Criação comercial de peixes em viveiros ou açudes

Criação comercial de peixes em viveiros ou açudes

(Parte 5 de 7)

Peso inicial (g) Qde. De ração em relação ao peso dos peixes em (%)Qde. de ração a ser fornecida por dia (Kg)Qde. de ração a ser fornecida por semana (Kg)

Semana

0,5 15 0,375 2,625 1ª 5 10 2,5 17,50 2ª 15 8 6,0 42,0 3ª 30 7 10,5 73,50 4ª 45 7 15,75 110,25 5ª 5 7 19,25 134,75 6ª 65 7 2,75 159,25 7ª 85 7 29,75 208,75 8ª 10 4 20,0 140,0 9ª 130 3 19,50 136,50 10ª 170 3 25,50 178,50 11ª 195 3 29,25 204,75 12ª 220 2,5 27,50 192,50 13ª 260 2,5 32,50 227,50 14ª 310 2,5 38,75 271,25 15ª 360 2,5 45,0 315,0 16ª 410 2,0 41,0 287,0 17ª 460 2,0 46,0 322,0 18ª 530 2,0 53,0 371,0 19ª 60 2,0 60,0 420,0 20ª 670 -- 60,0 420,0 21ª 710 -- 60,0 420,0 22ª 760 -- 60,0 420,0 23ª 810 -- 60,0 420,0 24ª 850 -- 60,0 420,0 25ª

90 -- 60,0 420,0 26ª

Continua Continuação Tabela Anterior

950 -- 60,0 420,0 27ª

2 Nota: A partir da 20ª semana os peixes terão atingido 600 gramas e a quantidade de ração necessária será de

60Kg por hectare ao dia. Tal quantidade de ração ao dia é o limite da capacidade da água em metabolizar o material orgânico gerado a partir da ração fornecida, portanto, a partir dessa semana deverá ser fornecido 60Kg de ração ao dia até o final do ciclo. Estas informações estão baseadas em dados obtidos na região de Roraima, na Embrapa de Manaus e junto ao Centro de Pesquisas de Peixes Tropicais do Ibama em Pirasununga.

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10 -- 60,0 420,0 28ª 1050 -- 60,0 420,0 29ª 10 -- 60,0 420,0 30ª 1150 -- 60,0 420,0 31ª 120 -- 60,0 420,0 32ª 1250 -- 60,0 420,0 33ª 130 -- 60,0 420,0 34ª 1350 -- 60,0 420,0 35ª 140 -- 60,0 420,0 36ª 1450 -- 60,0 420,0 37ª 150 -- 60,0 420,0 38ª 1550 -- 60,0 420,0 39ª 160 -- 60,0 420,0 40ª 1650 -- 60,0 420,0 41ª 170 -- 60,0 420,0 42ª 180 -- 60,0 420,0 43ª 1850 -- 60,0 420,0 44ª 190 -- 60,0 420,0 45ª 1950 -- 60,0 420,0 46ª 20 -- 60,0 420,0 47ª 2050 -- 60,0 420,0 48ª

• Consumo total de ração durante todo o ciclo: 15.574,625Kg • Produção total estimada: 10.250Kg

• Conversão alimentar: 1,519Kg de ração para cada quilo de peixe vivo.

5 SANIDADE DOS PEIXES

A piscicultura é uma atividade em condições de oferecer a quantidade necessária de proteína exigida pela sociedade. No entanto, quando se confina algum tipo de animal, e isso é particularmente verdadeiro em relação aos peixes, ocorre aparecimento de doenças que em ambientes naturais tem pouca ou nenhuma repercussão.

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O estresse a que os peixes ficam submetidos leva à manifestação de agentes patogênicos, em especial, os chamados organismos facultativos ou secundários, que pertencem ao grupo dos parasitas, bactérias ou fungos. Como existe uma dificuldade muito grande para tratar qualquer enfermidade em peixe após esta se instalar, recomenda-se, na piscicultura, a adoção de medidas profiláticas para evitar a manifestação das várias patologias. Nesse sentido, já está bastante sedimentada entre os piscicultores a forte relação existente entre técnicas corretas de manejo e a ausência de enfermidades.

5.1 Bacterioses

As bactérias podem provocar várias doenças, que muitas vezes causam grandes prejuízos econômicos na piscicultura. As taxas de mortalidade são muitas elevadas, especialmente em situações de estresse dos hospedeiros. Muitas dessas bactérias são de tratamento difícil e pouco eficaz.

