Educar e converter: os métodos educacionais jesuiticos

Educar e converter: os métodos educacionais jesuiticos

Universidade Federal do Tocantins

Campus universitário de Araguaína

Curso Licenciatura Plena em História

Katiane Gonçalves silva

EDUCAR E CONVERTER: OS MÉTODOS EDUCACIONAIS JESUITICOS

Araguaína-To

Maio/2010

1.1Educação e conversão

A Companhia de Jesus foi uma ordem religiosa da Igreja Católica, fundada na Europa em 1540, por Inácio de Loyola. Formada por padres que seguiam uma rígida disciplina militar, com a principal missão de combater os infiéis e protestantes, possuíam uma sólida formação cultural e estavam dispostos a todo e qualquer sacrifício. Vistos como verdadeiros soldados de Cristo,contribuíram para a forte difusão da ideologia católica romana e para repressão de quaisquer revoltas inspiradas pela doutrina de Martinho Lutero.

Segundo José Antonio Tobias, os primeiros jesuítas chegaram ao território brasileiro em 1549, com o apoio do primeiro Governador-Geral Tomé de Sousa. Chefiado por Manoel da Nóbrega, unidos ao Estado, os jesuítas tinham como missão combater as idéias protestantes que começavam a nascer na Europa. O espírito de combate ao protestantismo foi destacado desta forma por Romanelli:

...a materialização do próprio espírito de contra reforma, que se caracterizou, sobretudo por uma enérgica reação contra o pensamento critico, que começava a nascer na Europa por um apego as formas dogmáticas de pensamento, pela revalorização da escolástica, como método e como filosofia, pela reafirmação da autoridade quer da igreja quer dos antigos, enfim pela pratica de exercícios intelectuais com a finalidade de robustecer a memória e capacitar o raciocínio para fazer comentários de textos .Se aos jesuítas de então faltava o gosto pela ciência, sobrava-lhe todavia um estranho amor às letras cujo ensino era a maior preocupação (2009.p.34).

Percebe-se que a transmissão de valores caracterizava o ensino jesuítico desde que chegaram ao Brasil. Possuíam uma visão pré-definida de organização social com missão de cativar e instruir os nativos. Poucos dias após sua chegada, os jesuítas edificaram na Bahia a primeira escola de ler e escrever, tendo como mestre o irmão Vicente Rodrigues, que se tornou o primeiro professor nos moldes europeus em terras brasileiras dedicando-se, por mais de 50 anos ao ensino e a propagação da fé cristã, exercendo um papel de destaque na catequese dos índios e dos colonos e na organização da nascente sociedade brasileira (AZEVEDO, 1976, p.41).

Logo que chegaram ao Brasil, os jesuítas sistematizaram a organização educacional como instrumento de domínio espiritual e de propagação da cultura européia. Foram se infiltrando aos poucos nas aldeias, levando os fundamentos de uma educação religiosa dedicada à propagação da fé e do trabalho educativo. O grande interesse missionário, político e educativo da igreja católica seria o de instruir os nativos, acreditando que somente através da leitura, da apresentação e da interpretação da palavra divina se poderia decifrar o mundo desconhecido; assim os nativos poderiam ser inseridos ao mundo cristão (Idem, p.10.)

Em 1553, chega ao Brasil um novo grupo de jesuítas, acompanhando o Segundo Governador-Geral Duarte da Costa, junto com este grupo também estava José de Anchieta. Sob o comando do Padre Manoel da Nóbrega, espalharam sua obra pelo país, em regiões como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia. Em 1570, contavam com oito estabelecimentos de ensino, sendo cinco de nível elementar e três de nível médio. Os colégios eram subsidiados pelo Estado Português, com o estudo encarado como espaço para a guerra de idéias contra o protestantismo (Idem, p.12).

A política religiosa dos jesuítas foi, ao mesmo tempo, colonizadora e regalista. Atuaram como verdadeiros soldados de Cristo na catequização dos índios, formando novos sacerdotes e a elite brasileira, promovendo o controle da fé e da moral dos habitantes. Cuidaram, com esmero, da difusão e da unificação da Língua Portuguesa de norte a Sul do país. Os jesuítas estimularam aos nativos a uma série de comportamentos, destruindo os costumes locais, tendo como característica básica o embasamento na oralidade como uma forma de transmissão de conhecimento (Idem, p. 17).

