Atividade ecoturística

Atividade ecoturística

Atividade Ecoturística

  • Msc. Luciana Carla Mancino

  • Bióloga CRBio 39.904/01

Ecoturismo

  • "Segmento da atividade turística que utiliza, de forma sustentável, o patrimônio natural e cultural, incentiva a sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem estar das populações envolvidas". (Saab & Daemon 2000)

Modalidades de ecoturismo

  • caminhadas,

  • campismo,

  • canoagem,

  • observação da natureza (turismo contemplativo),

  • viagens a pé,

  • cavalgadas,

  • banhos de rios, lagoas, mar e cachoeira.

Benefícios

  • geração local de empregos;

  • fixação da população no interior;

  • melhorias na infra-estrutura de transporte, comunicação e saneamento;

  • criação de alternativas de arrecadação para as Unidades de Conservação;

  • diminuição de impacto sobre o patrimônio natural e cultural;

  • diminuição de impacto no plano estético-paisagístico;

  • melhoria nos equipamentos das áreas protegidas.

Áreas potenciais

  • Parques Nacionais, Estaduais e Municipais, as Florestas Nacionais, RPPNs e as Áreas de Proteção Ambiental - APA's.

  • Jardim: RPPN Cabeceira do Prata, propriedades rurais equilibradas ambientalmente

Exigências do Turista

  • Roteiros diversificados,

  • uma infra-estrutura adequada,

  • áreas preservadas e de alto valor ecológico e cultural,

  • disponibilidade de recursos humanos capacitados, com guias bem treinados.

  • “Preço acessível” e facilidades de pagamento.

Requisitos básicos para o sucesso do ecoturismo

  • ações conjuntas das diversas partes envolvidas: órgãos públicos e privados (municipais, estaduais e federais), e a comunidade.

Ações

  • envolvimento, esclarecimento e sensibilização da população local;

  • estabelecimento de sistemas de monitoramento dos parâmetros de preservação das áreas afetadas;

  • formação e treinamento dos profissionais: guias especializados e na hotelaria,

  • priorização da mão-de-obra local;

Ações

  • criação de uma base de dados, com informações sobre os empreendimentos existentes (a exemplo dos ecolodges) e suas características,

  • Consultoria ambiental: viabilidade ecológica e econômica

  • planejamento ambiental e licenciamento ambiental da atividade.

Em MS existe um grande potencial e oportunidades. Então, se você também é um empreendedor à procura de onde investir, pense no caso. Mato Grosso do Sul e os turistas de todo o mundo estarão aguardando, ansiosamente, a sua decisão.

  • Em MS existe um grande potencial e oportunidades. Então, se você também é um empreendedor à procura de onde investir, pense no caso. Mato Grosso do Sul e os turistas de todo o mundo estarão aguardando, ansiosamente, a sua decisão.

Informações

  • Página do Ministério do Turismo:

  • www.turismo.gov.br

  • Sebrae – www.ms.sebrae.com.br

  • Escritórios particulares de Consultoria Ambiental

  • SEMA – Secretaria Estadual de Meio Ambiente.

Realizou-se uma pesquisa na página do ministério do turismo na internet: Turismo em Jardim = “0” resultados.

  • Realizou-se uma pesquisa na página do ministério do turismo na internet: Turismo em Jardim = “0” resultados.

  • Na página do Sebrae há links para acessar informações sobre o Pantanal, Bonito, Sete Quedas, Jardim e Três Lagoas.

Eventos de debate sobre turismo no MS em 2006

  • ETAN – Encontro de turismo em ambientes naturais – Dourados

  • 1° EBETUR – Encontro de Bacharéis e Estudantes de Turismo de MS - Jardim

PARNA- Parque Nacional

  • * Preservar ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica

  • * Possibilitar a realização de pesquisas científicas

  • * Possibilitar atividades de interpretação e educação ambiental

  • * Possibilitar atividades de recreação em contato com a natureza

  • * Possibilitar atividades de turismo ecológico

Impactos negativos do Turismo nos ecossistemas naturais

  • Origem

  • Empreendimento sem avaliação prévia da viabilidade ambiental e econômica

  • Projetos e Planos de manejo mal elaborados.

    • Visitação desordenada (inexistência de planos turísticos).

