicações, organizasse suas conquistas, estaria estabelecido em um magnífico mapa de guerra e poderia colocar-se bem para receber em condições toleráveis o assalto do General Inverno. Em compensação, é temerário empreender em outubro, mesmo contra um inimigo enfraquecido, a série de operações de grande envergadura que continuam no programa da Wehrmacht para 1941: completar a ocupação da Ucrânia, conquistar a Criméia, avançar no Cáucaso, tomar Moscou, alcançar a linha Astracã-Arkhangelsk! As distâncias e a pobreza das comunicações representam, por si só, handicaps quase proibitivos.

 

Mas Hitler é prisioneiro do calendário que formulou. Desfazer-se da Rússia, em 1941, é indispensável ao desenrolar de seus planos. Uma campanha de inverno significa que a Wehrmacht ficará imobilizada no Leste até o verão de 1942. A Inglaterra, que devia ser abatida na primavera, recebeu nova trégua. Os Estados Unidos, desde o Pacto do Atlântico, passaram a um estado de quase-beligerância. A Rússia pode encontrar um segundo fôlego com a ajuda das potências ocidentais. A ocupação do Irã indica que os Estados Unidos e a Inglaterra estão prontos para os maiores sacrifícios a fim de ajudá-la. A transferência das forças russas do Extremo Oriente para a Rússia européia - conseqüência da aproximação russo-japonesa favorecida por Hitler - está em curso. “De Chita a Krasnoiarsk - narra um viajante do Transiberiano - contei 200 trens militares rodando para o Oeste. Cada trem era composto de 25 vagões, 10 para a tropa, os outros para o material, inclusive aviões encaixotados...” Deixar passar o inverno eqüivale, pois, a permitir a reconstituição de um grande exército russo contra o qual se terá que recomeçar uma campanha quase ganha.

 

Uma razão de prestígio pesa nas condições de Hitler. Durante a preparação da campanha, ele se opôs com vigor à concepção de uma vitória em dois tempos. Era a idéia de Brauchitsch, que queria contentar-se, em 1941, em tomar Leningrado; de Rundstedt, que considerava o máximo possível a conquista de uma linha Odessa-Kiev-Orscha-Riga; de Kluge, que tinha em vista um avanço frontal até Moscou, após o que seriam estabelecidos novos planos para 1942. Contra essa coalizão de espíritos timoratos, Hitler manteve a opinião de que a totalidade dos objetivos estratégicos e econômicos poderia ser e seria alcançada em 1941. Foi por isso que se recusou categoricamente a ouvir aqueles que lhe falavam em equipar o exército contra o grande frio. “Não quero mais ouvir falar - declarou - nas dificuldades que nossas tropas possam encontrar durante o inverno. Proíbo que alguém me fale disto. Pois não haverá campanha de inverno...” seria necessário, agora, que ele se desmentisse! Enquanto se está apenas em setembro, o tempo se tornou esplêndido; o calor excessivo caiu, o solo está duro como asfalto, o flagelo da poeira diminuiu de intensidade, o inimigo está batido e os soldados cobrem os muros de seus acampamentos e as chapas dos veículos com as palavras Nach Moskau!

 

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