Recensão crítica - gaia - 2

Recensão crítica - gaia - 2

ANDRÉA DE OLIVEIRA PINHEIRO

RECENSÃO CRÍTICA

“A VINGANÇA DE GAIA”

por JAMES LOVELOCK

Recensão crítica apresentada à disciplina de Metodologia do Ensino Superior, Curso de Especialização Pós-Graduação em Gestão Ambiental - Educação e Sociedade, IPGEX – Instituto de Pós-Graduação e Extensão.

Professora Doutora Luciana Pinheiro

ITAJAÍ (SC)

JULHO DE 2008

I. Identificação da Obra

LOVELOCK, James. A Vingança de Gaia. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2006, 159 p.

- Livro editado no ano de 2006, baseado em estudos prévios do autor, fundamentado na Hipótese de Gaia, da qual o mesmo foi precursor e criador em 1972.

II. Credenciais do Autor

James Lovelock é autor de mais de duzentos artigos científicos e ocriador da Hipótese de Gaia (Teoria de Gaia). É membro da Royal Society desde 1974. Desde 1961 trabalha como cientista independente, porém conservou vínculos com Universidades do Reino Unido e dos Estados Unidos da América. Desde 1944 é professor visitante honorário do Green College da Universidade de Oxford. Em 2003, foi nomeado Companion of Honour por Sua Majestade, a Rainha da Inglaterra e, em seembro de 2005, a Revista Prospect considerou-o um dos cem maiores intelectuais públicos globais.

III. Quadro de Referências do Autor

James Lovelock baseou sua obra nas leituras e comentários de Gisbert Glaser (Consultor Sênior do International Council for Science); E. O. Wilson (Biólogo); Bert Bolin (Painel Intergovernamental sobre Mudança do clima – IPCC); John Gray (Filósofo e Historiador); Mary Midgley (Filósofa); George Williams (Biólogo); Richard Betts (Cientista de Hadley Center); James Clerk Maxwell (Físico); Michael Crickton (Meteorologista); Walt Patterson (Fissão e Fusão Nuclear); Richard Dawkins (Cientista); Rowan Williams (Arcebispo da Cantuária); Stephan Harding (Biólogo); sir Crispin Tickell (Prefácio do Livro).

IV. Pressupostos e Resumo da Obra

A idéia de que a Terra está viva tem uma longa história. Deuses e Deusas eram vistos como corporificação de elementos específicos, variando do céu à fonte mais próxima, e a idéia de que a própria Terra estava viva e aflorou regularmente na filosofia grega.

Leonardo da Vinci viu o corpo humano como o microscosmo da Terra, e a Terra como o macrocosmo do corpo humano. Ele não sabia, como nós atualmente, que o corpo humano é um macrocosmo dos elementos minúsculos de vida, deixando-se habitar por vírus, bactérias e, muitas vezes guerreando contra si próprio.

Giordano Bruno foi queimado na fogueira há mais de 400 anos passados, por sustentar a idéia de que a Terra estava viva, e que outros planetas poderiam também estar.

O geólogo James Hutton viu a Terra como um sistema auto-regulador, em 1785, e T. H. Huxley a percebeu da mesma forma em 1877.

Vladimir Ivanovitch Vernadsky viu o funcionamento da biosfera como uma força geológica que cria um desequilíbrio dinâmico, que, por sua vez, promove a diversidade da vida.

Em 1972, James Lovelock reuniu essas idéias na Hipótese de Gaia. Ele aperfeiçoou em seu livro e ampliou com novas idéias e práticas.

A idéia pareceu inaceitável para os adeptos do pensamento convencional, quando apresentada, há mais de 25 anos passados.

Segundo Lovelock, na presente obra, Gaia está mudando, parecendo menos forte que no passado. O calor do sol vem aumentando sobre a Terra gradualmente, e a auto-regulação da qual dependem todas as espécies de vida, corre perigo.

Na obra “A Vingança de Gaia”, James Lovelock examina cada um dos problemas principais, a maioria decorrente dos efeitos da Revolução Industrial, particularmente o consumo de combustíveis fósseis e produtos químicos, a agricultura e o espaço vital. Assim, o autor sugere formas de como poderíamos começar a enfrentar a questão. Para o autor, o primeiro passo é reconhecer a existência dos problemas. O segundo passo seria entender estes problemas e procurar extrair conclusões corretas e aplicáveis. Como terceiro passo, a tomada de providências.

Se aplicado aos problemas da sociedade moderna, o conceito de Gaia pode ser aplicado ao pensamento atual sobre valores: a forma como encaramos e julgamos o mundo à nossa volta, nosso comportamento.

Segundo Lovelock, a principal diferença entre o passado e o presente é que nossos problemas são de fato globais, encontrando-nos presos a um círculo vicioso de feedeback positivo. Todo acontecimento afeta todas as coisas e situações.

Gaia não é uma forma de religião, mas uma forma de fazer as pazes com o resto do mundo em que vivemos. O autor compara a Terra como sendo um planeta vivo, pois ele controla sua temperatura e composição para estar e permanecer confortável, quando comparado com seus planetas irmãos mortos Marte e Vênus.

Segundo o biólogo evolutivo, E. O. Wilson, ao escrever sobre a incompatibilidade entre a ciência do século XX e a religião, sabia da necessidade inconsciente, na maioria de nós, de algo transcendental, algo além de uma análise fria. Ele trouxe à tona uma palavra já em desuso, mas ainda válida, “consiliência”, como algo para conciliar os pensamentos dos cientistas reducionistas com outros seres humanos inteligentes, em especial àqueles com fé.