Impactos sobre a fauna

  • Extinção local de espécies

  • Mudança de habitat

  • Redução da população

  • Alterações no n° de espécies do ecossistema: desequilíbrio populacional

Impactos sobre o solo

  • Compactação

  • Redução da capacidade de retenção de água no solo

  • Indiretamente afeta a microbiota edáfica (fungos, bactérias, líquens, etc) e as plantas

  • erosão,

  • perda da fertilidade

Impactos sobre a Flora

  • Redução do n° de espécies

  • Extinção local de algumas espécies ou grupos de plantas

  • Alteração e perda da capacidade de reprodução: dispersão de sementes (zoocóricas)

Impactos sobre os Recursos Hídricos

  • Aumento da quantidade de sedimentos que chegam ao curso d’água – reduzindo a transparência

  • Proliferação de organismos oportunistas ex.: algas

  • Alteração na composição da fauna aquática: peixes, nematóides, moluscos, anelídeos,etc.

  • Redução da mata ciliar: assoreamento dos rios

Impacto social e econômico

  • Sobreposição de culturas e costumes

  • Ampliação do subemprego: domésticas temporárias, caseiros, vigilantes, dentre outros.

  • Redução de áreas de agricultura e pecuária

Visão internacional

  • “O espaço rural apresenta função vital para toda a sociedade. Enquanto zona tampão e espaço de regeneração, é indispensável ao equilíbrio ecológico e torna-se cada vez mais um local de acolhimento privilegiado para o repouso e o recreio”.

  • Comissão Européia 1988

Capacidade de suporte do ambiente

  • WWF, ONU, Banco Mundial, UICN, PNUMA reconhecem que o ambiente não pode ser explorado acima de suas capacidades de absorção e regeneração

  • “Sustentabilidade ecológica está intimamente ligada e se inter-relaciona com a sustentabilidade econômica e social”.

Medidas preventivas

  • • Elaboração e coordenação de projetos turísticos: equipe multidisciplinar, onde participe um Turismólogo.

  • • Seja realizado estudo dos impactos ambientais.

  • • A elaboração de um Plano de manejo.

  • • Realize um trabalho de conscientização aos visitantes e a população local.

Medidas preventivas

  • • Investimentos em tecnologias “limpas”.

  • • Viabilização de projetos de recuperação e proteção da área explorada

  • Monitoramento periódico dos níveis de impacto.

  • • Projetos de engenharia civil: ex. passarelas suspensas para evitar a degradação do solo.

Mitigação dos Impactos negativos

  • placas de orientação para a conservação dos recursos naturais,

  • a presença de guias treinados para informações práticas e turísticas,

  • cuidados especiais com o lixo,

  • Investimentos no controle da poluição.

  • Recuperação de áreas degradadas

PARNA Serra da Bodoquena

  • Plano de Manejo

RPPN- Reserva Particular do Patrimônio Natural

  • Lei Federal 9.985/2000: uma área privada, gravada com perpetuidade, com objetivo de conservar a diversidade biológica.

  • Lei Federal 1324/1992 – Incentivos à criação de RPPNs.

  • MS:Decreto n° 7.251/1993 – Criação de RPPN e n° 2.193/2000 – ICMS ecológico

Importância de Áreas Protegidas

  • O aumento da área e do n° de unidades protegidas na bacia do Alto Paraguai

  • Proteção do Pantanal e seu entorno.

  • Sustentabilidade ambiental

  • Possibilidade de exploração ecoturística

Programa de Incentivo à Criação de RPPNs

  • Idealizadores: REPAMS e CI (Conservação Internacional).

  • Apoio: Fundação Neotrópica

Objetivos do Programa

  • dar apoio e incentivo a criação de novas RPPNs

  • gestão das RPPNs existentes em MS;

  • contribuir para o aumento da área protegida na Bacia do Alto Paraguai;

  • consolidação dos Corredores de Biodiversidade por meio da criação de novas RPPNs: Corredor Serra de Maracaju-Negro e Miranda-Serra da Bodoquena.

Possibilidades de Uso Sustentável

  • a pesquisa científica;

  • a visitação com objetivos turísticos, recreativos e educacionais.

Realizar pesquisas que contribuam para o desenvolvimento turístico da região

  • Realizar pesquisas que contribuam para o desenvolvimento turístico da região

  • Publicá-las em revistas, periódicos nacionais e internacionais, meios eletrônicos

  • Ser atuante, com consciência crítica, ética buscando o desenvolvimento sustentável.

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