Streptococcus pneumoniae

Streptococcus pneumoniae

Streptococcus pneumoniae

Caracterização

  • Gênero: Streptococcus;

  • 35 espécies que podem ser classificados de acordo com várias características:

  • Tipo de hemólise

    • α hemólise
    • β hemólise
    • ausência de hemólise
  • Espécie: Streptococcus pneunoniae

  • Diplococos Gram-positivo.

Caracterização

  • Apresenta-se aos pares;

  • Bordas adjacentes: achatadas;

  • Bordas externas: lanceoladas;

  • Anaeróbico facultativo;

  • Desprovido de catalase.

Meio de cultura: Ágar sangue

Constituintes

  • Cápsula:

  • Polímero composto de subunidades oligossacarídicas repetitivas;

  • Protege da fagocitose graças à composição química;

  • Fator de virulência.

Constituintes

  • Antígenos usados na fabricação de vacinas atuais.

  • Parede:

  • Peptidoglicano(PG) e ácidos teicóico e lipoteicóico (ricos em fosforil-colina);

Constituintes

  • A colina, encontrada na parece de outros patógenos, é elemento de interação de diferentes patógenos com a mucosa respiratória do hospedeiro;

  • A parede é um forte indutor de inflamação;

  • A proteína C reativa têm a capacidade de precipitar o polissacarídeo C (ácido teitóico+ ácido murâmico) do penumococo em presença do cálcio;

  • Em indivíduos normais: em baixa concentração;

  • Processos Inflamatórios: alta concentração.

Constituintes

  • Proteínas

  • Até o presente momento, somente algumas parecem envolvidas com a virulência.

Proteínas que se ligam à colina

  • LYTA

  • Enzima autolítica- lise da pneumococo na fase estacionária ou na presença de antibióticos.

  • Libera os constituintes da parede e da pneumolisina (substância que causa inflamação).

  • PspA

  • Antígeno protetor em animais de laboratório.

  • CbpA

  • Mutação: incapacidade de colonizar a mucosa respiratória de camundongos e de aderir às células pulmonares e endoteliais.

  • Entre outras propriedades, liga-se à IgA secretora e ao terceiro componente do complemento.

Adesina A da superfície (PsAA)

  • Lipoproteína que também desencadeia uma resposta protetora em animais. Sua função é transportar íons Mn²+ e Zn²+ para o citoplasma.

Pneumolisina

  • Citotoxina intracelular liberada quando o pneumococo sofre lise;

  • Tóxica para quase todos os tipos de células eucarióticas;

  • Poros- oligômeros da toxina que se inserem na membrana citoplasmática;

  • Estimula a produção de citocinas inflamatórias.

  • Inibe a proliferação de linfócitos;

  • Redução da atividade bactericida dos leucócitos.

Hialuronidase (HYL)

  • Importante na patogênese;

  • Degrada o ácido hialurônico;

  • Quando este ácido é degradado, torna o tecido conjuntivo mais frouxo, o que facilita a invasão bacteriana.

Neuroaminidase (NAN)

  • NanA e NanB são enzimas que clivam as moléculas de ácido siálico (neuramínico).

  • Altera a superfície das células, expondo receptores e aumentando a capacidade de aderência do pneumococo.

IGA Protease

  • Degrada imunoglobulinas da subclasse A1.

  • Sua produção tem um papel significativo na virulência em mucosas do trato respiratório.

Aspectos Genéticos da Virulência

  • Regulação:

  • Variação de Fase: compreender a adaptibilidade do pneumococo.

  • Pode se expressar de maneira reversível.

  • Troca de genes capsulares.

  • Diferentes sorotipos podem colonizar o indivíduo ao mesmo tempo.

Patogênese

  • A infecção pneumocócica provoca extravasamento de líquido fibrinoso de edema no interior dos alvéolos.

  • Nasofaringe

  • Ouvido médio por meio da trompa de Eustachio;

  • Pulmões por meio dos brônquios;

  • Processo direto;

  • Circulação sanguínea.

Doenças

  • Provocam doença devido a sua capacidade de se multiplicar nos tecidos.

  • De acordo com as vias de disseminação:

  • Pneumonia- mais frequente em crianças

  • Infecção aguda, precedida de gripe

  • Afeta os lóbulos inferiores

  • dos pulmões.

  • O pneumococo sobrevive à endocitose.

Doença

  • Otite Média- obstrução dos seios e das trompas.

  • Menigite atinge as meninges: Instala-se em associações com otites, sinusites e pneumonias. Ataca crianças e adultos.

Mecanismo de defesa

  • Ploriferação: vencer as defesas do organismo utilizando-se de sua cápsula e de proteínas

  • Reação inflamatória: elementos da parede

Diagnóstico

  • Abordagem clássica: cultura em meios ricos

  • Ágar sangue e Ágar chocolate.

  • Meningite

  • Exame microscópico, corar pelo método de Gram.

  • PCR: aplicada em diferentes materiais clínicos, com amplificação do gene da pneumolisina.

Epidemiologia

  • Cerca de 5 a 70% dos indivíduos são portadores de um ou mais tipos sorológicos.

  • A colonização , de modo geral, tem início aos seis meses.

  • A frequência é mais elevada durante o inverno e meses mais frios.

  • Alguns são mais frequentes, de distribuição variável de acordo com a região e com o tempo.

Epidemiologia

  • Os soros tipos mais frequentes são: 1,3,4,5,6B,14,19A,19F e 23F.

  • Acredita-se que as infecções sejam causadas por sorotipos recém-adquiridos.

  • A doença se instala quando as defesas do organismo diminuem.

  • Infecções virais respiratórias, alcoolismo, doenças pulmonares crônicas, diabete e insuficiência cardíaca, desnutrição, anemia falciforme são condições favoráveis à pneumonia.

Tratamento e Controle

  • Penicilina: sensíveis por um longo período

  • Adquiriu resistência a alguns antibióticos

  • Cloranfenicol- produçao da enzima cloranfenicol acetil-tranferase.

  • Formulações vacinais estão disponíveis.

  • A mais recente: vacina 7-valente.

  • Novas estão sendo investigadas baseadas na proteínas PspA, PsaA, LytA.

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