Criação comercial de peixes em viveiros ou açudes

Criação comercial de peixes em viveiros ou açudes

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Pode-se observar que R$ 32.021,0 é a despesa total para construção, implantação e produção de dois viveiros com 0,5 ha de espelho d’água cada. Porém, faz-se necessário separar essas despesas de investimento e despesas de custeio, pois o investimento só ocorre uma vez e o custeio todos os anos.

Tendo uma estimativa de produção de 1.500 Kg e preço de venda a R$ 2,80 por quilo, a Receita Bruta será de R$ 32.20,0. Já no caso de venda direta ao consumidor, pode-se alcançar até R$ 3,50 por quilo, o que eleva a receita bruta para R$ 40.250,0.

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4.2 Conservação do Pescado

A conservação de peixes apresenta problemas mais agudos que a conservação de carne de outros animais, uma vez que a decomposição instala-se muito mais rapidamente em pescados.

Os peixes durante sua captura sofrem morte lenta e considerável dano mecânico da pele, dentro das redes.

Estes danos mecânicos, em um ambiente rico de microorganismos como a água, antecipam sensivelmente o início da deterioração.

Existem numerosos métodos de conservação de pescados. Alguns se aplicam especialmente a certos tipos de pescados, outros têm aplicação limitada a determinadas regiões e grupos populacionais que os apreciam. Serão citados aqui os métodos mais comuns de aplicação mais geral.

1 – Conservação por refrigeração: 1.1 – Refrigeração com emprego de gelo; 1.2 – Refrigeração pelo emprego de líquido refrigerante; 1.3 – Refrigeração por emprego de ar circulante; 1.4 – Conservação por congelamento; 1.5 – Congelamento pelo emprego de ar circulante; 1.6 – Congelamento pelo emprego de líquidos frios; 1.8 – Congelamento por contacto com superfícies frias; e 1.9 – Congelamento por imersão em líquido refrigerante em ebulição.

2 – Conservação por salga: 2.1 – Salga seca; e 2.2 – Salga úmida.

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3 – Defumação; 4 – Fermentação; 5 – Enlatamento; 6 – Embutidos; e 7 – Farinha de peixe.

Todos os processos de conservação de pescado visam o armazenamento dos peixes para consumi-los em outras épocas. Conforme o método que se usa, também se agrega valor, além de preservá-lo.

Para se avaliar o método mais adequado à conservação, é necessário que seja feita uma análise técnica da situação em questão, definindo-se o processo mais apropriado.

4.3 Locais para Criação

A criação de tambaqui em viveiro é diferente da criação em açudes, portanto, descreveremos a seguir algumas características da criação em açudes:

a - profundidade desuniforme; b - presença de obstáculos à passagem da rede; e - extensões excessivas; d - controle deficiente de predadores; e - falta de controle sobre o abastecimento; e f - dificuldades para corrigir a qualidade da água.

Apesar destas dificuldades, é possível criar tambaqui em açudes, porém, deve-se construir um viveiro berçário para o peixamento do açude com alevinos avançados, pesando entre 150 e 180 gramas, pois, com este peso, estarão livres do ataque de predadores. O povoamento deverá ser feito estimando-se 0,25 kg/m² de peso final e a alimentação poderá incluir o uso de alimentação alternativa, como mandioca, feijão, abóbora, milho e soja.

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A despesca deverá ser feita através de retirada seletiva dos peixes maiores.

A produção neste sistema varia de 2.500 a 5000 kg/ha, enquanto que no sistema de viveiros pode atingir 15.0 kg/ha/ano.

Quanto ao povoamento de açudes, ainda podemos sugerir o seguinte: feito o berçário faz-se a compra de um terço do total de alevinos programado para o açude, coloca-os no berçário por 90 dias com ração balanceada e transfere-os para o açude, fazendo assim, mais duas vezes com o restante. Esta forma de povoamento chama-se escalonado e para este sistema de povoamento se fará a despesca seletiva após nove meses, retirando só os maiores.

4.4 Alimentação

Para a criação em viveiros a alimentação fornecida será na forma de ração balanceada que poderá ser extrusada ou peletizada e deverá ser fornecida conforme cronograma pré-estabelecido.

O cálculo da quantidade de ração é feito em função da biomassa total do viveiro, biomassa significa o peso total dos peixes do viveiro.

Exemplo de cronograma de alimentação:

• 10% a 3% da biomassa por dia até o primeiro mês; • 3% a 2% da biomassa por dia durante o segundo mês;

• 2,5% a 2% da biomassa por dia durante o terceiro mês (estes três meses se darão no berçário).

• 2% a 1,5% da biomassa por dia durante o quarto mês;

• 1,5% a 1% da biomassa por dia durante o quinto mês;

• 1% da biomassa por dia do sexto mês até o décimo segundo.

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A ração deverá ser fornecida na forma extrusada ou peletizada e deverá ser fornecida 5 vezes ao dia, no primeiro mês, passando para 3 vezes no segundo e terceiro mês e para 2 vezes a partir do quarto mês.

em ser fabricadas na propriedade com a utilização de máquinas de moer carne.

, as fórmulas com maior concentração desses nutrientes serão usadas inicialmente.

Especifica-se a seguir uma fórmula de ração caseira para peixe:

As rações peletizadas pod

As composições variam um pouco de fórmula para fórmula em função da variação dos teores de proteínas necessárias em cada fase de desenvolvimento. As fórmulas mais protéicas são utilizadas no início e os ingredientes que mais fornecem proteína bruta são a farinha de carne e farelo de soja. Portanto

Em (%)

Farelo de soja Milho moído Farinha de Carne

Farelo de arroz Fosfato

Bl icaPremix Sal Óleo de Soja

30 25 15 28,5 0,5 - 1 - 24 25 25 25 - 1 - - 25 40 15 16 1 1 - 2 30 30 15 24 - 1 - - a disponibilidade de matéria-prima e conforme a fase de desenvolvimento do peixe.

arne não devem ser estocadas por muito tempo e devem ser utilizadas inicialmente.

.4.1 Outra sugestão de alimentação para o peixe tambaquí elho d’água • Fonte de alimentação: ração extrusada

Existem várias combinações de produtos para se formular rações. Estes são exemplos que podem ser alterados conforme

As formulações com altas quantidades de farinha de c

• Quantidade: 5.0 unidades • Área do viveiro: 1 ha ou 10.000m2 de esp

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• Período de criação2: 48 semanas

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