Os jesuítas permaneceram no Brasil por 210 anos, período no qual desenvolveram perfeita noção religiosa e novas técnicas de trabalho. Abordaram com a educação questões do cotidiano, trabalhando com a idéia de bem e mal, pecado e virtude. Ao chegarem ao Brasil adotaram como princípios básicos a conversão e a transformação da população colonial ao catolicismo através dos colégios e das missões, auxiliando no processo de colonização.

Os jesuítas foram expulsos do Brasil em 1759, por Marques de Pombal, que por sua vez pretendia modernizar o ensino, influenciado pela linha de pensamento vinculada ao enciclopedismo. No momento de expulsão, os jesuítas contavam com 25 residências, 36 missões e 17 colégios missionários, além de seminários menores e escolas de primeiras letras, instaladas em cidades onde havia casas da Companhia de Jesus. A autora Maria Elizabete Sampaio Prado Xavier afirma que os jesuítas atuaram no Brasil:

[...] com uma tarefa oficialmente definida nos Regimentos Português para a colônia: catequizar e instruir nativos. Assim como a população que para lá se transferir ou fora transferida (...). Sua tarefa educativa era basicamente aculturar e converter os “ignorantes e ingênuos” como os nativos e criar uma atmosfera civilizada e religiosa para os desagregados e aventureiros que para aqui viessem. (1994. p.41).

A educação pretendida pelos jesuítas estava eivada da idéia de salvação das almas. É o que afirma Tobias:

O conceito de educação dos jesuítas era fundamentalmente baseado na existência da liberdade humana, no respeito à pessoa e na universalização da espiritualidade da alma humana, com o conseqüente direito a educação por parte do indígena e do negro. Educar e atualizar as capacidades da pessoa humana, de maneira a possibilitá-la a receber a luz da Fé e a salvar sua alma. Daí se infere que a finalidade da educação era conjuntamente natural e sobrenatural... (1972, p.47).

Nota-se que o projeto educacional jesuítico pretendia formar um modelo de homem baseado nos princípios escolásticos. Podemos observar que a idéia de cultura fazia parte da educação pretendida pelos padres jesuítas. O trabalho de catequização e conversão do gentio ao cristianismo destinava-se a transformação do indígena em homem civilizado, de acordos com os padrões culturais e sociais da igreja católica no séc. XVI. Por subseqüente, formar uma nova sociedade. Mas ao perceber que não seria possível converter os índios à fé cristã sem que esses soubessem ler e escrever, trouxeram, em 1550, um grupo de meninos órfãos orientados e treinados para se somar aos jesuítas no seu trabalho catequético (AZEVEDO, 1976, p.16).43

A atividade jesuítica se tornou uma poderosa e eficiente ação educacional e religiosa, em parte e em função de seus princípios sobre palavra de Deus e da vontade do homem. Seu recurso principal, chamado “exércitos espirituais”, era utilizado para converter os ignorantes à fé cristã nos moldes da Igreja Católica.

1.2O Ratio Studiorum

Ao chegarem ao território brasileiro, os jesuítas não trouxeram somente a moral, os costumes e sua religiosidade, trouxeram também sua metodologia de ensino, que por sua vez era influenciada pelas orientações filosóficas das teorias de Aristóteles e São Tomás de Aquino, principalmente no que se refere à idéia de universalização do ensino. Sua metodologia era regulamentada por um documento publicado por Claudio Aquaviva. O Ratio Studiorum era composto por um conjunto de regras que envolvia desde a organização escolar até a observação estreita da doutrina cristã. Nela estava prescrito que o aluno deveria estudar repetir e disputar. Essa prática tornava a educação sinônimo de catequese e evangelização. Este documento era composto por 30 conjuntos de regras que buscava indicar a responsabilidade, o desempenho e a subordinação. Tratava também de organizar e distribuir a metodologia a ser utilizada pelo professor nos cursos de humanidades, filosofia e teologia. O Ratio tinha como meta a formação do homem perfeito, do bom cristão. Estava centrado num currículo de educação literária e humanística. Na regra de nº01 do Ratio Studiorium fica explicito que:

A finalidade desta aula é preparar os que terminaram a gramática no terreno da eloqüência. Para este fim concorrem três meios: o conhecimento da língua alguma erudição e uma introdução breve aos preceitos da retórica. (FRANCA, 1952. P.176.)