A maior parte das bactérias é composta de organismos que pertencem à comunidade bacteriana normal da água, sendo encontradas na superfície dos peixes e nas brânquias. Porém, quando os peixes são submetidos ao estresse, o que ocorre freqüentemente nos projetos de piscicultura, as bactérias adquirem uma capacidade patogênica importante, manifestada por sintomatologia variada.

5.2 Parasitoses

Os peixes em piscicultura são passíveis de serem infectados por numerosas espécies de parasitas que podem ocorrer em sua superfície ou nos órgãos internos. Suas dimensões variam de alguns milésimos de milímetro até vários centímetros.

Na maior parte dos casos, mais importante do que a ação terapêutica será a profilática, devendo o piscicultor ter a consciência de que atingir as cargas máximas de peixes em um determinado meio, nem sempre é a forma de conseguir uma exploração mais rentável. Um especial cuidado deverá ser tomado com a origem dos animais comprados de outros projetos de piscicultura.

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5.3 Micoses

Os fungos também são importantes agentes patogênicos para os peixes.

São várias doenças em que se manifestam, podendo causar infecções tegumentares ou branquiais, que são as mais freqüentes e importantes, ou então de caráter sistêmico.

Aqueles de interesse à piscicultura podem ser agentes patogênicos primários ou secundários.

A transmissão dos fungos ocorre através dos esporos presentes na água.

Essa transmissão é muitas vezes facilitada pela má qualidade da água, temperatura, práticas inadequadas de manejo, etc. O tratamento das micoses pode ser relativamente fácil para algumas espécies, enquanto para outras é muito difícil, podendo até não existir.

Desse modo, as medidas profiláticas são da maior importância, podendo ser resumidas a seguir: manter a boa qualidade da água; evitar a introdução de exemplares infectados; manter baixas densidades populacionais; e eliminar os peixes mortos, o mais rapidamente possível.

Para concluir, pode-se afirmar que o estado sanitário dos projetos de piscicultura deverá ser o resultado da interação entre os peixes, os organismos patogênicos e o ambiente. Um bom manejo do viveiro será aquele que, favorecendo o adequado e rentável desenvolvimento dos peixes, não permita ou pelo menos minimize a proliferação dos organismos patogênicos, já que não existe dúvida a respeito da forte relação existente entre as corretas técnicas de manejo e a ausência de enfermidades.

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6 AVALIAÇÃO FINANCEIRA

Apresentaremos a seguir algumas tabelas com lançamentos financeiros, que irão balizar o empreendedor sobre os recursos necessários à implantação de um projeto de piscicultura.

São também inclusas nas tabelas, espaços para que o próprio empreendedor adeqüe, caso necessário, os valores à realidade do seu empreendimento.

6.1 Investimento Fixo

Nesse item, são lançadas as despesas referentes sobretudo, aos investimentos em infra-estrutura da atividade piscícola.

R$1,0 Item Especificação Qde. Valor Seus Números

6.2 Custo Fixo do Ciclo

Neste item, foram alocados o pessoal envolvido na atividade, os custos necessários para manutenção, depreciação, conservação do empreendimento, dentre outros. Os Custos Fixos serão os mesmos, independente das vendas em altas ou baixas temporadas.

R$1,0 Item Especificação Qde. Valor Seus Números

1 Mão de obra + encargos sociais 013.744,0 2 Depreciação (10% s/Investimento Fixo) ---1.180,0 3 Manutenção (2,5% s/Investimento Fixo) ---295,0 4 Juros sobre o Capital Investido (6% s/Inv. Fixo) ---708,0 Continua

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Continuação Tabela – 6.2 Custo Fixo do Ciclo 5 Eventuais ---20,0

TOTAL 6.127,0

6.3 Custo Variável do Ciclo

Os Custos Variáveis são aqueles que variam proporcionalmente em relação à produção.

R$1,0 Item Especificação Qde. Valor Seus Números

1 Corretivos e fertilizantes ---950,0 2 Alevinos 6.0030,0 3 Ração para alevinos ---542,0 4 Antibiótico ---30,0 5 Ração para fase de crescimento e engorda ---1.872,0 6 Mão de obra temporária 0110,0 7 Eventuais ---30,0 TOTAL 14.094,0

6.4 Receita Operacional

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