James Lovelock nos põe a par de que ainda que cessássemos nesse instante de arrebatar e fazer uso de novas terras e águas de Gaia para a produção de alimentos e combustíveis e parássemos de envenenar o ar, ainda assim, a Terra levaria mais de mil anos para se recuperar do dano já causado, e, talvez, seja tarde demais até para salvar o Planeta. Segundo o autor, será necessária uma seqüência planejada para substituir o carbono fóssil por fontes de energia mais seguras e limpas. Chegamos à nossa desordem atual por meio de nossa inteligência e inventividade.

A mudança é algo normal na história geológica. A mais recente foi a passagem da Terra do longo período de glaciação ao período interglacial quente atual. Precisamos renovar aquele amor e empatia pela natureza que perdemos quando iniciamos nossas relações com a vida urbana. As perspectivas são sombrias e, ainda que tenhamos sucesso ao reagir, passaremos por tempos difíceis, como numa guerra, nos levando ao limite de nossas forças. Seria preciso mais do que a catástrofe climática prevista para eliminar casais de seres humanos em condições de procriar. A civilização está em risco.

O autor vê a energia nuclear como o único remédio eficaz de que se dispõe agora, sendo considerada como o remédio que sustenta uma fonte constante e segura de eletricidade, até que se possa utilizar com disponibilidade suficiente a energia advinda do Sol, renovável.

A mudança climática constou da Agenda da Reunião do G8, na Escócia, em 2005, mas foi marginalizada quando Londres sofreu um terrível ataque terrorista. A maioria dos cientistas quando pensa ou fala sobre a parte viva da Terra, chama-a de Biosfera, embora estritamente falando, a biosfera se limite à região geográfica onde a vida existe, a bolha esférica fina na superfície da Terra. Gaia é um invólucro esférico fino de matéria que cerca o interior incandescente. Lovelock chama Gaia de um sistema fisiológico, porque parece dotada do objetivo inconsciente de regular o clima e a química em um estado confortável para a continuidade da existência de vida.

Precisamos pensar em Gaia como o sistema completo de partes animadas e inanimadas. O crescimento desenfreado dos seres vivos possibilitados pela luz solar fortalece Gaia, mas essa força caótica é contida por limitações que moldam a entidade propositada que se auto-regula a favor da vida.

O aparecimento de oxigênio foi um evento tão importante na história de Gaia, impelindo o desenvolvimento de células vivas mais complexas, os eucariotos, culminando com agrupamentos de células vivas que compõem plantas e animais.

Em sua existência, a Terra experimentou vários regimes climáticos diferentes. Logo depois que a vida começou, Gaia emergiu como um sistema regulador e, segundo Lovelock, isso levou a uma mudança de composição atmosférica, dióxido de carbono (CO2), para outra denominada metano (CH4), que durou cerca de 1 bilhão de anos, até que o oxigênio (O2) se tornasse o gás quimicamente dominante.

O autor também discute, na presente obra, diferentes fontes de energia, citando desde a explosão primordial, Big Bang, até fontes como carbono fóssil, absorção (coleta) da luz do Sol sobre telhados, energia elétrica, carvão e petróleo, gás natural, hidrogênio; além destas, fontes renováveis, como energia eólica, energia das marés, hidroeletricidade, energia nuclear, energia de fusão, energia de fissão.

V. Conclusões do Autor

Para James Lovelock, Gaia é um planeta vivo. Ele entende a capacidade de reconhecer instantaneamente a vida, e outros instintos, fazendo parte de nossa história evolutiva.

Segundo o autor, não apenas a humanidade está em caminho de destruir a si e à Terra, mas a maioria das soluções alternativas que têm sido propostas. James Lovelock acredita que Gaia, a Terra viva e auto-reguladora vai defender-se sempre.

VI. Metodologia do Autor

Com grande entendimento da ciência do aquecimento global, baseou-se em uma abordagem filosófica da Ciência da Terra, permitindo que se ofereça uma explicação real. James Lovelock analisa nossa necessidade de energia e as fontes alternativas da mesma.

VII. Quadro de Referências da Resenhista

Andréa de Oliveira Pinheiro é Bióloga, Professora da Rede Municipal de Ensino de Navegantes – SC. Utiliza como referências, além de James Lovelock, Eurico Cabral de Oliveira e Samuel Murgel Branco

VIII. Críticas e Comentários da Resenhista

Conceitos importantes, como DEUS e GAIA, não são compreensíveis no espaço limitado de nossas mentes conscientes, mas faz sentido naquela parte interior de nossas mentes.

A história da ciência mostra que devemos conservar o que há de bom na nossa visão de mundo e intercalar com novos conhecimentos adquiridos no percurso de nossas vidas.

IX. Indicações da Obra

O livro “A Vingança de Gaia”, de James Lovelock é extremamente importante ao grande grupo de ambientalistas (ou protetores ambientais), Gestores Ambientais e, àqueles que crêem nas fontes renovávem nas fontes renovtante ao grande grupo de ambientalistas (ou protetores ambientais), Gestores Ambientais e, te falando, a bioeis e limpas de eneis de enrgiargia, como possibilidade para diminuir impactos em nossa Terra, Biosfera, Gaia.

X. Apresentação da Recensão Crítica

Recensão crítica apresentada como complemento e avaliação da Disciplina de Metodologia do Ensino Superior, ministrada pela Professora Doutora Luciana Pinheiro, IPGEX, Itajaí – SC, em 05 de julho de 2008.

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