A conversão e o combate a heresia eram atividades específicas da Companhia de Jesus. Pode-se afirmar que os jesuítas usavam a instrução como meio de submissão ao domínio político.

Em terras brasileiras organizavam uma educação utilizada como patamar de ascensão social pela classe dirigente. Nota-se, a partir das idéias, que pretendiam cativar a alma dos colonos e combater os ventos reformistas. Para tanto, adotou-se o saber universal tangenciado pelo “universalismo da língua latina, da filosofia e da literatura cristã tradicional”. O colégio jesuítico era subsidiado pela coroa portuguesa, formando gratuitamente os sacerdotes para instruir, catequizar e educar os indígenas. A catequização era encarada como fundamental para a difusão da cultura crista européia (XAVIER, 1994,46).

O ensino estava centrado no catecismo, na língua dos índios, em representações. Eles utilizavam de tudo que fosse possível para educar: o teatro, o cântico e até danças. As escolas de ler e escrever eram fixas ou ambulantes. Não apenas alfabetizavam, mas espalhavam às novas gerações a mesma fé, a mesma língua, os mesmos costumes. Tudo o que ensinavam estava prescrito no Ratio, como afirma Maria Luiza Santos Ribeiro:

O plano de estudo propriamente dito foi elaborado de forma diversificada, com objetivo de atender à diversidade de interesses e de capacidades, começando pelo aprendizado do Português incluía o ensino da doutrina cristã, a escola de ler e escrever. (2003, p. 21)

Nos compêndios do Ratio a música foi o primeiro recurso metodológico utilizado para auxiliar a educação nos aldeamentos. Através dela, os jesuítas conseguiram despertar a atenção e a simpatia dos nativos. Ensinavam os próprios instrumentos e elaboravam um repertório no estilo indígena, cujas letras falavam de Deus. Apresentavam peças em tupi ou em português. Apresentavam textos de obras clássicas devidamente adaptadas pela igreja. Outra estratégia era usar o teatro para promover a educação e evangelização. Através de apresentações de peças, retratava-se a vida de santos e personagens das escrituras sagradas. Usavam também textos de obras clássicas adaptadas pela Igreja Católica (AZEVEDO, 1976, p. 14).

A dança também foi usada como meio pedagógico. Adaptada às tradições indígenas passava a fazer parte das festas religiosas católicas. No ensino de arte desenvolviam trabalhos nas áreas de pintura, escultura e arquitetura.

Nas missões, os jesuítas foram os principais responsáveis pela catequese. Introduziram aos poucos noções de religião e novas técnicas de trabalho, ensinava os nativos a rezar missas todas às manhãs. Construíram um imenso patrimônio em gente, rendas e terras. Usavam sermões para estimular as pessoas a sentirem remorso, o medo e a culpa, insinuando-lhes a idéia de pecado, possibilitando a idéia de perdão através do catecismo. Através das missões, os jesuítas auxiliaram no processo de colonização do Brasil (XAVIER, 1994, p. 42).

Na Colônia, o curso de letras estava presente em quase todos os colégios, como ocorria nas escolas de Salvador e no Rio de Janeiro. Nas escolas elementares ensinavam-se as primeiras letras: ler e escrever, contar e falar português bem como a doutrina católica. As escolas elementares funcionavam, na maioria das vezes nas casas dos professores, nas aldeias em espaços precários.

O ensino médio era ministrado nos colégios, nos seminários maiores e na faculdade de teologia em Coimbra. O ensino superior, pelo que se percebe no conjunto de regras, era destinado às profissões liberais, sendo ministrados apenas nas universidades européias, não havia ensino superior no Brasil.

Para os cursos superiores e secundários, o Ratio definia currículos muito precisos e pormenorizados.

O curso de humanidades, de nível secundário, era ministrado em latim tinha dois anos de duração, abrangia o ensino da gramática, retórica e humanidades. O curso de Arte (Ciências Naturais ou Filosofia) tinha a duração de três anos, ensinava-se lógica, física, matemática, ética e metafísica. Os cursos de humanidade e artes eram destinados a formar padres e a elite dirigente. O curso de Arte ainda preparava os alunos para o ingresso nos cursos profissionais da Universidade de Coimbra. O curso de Teologia tinha a duração de quatro anos e conferia ao aluno o grau de doutor. Nele se estudava a teologia moral e especulativa (dogmas católicos).

Dentre os colégios e aldeamentos no Brasil, além de seminários, todos ofereciam curso elementar, boa parte oferecia curso de humanidade e a minoria oferecia os cursos de Arte e Teologia, sendo destinados a formar os padres e a elite colonial. Ainda que fosse oferecida uma educação profissional para a classe menos favorecida, era para a elite econômica colonial que, mais tarde iria forma a classe política brasileira, que se voltavam os manuais dos jesuítas (FRANCA, 1952, p. 65).

Franca deixa evidente que o Ratio Studiorum possuía um currículo humanístico com base para o estudo filosófico e teológico. Por ele o aluno iniciava seus estudos e por ele se educava o “espírito” da classe dirigente (1952, p.49).

A estrutura curricular do ensino possuía uma herança anti-científica. Através deste conjunto de regras, a classe dominante adquiria um verniz cultural que a distinguia das demais. Já nos sermões utilizavam uma linguagem simples para impressionar o público composto de pessoas rudes e ignorantes. Para as pessoas menos abastadas também usavam o teatro, a música, sempre com o cuidado em divulgar e concentrar a fé católica. Se o Ratio tinha todo o cuidado com a erudição que se esperava da elite, Leonel Franca adverte que:

O Ratio Studiorum não é um tratado de pedagogia, não expõe sistemas e nem se discute métodos a finalidade de tal documento não é teórico, não é comparativo e nem discute princípios pedagógicos com outros modelos quem se propõe estudá-lo não pode esquecer sua finalidade eminentemente pratica nem a moldura histórica que se enquadra as origens (1952, p.25).

Franca destaca a necessidade de se olhar a pedagogia deste conjunto de regras como conseqüência da organização da Companhia de Jesus. Para o autor, não é uma sociedade meramente cientifica, que não tinha como objetivo propagação da ciência, mas da religião, por uma sociedade inteiramente religiosa que utiliza o ensino para promover a verdade cristã, tendo como principal característica o rigor. Rigor esse que servia como estrutura para formação dos padres responsáveis e capazes de assumir diferentes serviços, especialmente as missões. Esse conjunto de regras, afirma Franca, ditava a característica homogênica do ensino jesuítico.

Destarte, o Ratio Studiorum, um plano bem estruturado e harmonioso, faz convergir toda a vida escolar do colégio – administração, currículo, metodologia, distrações – para um fim único: a educação integral do aluno (1952, p.105).

O Ratio Studiorum propunha uma educação integral do homem. Seus preceitos iam além de um simples método de estudo. As regras asseguravam o processo de uma civilização atingindo valores e formas de comportamentos.

A instrução jesuítica, dessa forma, seria o meio de salvar as almas e forma o bom cristão. Era usada como uma forte arma de submissão e de domínio intelectual português. Era assumida pela igreja e pelo poder português, que os viam como principal forma de exploração e a defesa da colônia, Diferentes interesses convergiam na junção Estado/Igreja, refletindo claramente seu caráter elitista. O elitismo educacional jesuítico não visava a formação do povo menos abastado, mas a formação de uma classe dominante, preparando-a para o trabalho intelectual de acordo com o modelo educacional europeu (PAIVA, 2003, p.42).

A formação proposta pelo Ratio Studiorum era de intensa rigidez, na qual era muito valorizado o interesse e o envolvimento do aluno durante as aulas. O Ratio era muito mais do que um plano de ensino, era uma forma de interpretar a realidade. Nele percebemos que o objetivo dos jesuítas era a conversão do gentio à cultura portuguesa.

1.3 O formalismo pedagógico e a manutenção da ordem

O ensino jesuítico era influenciado pelo formalismo pedagógico. O formalismo pedagógico consistia na contradição existente entre os princípios cristão europeus, os ensinados nas escolas e a realidade moral. Nele, o formal se contrapõe ao real, existindo um contraste entre práticas e princípios. O proclamado está sempre distante da realidade (PAIVA, 2003, p.46).

O projeto educacional jesuítico pretendia formar um modelo de homem baseado nos princípios escolásticos. A condição básica desse ensino estava ligada a idéia de cultura a que se faziam portadores os padres jesuítas. O trabalho de catequização e conversão do gentio ao cristianismo destinava-se a conformação do indígena ao homem civilizado, de acordo com os padrões sociais dos países do século XVI.

De acordo com José Maria de Paiva, o colégio e a universidade eram destinados a uma pequena parcela da sociedade, sociedade esta que criara uma expressão de organização social. Por meio do conteúdo clássico, os jesuítas defendiam a ascensão cultural de um pequeno grupo da camada social dominante. Através das letras os jesuítas procuravam organizar a vida de toda a sociedade brasileira. Já por meio dos aldeamentos procuravam transformar os hábitos, os costumes e os sentimentos dos nativos. Nos aldeamentos, os nativos não aprendiam apenas uma nova língua, mas iniciavam novas descobertas, novos significados, passando a conhecer também o cálculo.

A educação jesuítica lançava mão da forte arma da submissão e de domínio intelectual. Por isso era assumida pela Igreja e pelo poder português. Um dos seus interesses era a exploração e defesa da Colônia, interesses esses que convergiam em função da ordem, o que refletia em seu caráter elitista. Não visava à formação de todas as camadas sociais , mas a formação da classe dominante, preparando-a para o trabalho intelectual, de acordo com o modelo religioso católico:

A elite era preparada para o trabalho intelectual segundo modelo religioso (católico)... Os graus acadêmicos obtidos nessas escolas eram, juntamente com a propriedade de terra e escravos, critérios importantes de classificação social (Ribeiro 2003, p. 24).

A educação jesuítica visava à formação do individuo por meio de um conteúdo clássico que defendia ascensão social de um pequeno grupo. É interessante ressaltar que a política de Portugal estava sempre ligada à manutenção da ordem. Ministrava-se uma educação elementar a população pobre e uma educação média e religiosa para elite. A educação jesuítica atendia não somente aos reclames educacionais da coroa, mas estava a serviço de expansão portuguesa, notadamente em seu aspecto cultural e mercadológico. Franca assim analisa a regra de nº27, ressaltando-se o formalismo que a circundava:

[...] Aos nossos escolásticos, aos internos, e aos externos por meio de seus professores não só prescreva o método de estudar, repetir e disputar, senão também distribua o tempo de modo que aproveitem bem as horas reservadas ao estudo privado. (1952, P.51)

Os jesuítas ocuparam um papel de destaque na educação do Brasil quando se trata das missões. Junto da missão estava o papel do educador. O que se pode perceber é que os jesuítas trouxeram uma filosofia de educação bem explícita. Dedicavam-se de corpo e alma a educação, tinham como objetivo singular unir o sagrado ao profano. Por meio da ligação divina, controlavam o poder e o saber. Usavam a educação escolar como meio de dominação e aculturação dos nativos e conformação das

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AZEVEDO, Fernando de. A Transmissão da Cultura: A cultura brasileira. São Paulo, Melhoramentos. 1976.

FRANCA, Leonel. O método pedagógico dos jesuítas. Rio de Janeiro: Agir, 1952.

PAIVA, José Maria de. Colonização e Catequese. São Paulo, Cortez, 1982.

RIBEIRO, Maria Luíza Santos. História da educação brasileira: a organização escolar. Campinas SP. Autores Associados. 3ª Ed. Belo Horizonte; Autêntica 2003.

LOPES, Eliane marta Teixeira. FILHO, Luciano Mendes Faria. VEIGA. Cyntia Greive. 500 anos de educação no Brasil.3º. Belo horizonte. Autêntica, 2003

ROMANELLI, Otaiza de O. História da educação no Brasil.19 ed. Petrópolis: vozes, 1997.

TOBIAS, Jose Antônio. Historia da Educação Brasileira. São Paulo. Editora Juriscredi, LTDA, 1972.

XAVIER, Maria Elizabeth Sampaio Prado. História da educação: a escola no Brasil. São Paulo FTD, 1994.

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